<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500</id><updated>2012-01-02T15:42:46.789-03:00</updated><title type='text'>Crônicas, pensamentos &amp; devaneios</title><subtitle type='html'>Este é um blog tão despretensioso quanto seu dono, mas às vezes um pouco arrogante... também como seu dono...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>212</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5040620140079148258</id><published>2011-05-11T21:22:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:51:30.388-03:00</updated><title type='text'>O que passou</title><content type='html'>Chega um dia em que parte de nossa história definitivamente vira história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5040620140079148258?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5040620140079148258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5040620140079148258' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5040620140079148258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5040620140079148258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2011/05/o-que-passou.html' title='O que passou'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-7865942883917475390</id><published>2011-04-13T22:21:00.001-03:00</published><updated>2011-04-13T22:23:10.082-03:00</updated><title type='text'>Realimentando tragédias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Juro que tentei, mas não consegui resistir à tentação de comentar a cobertura da imprensa sobre a já batizada “Tragédia de Realengo”. Preciso explicar, inicialmente, que crimes dessa natureza conduzem a imprensa a uma situação de desconforto mesmo em meio à euforia que a sucessão de fatos alimenta: noticiar ou não eventos como esse? Certos de que essa indagação, até mesmo por sua superficialidade, não esgota a questão, uma outra pergunta (essa, sim) deveria permear as redações de nossos jornais: como cobrir crimes assim? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É preciso lembrar, sempre, que o papel da imprensa é, sim, informar. Igualmente, é necessário considerar que a busca pela informação se dá, no meio jornalístico, a velocidades desumanas, o que muitas vezes inibe a imprensa de fazer as reflexões a que nos dedicamos com mais calma. Mas é preciso considerar, também, o papel social da imprensa, tendo em vista o poder de reverberação quase inesgotável que suas ações comportam. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se já há certo consenso sobre a não divulgação de determinados fatos (como suicídios), ainda há uma comprida jornada de debates a respeito da cobertura sobre massacres como o registrado na escola carioca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se por um lado a emergência com que os fatos que diariamente bombardeiam as redações impedem ou dificultam certos tipos de ponderação, por outro, não é permitido a ninguém com tamanho poder, como a imprensa, abrir mão do bom senso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, o que seria ‘bom senso’ numa situação como essa, em que o horror e a brutalidade são as marcas mais evidentes da tragédia, e em que a busca pelo ‘furo’ (acirrada pela concorrência ampliada pela internet) insensibiliza nossos jornalistas? O bom senso, caros leitores, está exatamente no reconhecimento e na aceitação inegociáveis do papel social da imprensa, a sobrepor-se, em quaisquer circunstâncias, aos interesses editoriais (econômicos, financeiros...) dos veículos de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em termos práticos: nós, jornalistas, sabemos que a imprensa tem, sim senhor, o poder de influenciar corações e mentes. É óbvio que não se pode atribuir exclusivamente à ela as desgraças humanas com as quais somos rotineiramente brindados. É certo que há influências sociais, culturais, comportamentais, religiosas, biológicas agindo o tempo inteiro sobre os indivíduos. Mas a imprensa as amplia. Com isso, as mistifica, transformando em figuras quase messiânicas aqueles que dão vazão às suas loucuras e que buscam a mórbida notoriedade por meio do massacre de inocentes e de sua própria morte. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não dá para não noticiar uma tragédia como essa, é verdade. Mas o exercício do bom senso limitaria a imprensa a reportar os fatos relacionados a esses eventos sem, no entanto, enveredar de forma insaciável na vida particular de quem as perpetrou. Os registros deixados por esses malucos descontrolados (cartas, vídeos, mensagens na internet etc) mostram que eles buscam notoriedade e seguidores. E os conseguem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aqueles inclinados a ações desse tipo não só se identificam com os que as põem em prática, mas, sobretudo, adquirem a certeza do êxito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De nada mais nos adianta perscrutar as rotinas por vezes macabras, por vezes banais, de psicopatas como o Wellington. Tais investigações jornalísticas apenas glorificam (para os que pensam como ele) seus atos. Deixemos aos especialistas e policiais certos tipos de investigação e nos dediquemos com prudência e zelo à atividade jornalística que a sociedade nos delega. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-7865942883917475390?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/7865942883917475390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=7865942883917475390' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7865942883917475390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7865942883917475390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2011/04/desdobramentos-que-alimentam-novas.html' title='Realimentando tragédias'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-2881185963248478648</id><published>2011-03-27T22:45:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T22:45:40.429-03:00</updated><title type='text'>Terra dos disfarces</title><content type='html'>Assim como acontece em todo o Brasil, Brasília também padece da maldição de ser a terra dos disfarces. Sempre que um problema não consegue ser resolvido (ou quando não há vontade ou coragem política para solucioná-lo), a prática mais recorrente é a de disfarçá-lo. Nos últimos dias, os jornais da capital têm abordado a proposta, a ser debatida no Legislativo local, que sugere a implantação do rodízio de carros, a exemplo do que é realizado em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse amparada por questões ambientais ou algo semelhante, essa proposta teria o meu incondicional apoio e adesão logo de partida. Mas a ideia, vejam só, é que o rodízio deveria ser implantado para se tentar&amp;nbsp;aliviar o trânsito confuso de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem se tornado prática nacional não se enfrentar o problema em suas bases, mas apenas em sua superfície. Com isso, não se resolve efetivamente o problema e ainda criam-se outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do trânsito na capital federal, é claro, é influenciado, em parte, pela grande quantidade de automóveis nas ruas. Mas sua razão principal não é essa. Ela reside, isso sim, na incompetência administrativa, na falta de visão de futuro e (o que é mais grave) nos interesses escusos que rodeiam o setor do transporte público daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir à raiz do problema seria enfrentar empresários sanguessugas, funcionários corruptos e políticos marginais, que fazem do sistema de transporte público um filão que certamente lhes engorda as contas bancárias em muitos dígitos. Mas aí é querer demais, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rodízio como o pretendido é uma proposta tão inócua quanto hipócrita. Joga pra debaixo do tapete a podridão que favorece a desordem, mas passa à parte da sociedade a impressão de que se está fazendo algo - quando na verdade não se está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa notícia me causou o mesmo mal estar que senti à época do governo Arruda, quando o então digníssimo governador tirou da manga a inacreditável iniciativa de regularizar o trabalho dos flanelinhas. Meu Deus! Regularizar o que é, por natureza, inaceitável do ponto de vista legal! Afinal (que me perdõem os defensores da "categoria"), mas ser flanelinha não é profissão. Ninguém pede ou precisa dos serviços deles. Eles são impostos, na maioria das vezes, sob um clima de ameaças veladas (muitas vezes nem tão veladas assim). Além disso, usurpam espaços públicos como se lhes fossem particulares. Bastariam essas duas razões para que essa "regularização" jamais pudesse ser, sequer, cogitada. Mas, como vivemos em um país de absurdos rotineiros, muitas vezes nem nos damos conta de mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre rodízios e flanelinhas, lá vamos nós...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-2881185963248478648?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/2881185963248478648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=2881185963248478648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2881185963248478648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2881185963248478648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2011/03/terra-dos-disfarces.html' title='Terra dos disfarces'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-7115114480087714049</id><published>2011-01-31T22:10:00.000-03:00</published><updated>2011-01-31T22:10:35.424-03:00</updated><title type='text'>Presidente ou Presidenta?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois que a “tia Dilma” recebeu o aval para ser a primeira mulher a comandar o país, boa parte da população, e especialmente da imprensa, tem gasto parte de seu tempo tentando, desnecessariamente, definir se ela deve ser chamada de &lt;b&gt;presidente&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;presidenta&lt;/b&gt; (como quer a eleita). Bobagem pura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não há nenhuma implicação sexista que justifique o emprego da segunda forma, ou seja, presidenta. Em minha opinião, ao contrário do que acredita a chefe de nosso Executivo, o uso desse termo de certa forma diminui a importância da façanha alcançada por ela. Quer saber por que? Ora, quem disse que os substantivos terminados em “ente” são exclusividade nossa, marmanjões? Quer um exemplo? Vamos lá: você já viu alguma &lt;b&gt;parturiente&lt;/b&gt; do sexo masculino??&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Levada a ferro e fogo a proposta de atribuir a letra &lt;b&gt;A&lt;/b&gt; aos substantivos aos quais me referi, teríamos de ser, no mínimo, coerentes e aplicá-la igualmente aos adjetivos (já que vale pra um, que valha pra todos!). Aí, a coisa descambaria para um inominável caos semântico. Incorreríamos, na verdade, numa deselegância lingüística provavelmente (ou provavelmenta?) sem precedente (ou precedenta?) na nossa lusófona história.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Façamos um exercício: substituir por A o E dos substantivos e adjetivos do texto a seguir. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Depois de anos como católica fervorosa, dona Gertrudes converteu-se e virou &lt;b&gt;crente&lt;/b&gt;. Sua filha, Hermenegilda, ao saber da notícia, caiu &lt;b&gt;doente&lt;/b&gt;. Ficou tão mal que precisou ser hospitalizada. O médico que atendeu a &lt;b&gt;paciente&lt;/b&gt; medicou-a e a deixou em repouso, dando-lhe alta logo em seguida. Mas Hermenegilda, famosa por ser &lt;b&gt;prudente&lt;/b&gt;, resolveu confrontar a mãe, e lhe disse: ‘Mas, mãe, por que você sempre quer ser &lt;b&gt;diferente&lt;/b&gt;?’. Sem entender a revolta da filha, dona Gertrudes retrucou: ‘E você acha que ser&lt;b&gt; crente&lt;/b&gt; não me faz &lt;b&gt;gente&lt;/b&gt;? O que importa, minha filha, é ser &lt;b&gt;decente&lt;/b&gt;’.” &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora, a versão com a nova redação:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Depois de anos como católica fervorosa, dona Gertrudes converteu-se e virou &lt;b&gt;crenta&lt;/b&gt;. Sua filha, Hermenegilda, ao saber da notícia, caiu &lt;b&gt;doenta&lt;/b&gt;. Ficou tão mal que precisou ser hospitalizada. O médico que atendeu a &lt;b&gt;pacienta&lt;/b&gt; medicou-a e a deixou em repouso, dando-lhe alta logo em seguida. Mas Hermenegilda, famosa por ser &lt;b&gt;prudenta&lt;/b&gt;, resolveu confrontar a mãe, e lhe disse: ‘Mas, mãe, por que você sempre quer ser &lt;b&gt;diferenta&lt;/b&gt;?’. Sem entender a revolta da filha, dona Gertrudes retrucou: ‘E você acha que ser &lt;b&gt;crenta&lt;/b&gt; não me faz &lt;b&gt;genta&lt;/b&gt;? O que importa, minha filha, é ser &lt;b&gt;decenta&lt;/b&gt;’.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Viram a besteira? Então, vamos deixar de frescura e voltar à paz gramatical.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-7115114480087714049?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/7115114480087714049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=7115114480087714049' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7115114480087714049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7115114480087714049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2011/01/presidente-ou-presidenta.html' title='Presidente ou Presidenta?'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6602837171310834495</id><published>2011-01-09T23:30:00.001-03:00</published><updated>2011-01-09T23:32:15.943-03:00</updated><title type='text'>Expectativa</title><content type='html'>Há precisos 12 anos&amp;nbsp;ele a&amp;nbsp;conheceu - e não demorou muito para que por ela se encantasse. Encantamento recíproco, ela confessara a ele. As afinidades e os&amp;nbsp;beijos inesquecíveis comprovavam&amp;nbsp;a veracidade do encantamento mútuo.&amp;nbsp;Após mais de nove anos sem&amp;nbsp;se verem&amp;nbsp;(um Atlântico os separando), surge inesperadamente a oportunidade de reencontrá-la. E ele cultiva uma deliciosa sensação de frio na barriga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6602837171310834495?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6602837171310834495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6602837171310834495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6602837171310834495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6602837171310834495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2011/01/expectativa.html' title='Expectativa'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5167223772046140076</id><published>2011-01-05T22:45:00.000-03:00</published><updated>2011-01-05T22:45:35.187-03:00</updated><title type='text'>Superlativo momento</title><content type='html'>Consumo diário de cerveja. Máximo de cinco&amp;nbsp;horas de sono por dia. Muito dinheiro gasto; farras impagáveis;&amp;nbsp;gargalhadas em excesso, e&amp;nbsp;reencontro com amigos do século passado. Sim, férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5167223772046140076?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5167223772046140076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5167223772046140076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5167223772046140076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5167223772046140076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2011/01/superlativo-momento.html' title='Superlativo momento'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1303951736974341890</id><published>2010-12-05T18:47:00.000-03:00</published><updated>2010-12-05T18:47:12.520-03:00</updated><title type='text'>BB, o Banco de Bosta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes de enveredar pelo protesto das próximas linhas, deixo claro que não sou, e provavelmente nunca serei, adepto da filosofia neoliberal que defende que serviço bom é serviço privado. Não. Sou defensor do serviço público, de um serviço público verdadeiramente a serviço da sociedade, com qualidade e alinhado às necessidades da população e, especialmente, às tendências do mundo real. Por isso, sinto-me absolutamente confortável para dizer que o Banco do Brasil, que se vangloria incessantemente de ser o maior banco do Brasil, é, na verdade, o PIOR banco do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em termos de atendimento ao púbico, o Banco do Brasil é uma vergonha institucionalizada. Está completamente desarticulado com o que há de moderno e eficaz no planeta Terra quando o assunto é prestar um serviço de qualidade aos clientes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já tive dezenas de aborrecimentos com essa lamentável instituição, das mais diferentes ordens. Se você é cliente desse banco e o acha bom, é porque certamente nunca precisou de um serviço que fugisse pelo menos um pouquinho do trivial. O fato de ter agências em todos os recantos do Brasil gera uma falsa sensação de bom serviço. Mas, quem precisa de algo pelo menos um pouquinho fora da rotina bancária sofre nas mãos desse banquinho de merda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os operadores de telemarketing do BB parecem usar aquelas viseiras de burro que os obrigam a olhar apenas para o que está imediatamente a sua frente. Não conseguem e não têm a menor criatividade, iniciativa ou boa vontade de tentar resolver algum problema do cliente. Nas agências, onde o serviço também é marcado pela incompetência, as reclamações também são infinitas. Certa vez, quando questionei a imbecil da gerente sobre a razão pela qual reduziram (sem qualquer informação) meu limite para pagamento via internet ou caixa eletrônico, ouvi dela que era “por questão de segurança”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A jumenta não entendia que eu tinha dinheiro suficiente na conta e que queria pagar uma simples fatura de cartão de crédito – também meu! Em plena era da informação, o serviço obsoleto e burro desse banco nos obriga a ir às agências para resolver questões que todos os outros bancos em que tive conta sempre resolveram via telefone, anos atrás, e qualquer hora do dia (mesmo em fins de semana e feriados). Na bosta do BB, não. Você tem de ir à agência para resolver um problemas causado por eles. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aí, a gerente, diante da minha impaciência e incredulidade com tamanha burrice, disse que realmente era para minha segurança. “Já imaginou se o senhor for seqüestrado, senhor Wagner?”. Não agüentei. Olhei pra cara da anta e falei. “Se um dia eu for seqüestrado e o bandido pedir pra pagar a minha fatura de cartão de crédito, eu digo que este mundo está salvo e que esse bandido será meu amigo!” As pessoas ao meu redor, certamente solidárias ao meu drama, e muito provavelmente aguardando a sua vez de passarem por aborrecimentos semelhantes, não só riram, como concordaram e teceram alguns comentários de reprovação à postura do BB.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já tive muitos problemas com esse banco (que nem vale mais a pena relatar), e hoje tive mais um. Nem foi dos mais graves, mas foi o suficiente para não me permitir mais suportar calado (ou sem me manifestar de alguma forma) à tanta burrice e descaso. Na verdade, desde ontem tento fazer uma simples operação de transferência, chamada DOC. Como é fim de semana, minhas opções eram telefone ou internet. A informação era de que os serviços estavam indisponíveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bem, deixei para hoje. Fui a um shopping de Brasília com o intuito de assistir a um filme no cinema, comprar um presente pra minha sobrinha e, de quebra, tirar uns trocados num caixa eletrônico, até mesmo para pagar o estacionamento do shopping. Afinal, em plena época do dinheiro de plástico, poucos são os que andam com cédulas nas carteiras. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar a minha vez de ser atendido na fila do cinema e entregar meu cartão para fazer o pagamento em débito, o atendente informou que o cartão estava com o sistema fora do ar. Tudo bem, pensando ser um problema localizado, saí da fila e fui ao caixa eletrônico do BB para tirar dinheiro. Estranhei quando não vi uma fila diante da máquina e, para constatar que havia mesmo algo estranho, deparei-me com a mensagem pedindo para utilizar outro terminal. Tentei um do banco 24 horas. Mesmo pagando taxa relativamente alta, não me importei, até porque era a única opção. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vi que algumas pessoas à minha frente saíam irritadas depois de tentar utilizar a máquina. Mas pensei que eu teria mais sorte. Engano. Ao inserir meu cartão, li a mensagem de há uma falha de comunicação com a minha instituição bancária, ou seja, a bosta do Banco do Brasil. Já irritado, telefonei pra lá, até mesmo para desabafar. Mas, e quem disse que o serviço de telefone estava funcionando? Depois de o idiota aqui ter digitado os números da agência, conta bancária e senha, surgiu a mensagem de que “por problemas técnicos a operação não foi realizada”. Acontece que sequer cheguei a fazer alguma operação, e, cinicamente, a ligação cai na cara do cliente. Tentei muitas outras vezes, só pra ter certeza de que o problema não era comigo ou com meu telefone. A mesma coisa, em todas as tentativas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu drama começou a se desenhar. Não levei o outro cartão de crédito que possuo, não estava com talão de cheque e, em minha carteira (pra minha sorte), jaziam apenas duas cédulas de R$ 2,00 (algo raro, porque realmente não costumo carregar dinheiro algum). Meu medo não era mais nem deixar de assistir ao filme, não poder comprar o presente da minha sobrinha ou deixar de fazer o lanche que eu estava tão disposto a fazer. Era, isso sim, ficar preso no shopping por não poder pagar o estacionamento. Tá, ainda bem que não aconteceu, mas seria uma boa razão pra um processo por danos morais contra essa instituiçãozinha de merda. Corri para pagar o estacionamento, porque depois de duas horas o preço aumenta, e saí de lá direto a um supermercado onde existe um caixa do BB. Sou otimista, vocês estão vendo. Mas, pra minha decepção, cheguei lá e novamente me deparei com a mesma mensagem. No caixa 24 horas também a mesma coisa. Absurdo. Eu ainda precisava comprar algumas coisas no supermercado, mas, sem dinheiro, sem cheques e sem cartão de crédito, só se eu aderisse à marginalidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pois é, desculpem o desabafo, mas esses sucessivos desrespeitos desse banco merda são inadmissíveis. Por isso, faço aqui meu protesto, ainda que silencioso. Caso você também tenha queixas, pode-as deixar registradas aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1303951736974341890?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1303951736974341890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1303951736974341890' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1303951736974341890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1303951736974341890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/12/bb-o-banco-de-bosta.html' title='BB, o Banco de Bosta'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-7122536845946476224</id><published>2010-11-28T11:52:00.000-03:00</published><updated>2010-11-28T11:52:26.373-03:00</updated><title type='text'>Tempos e verbos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O passado lhe havia sido perfeito na medida exata de sua imperfeição. Mas por que insistia, então, em conjugar aquilo pertencente a outros tempos sempre no presente do indicativo? Não sabia, como sempre fazia questão de ressaltar, que o presente não existe?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Repetia, a quem quer que fosse, que o presente se desfaz no exato instante em que dele se toma consciência. Pensar no presente é remetê-lo instantaneamente a sua condição de passado. Qualquer fração de segundo que se aplique a reflexões sobre o pretenso presente invariavelmente recai na constatação de sua inexistência. Qualquer palavra pronunciada, qualquer pensamento formulado, qualquer onda que se esgota na areia da praia e qualquer vento soprado, desde o instante que surge, já é coisa do passado. Mesmo o seu desenrolar não pertence ao presente, pois é uma seqüência de micro-atos lançados ao passado no mesmo momento em que ocorrem. Nada escapa ao passado, embora muito escape ao futuro – este, sim, um tempo existente, embora transitório. O passado, ao contrário, é sólido, inalterável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não há tempo (verbal ou cronológico) mais injustiçado que o presente. Sua existência é uma mera abstração, ou, quando muito, uma convenção matemática ou lingüística – sob o ponto de vista dele, absolutamente dissociada da realidade. Observou que usufruir bem do presente é dar robustez ao passado. O futuro, portanto, há de ser acalentado, pois nada mais é (ou será) do que o passado que se espera ter. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-7122536845946476224?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/7122536845946476224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=7122536845946476224' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7122536845946476224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7122536845946476224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/11/tempos-e-verbos.html' title='Tempos e verbos'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-389386061325840898</id><published>2010-11-08T21:57:00.001-03:00</published><updated>2010-11-09T12:56:03.225-03:00</updated><title type='text'>Beleza natural</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhava fixamente para aquela fotografia e certamente despertava, entre os que o rodeavam, a impressão de que era um profundo conhecedor da arte de fotografar. Certamente deduziam que estivera magnetizado pela beleza da imagem ou que praticara algum exercício de abstração que lhe revelaria algo escondido além do papel. Mas eram suposições equivocadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sempre considerou as intervenções humanas no aperfeiçoamento estético uma respeitável e muitas vezes compreensível atitude. Mas admitia a si mesmo uma irritação profunda quando tais intervenções – geralmente com o propósito de transformar o bonito em deslumbrante – extraíam do que é naturalmente belo a verdadeira beleza. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não percebem, os que se valem de tais recursos, o desserviço que prestam à beleza natural? Era isso o que permanecia na sua mente enquanto mantinha os olhos naquela fotografia. Indagava se os manipuladores do registro fotográfico tinham a mais vaga idéia do empobrecimento que aplicavam às suas próprias obras quando do uso de filtros e mecanismos diversos que conferiam mais cores, contrastes, brilho, profundidade e o que mais fosse aos retratos do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tais recursos, insistia para si próprio, aprimoram ou criam uma beleza frágil, porque efêmera, e superficial, porque falsa. Dão ao céu um azul-plástico inexistente. Distorcem e confundem os ângulos das imagens ao ponto de deformá-las, de alterar-lhes a essência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Também repetia a si mesmo que fotografia e pintura, embora igualmente nobres e necessárias, diferem uma da outra geralmente nas intenções. Diferenças às vezes sutis, às vezes radicais. Embora a pintura possa até desejar retratar a realidade, faz um apelo muito mais dramático à imaginação, à abstração, ao subjetivo. Não que a fotografia não o faça, mas parte de pressupostos diferentes. A fotografia permite abstrações a partir da dureza da realidade. A pintura permite a percepção da realidade pela sutileza da abstração. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A beleza verdadeira não precisa de retoques. Não os merece. Traz em si algo que é inalterável, especialmente por não ser visto apenas com olhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-389386061325840898?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/389386061325840898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=389386061325840898' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/389386061325840898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/389386061325840898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/11/beleza-natural.html' title='Beleza natural'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-4469818208142486941</id><published>2010-11-02T23:34:00.000-03:00</published><updated>2010-11-02T23:34:38.430-03:00</updated><title type='text'>Intolerância e ignorância</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A intolerância e a ignorância andam, obrigatoriamente, de mãos dadas. Identifique um intolerante em seu meio social e tenha a certeza de que encontrou, ao mesmo tempo, um ser ignorante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Reside na sua profunda ignorância (para não dizer burrice) o elevado grau de intolerância de um ser que se pretende humano. Por desconhecer com pelo menos razoável consistência aquilo a que se opõe é que o intolerante tem opiniões tão absurdamente contundentes (e retrógradas) sobre um tema qualquer. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dentre as muitas formas de intolerância conhecidas, há duas igualmente repugnantes e inaceitáveis (assim como as demais): o racismo e a xenofobia. E são ambas, antecipo, a manifestação máxima de um grau surpreendente de ignorância por parte de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A primeira porque faz alguém acreditar que a diferença na coloração da pele (que na verdade é uma das maiores riquezas a favor da humanidade) torna uns melhores que outros. A segunda, sobre a qual me estenderei um pouco mais devido aos fatos dos últimos dias, é tão abjeta quanto a primeira, mas, talvez, comporte um teor de burrice ainda maior. Afinal, considera que pessoas de lugares diferentes são piores ou melhores que outras. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Twitter foi vergonhosamente bombardeado por manifestações de ignorância, intolerância, desinformação e autoritarismo desde o resultado das eleições para presidente. Os que não conseguem manter um nível civilizado de discussão política (certamente porque lhes faltam argumentos) apelam para a baixeza e para a leviandade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não se conformam com a derrota de seu (ou seus candidatos) e querem atribuir “culpa” pela vitória do oponente a alguns representantes da sociedade brasileira. Pois bem, todos já devem ter tomado ciência das absurdas declarações contra os nordestinos que uma estudantezinha de Direito (assim mesmo, no diminutivo, para fazer correspondência ao seu provável caráter) deflagrou via Twitter e outras redes sociais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O gesto dela confirma o que eu disse no início deste post: que a intolerância anda de mãos dadas com a ignorância. A mentecapta declarou que a vitória da Dilma foi “culpa” dos nordestinos – e teceu, ainda, outros comentários tão estúpidos que os pouparei de ler. Sobre o termo “culpa”, há considerações engraçadas, mas falarei apenas de uma: como “culpar” alguém por ter optado por algo melhor (ou menos pior, vai) que outro?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não me aprofundarei na defesa da vitória da Dilma. Mas digo àqueles que criticam com tanta acidez e preconceito o governo Lula e o futuro governo Dilma que sejam racionais e apeguem-se aos fatos. Vejam que o Brasil, que ainda amarga problemas profundos e inadmissíveis, avançou a olhos vistos, sobretudo, no aspecto social – ao contrário do que ocorreu nos governos anteriores. O mais importante – contrariando as expectativas iniciais dos pessimistas – é que estabeleceu um grau de desenvolvimento econômico inédito no país. Os exemplos e os fatos estão aí. Conheçam um pouco da realidade brasileira e constatem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Voltando ao comentário da idiota, a infeliz nem percebeu a estupidez matemática de sua afirmação, ou seja, Dilma venceria mesmo sem o Nordeste!! Para ir mais longe, venceria com os votos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste!!! Aprofundando mais os dados do TSE, chega-se a análises interessantes, mas as deixo para vocês. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A babaca certamente não conhece o Nordeste. Ou, se o conhece, deve ser por cartão-postal ou por ter ido lá apenas para passear durante as férias. Certamente não conhece os nordestinos, a não ser as caricaturas que se fazem deles. Mas não é a esse Nordeste e nem a esses nordestinos a que me refiro. Mas sim ao Nordeste e aos nordestinos responsáveis por grande parte do que há de melhor neste país – em todos (enfatizo EM TODOS) os campos. Um mínimo de estudo e qualquer um, até a burrinha em questão, consegue perceber isso. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-4469818208142486941?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/4469818208142486941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=4469818208142486941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/4469818208142486941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/4469818208142486941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/11/intolerancia-e-ignorancia.html' title='Intolerância e ignorância'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6584602510284667719</id><published>2010-10-31T20:15:00.001-03:00</published><updated>2010-10-31T20:22:23.843-03:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a nova presidência</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É equivocada toda e qualquer esperança depositada no futuro governo da Dilma se amparada no fato de ela ser mulher. Como também é equivocada toda e qualquer esperança depositada no futuro governo da Dilma se amparada no apoio que ela recebeu (e receberá) do presidente Lula. As esperanças num terceiro governo petista devem, necessariamente, apoiar-se no simbolismo ideológico que a vitória de Dilma carrega. Ou seja, a sociedade brasileira, embora secularmente esmagada pelas pressões e ditames das elites, conseguiu, pela terceira vez consecutiva, mostrar que deseja projetos políticos cujos objetivos sejam sociais, e não meramente econômicos (embora a relação entre eles seja forçosamente indissociável).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os compromissos com um país que se pretende desenvolvido ultrapassam as questões de gênero ou de apoio político, enfatizadas durante a campanha política. Estão alicerçados num projeto de Brasil moderno, democrático e voltado às questões sociais tão reiteradamente negligenciadas por sucessivos governos. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não será fácil nem tranqüilo o mandato da Dilma. Como também não o seria o do Serra caso ele tivesse sido eleito. Mas as dificuldades, no caso dela, extrapolarão a dureza dos desafios sociais e econômicos com os quais se deparará. Alia-se a eles a árdua tarefa de substituir o maior (e na verdade único) mito contemporâneo da política brasileira. Lula certamente figurará nos livros de História do Brasil no mesmo panteão em que figuram Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek – para o bem e para o mal. A comparação com Lula será sempre mais radicalizada pelo fato de ela (Dilma) partir da mesma raiz partidária dele. E para a oposição, a derrota nas urnas para Dilma também será o seu maior trunfo daqui a quatro anos, a depender do desempenho da nova presidente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Terá, a oposição, a missão de aprender a fazer uma oposição construtiva e esclarecida. Ao longo dos oito anos do governo Lula, as críticas geralmente vinham carregadas de fortes tons pejorativos e preconceituosos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O termo “assistencialista” banalizou-se e enfraqueceu-se, sobretudo porque taxar dessa forma políticas que asseguram a melhoria da qualidade de vida de brasileiros largados à própria sorte é mostrar-se fora de sintonia com os reais problemas da sociedade. Pior: é, acima de tudo, torcer pela manutenção das desigualdades que nos marcam e pela opressão dos que estão no topo sobre aqueles que nada (ou pouco) têm. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por essas e por outras razões a atenção e o esforço de Dilma durante seu mandato terão de ser elevados à potência máxima. Não poderá ela desconsiderar os avanços pelos quais o Brasil passou ao longo dos últimos anos ou acomodar-se em simplesmente dar continuidade ao que de bom foi feito. Será preciso ir além. Avançar em ações e intenções. Terá de lidar de forma madura e democrática com as divergências – venham elas de onde vierem. Deverá permanecer fiel a um projeto de governo de vertentes sociais que não se distancie da segurança política e econômica de que o país necessita. Deverá, ainda, reconhecer a importância da questão ambiental para o Brasil, tão claramente ressaltada pela própria sociedade por meio da grande votação conferida à candidata verde Marina Silva. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A combatividade da nova presidente deverá ser exercida na luta pela justiça social no Brasil e contra a corrupção da qual ainda não conseguimos nos livrar. Por isso, terá de ser flexível, cordial, respeitosa e democrática com os pontos de vista divergentes. Dilma tem, a partir de hoje, todos os elementos necessários para ingressar com destaque à História do Brasil, seja pelo fato de ser mulher, seja por ter sido esta a primeira disputa eleitoral da qual participou. Mas será preciso lembrar que a história não é complacente com os que rasgam compromissos assumidos com uma população que, aos poucos, começa a amadurecer politicamente. Então, boa sorte. Pra Dilma e pra gente! &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6584602510284667719?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6584602510284667719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6584602510284667719' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6584602510284667719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6584602510284667719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/10/reflexoes-sobre-nova-presidencia.html' title='Reflexões sobre a nova presidência'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3457039929848640658</id><published>2010-10-12T10:21:00.001-03:00</published><updated>2010-10-16T21:48:28.569-03:00</updated><title type='text'>Imprensa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Lucida Grande', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 25px; line-height: 21px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Lucida Grande', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Lucida Grande', sans-serif;"&gt;&lt;div style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 25px; line-height: 21px;"&gt;Uma imprensa que enfatiza a religiosidade (ou não) dos políticos é tão medíocre quanto aqueles que a censuram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 25px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3457039929848640658?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3457039929848640658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3457039929848640658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3457039929848640658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3457039929848640658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/10/imprensa.html' title='Imprensa'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-37366368826942687</id><published>2010-10-10T20:11:00.001-03:00</published><updated>2010-10-12T10:23:19.074-03:00</updated><title type='text'>Estado e Religião</title><content type='html'>Quando uma campanha eleitoral debate questões de Estado pelo viés religioso é sinal de que algo ainda está muito errado no país. É no mínimo medieval o raciocínio que tenta conduzir questões públicas a partir de preceitos dogmáticos. Cada um - Estado e religião - tem seu lugar na sociedade. Por isso mesmo, cada um deve ocupar o que espaço que lhe cabe, não permitindo, assim, qualquer chance de retorno aos períodos obscuros que por séculos nos marcaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-37366368826942687?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/37366368826942687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=37366368826942687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/37366368826942687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/37366368826942687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/10/estado-e-religiao.html' title='Estado e Religião'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5878704252315187998</id><published>2010-09-29T23:30:00.001-03:00</published><updated>2010-09-30T09:22:51.533-03:00</updated><title type='text'>Os Anti-Tiriricas do Cerrado</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ingenuamente, acreditei que o maior absurdo com o qual eu me depararia no período eleitoral deste ano seria o cinismo de Joaquim Roriz em tentar novamente comandar a capital do País. Mas, aí, veio o palhaço Tiririca. Alardeando um bordão tão ruim quanto sua capacidade de fazer humor de alto nível, Tiririca ainda nos causa o dissabor de ter imensas chances não apenas de se eleger (o que já parece ser fato), mas de se transformar em um fenômeno das urnas. Ao mesmo tempo em que busca ocupar uma das 513 vagas da Câmara dos Deputados, ele ainda vangloria-se de não saber qual o real significado do posto que almeja.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já nas bandas de cá, o circo dos horrores da política do Distrito Federal revela a cada dia que seu repertório de bizarrices é realmente inesgotável. Pressionado pela Lei da Ficha Limpa e diante da indecisão dos super-heróis do STF sobre o caso, Roriz deu mais uma mostra de sua infinita dissimulação e retirou sua candidatura. O plano: tentar escapar de um possível vexame ao ver na berlinda suas possibilidades de concorrer ao governo e, ao mesmo tempo, manter-se no poder por meio de sua marionete-esposa, Weslian Roriz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse é o plano “apresentável”. Mas o verdadeiro é bem outro. O candidato quer mostrar, com sua atitude, que despreza e debocha da sociedade e de suas instituições democráticas. Com seu gesto, Roriz ofende e agride a todos como quem diz, sorrindo ao virar de costas: “estão vendo, seus babacas? eu faço e aconteço, não sou pego, coloco uma panaca em meu lugar, saio limpinho da história (talvez até como vítima) e ainda os governarei o quanto quiser”. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A dose que completa e confirma a estratégia do Odorico Paraguaçu do Cerrado foi exibida nesta semana, durante o debate dos candidatos ao governo do DF, com o inacreditável desempenho de seu fantoche eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Weslian, a Bizonha, simboliza um retrocesso abrupto e violento (talvez mais violento que abrupto) a qualquer tentativa de se fazer uma política verdadeiramente moralizadora cá em nossas terras. Faz prevalecer o jogo tacanho e asqueroso que mostra-se indissociável de nossas práticas políticas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A burrice, o despreparo, a inconsistência e a mediocridade da candidata de cabresto é tão ou mais ofensiva a um eleitor respeitável quanto à possibilidade que havia (ou há) de Roriz voltar ao poder. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Novamente, ele nos diz: “vejam a porcaria com a qual lhes brindo, idiotas que me apóiam. E, para aqueles que me odeiam, percebam que, se não for eu, será ela. O que vocês preferem, hein? Pior do que tá, fica! Ah ah ah”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A participação de Weslian no debate causou-me uma inquietude tão grande que tuitei (sim, sem w) como nunca havia tuitado em toda a minha vida. Era impossível não compartilhar a angústia com alguém. E vi que não estava só em meu desassossego. Uma multidão perplexa e revoltada disparava comentários das mais diversas ordens. Mas confesso que nem a vazão que dei à minha indignação e nem a cerveja que consumi para poder digerir aquela esdrúxula refeição foram capazes de aliviar-me a alma. Precisei desabafar aqui, mais uma vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E cheguei à conclusão de que seria uma injustiça, ou mesmo uma covardia, classificar Roriz e sua ventríloqua como os “Tiriricas do Planalto”. Em que pese toda a evidente incapacidade legislativa do palhaço-candidato, é preciso lembrar que ele é um palhaço que é candidato. Nada, em tese, que o desabone do ponto de vista moral. Já Roriz &amp;amp; Bizonha, não. Não têm o que lhes dignifique e são, por isso, a antítese do bobo alegre que faz da sua condição de animador de platéia o argumento para ser um representante da sociedade. São, por isso, os Anti-Tiriricas do Planalto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5878704252315187998?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5878704252315187998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5878704252315187998' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5878704252315187998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5878704252315187998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/09/os-anti-tiriricas-do-cerrado.html' title='Os Anti-Tiriricas do Cerrado'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-418498537568067865</id><published>2010-08-03T21:56:00.000-03:00</published><updated>2010-08-03T21:56:43.480-03:00</updated><title type='text'>O Bem Feito</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assisti, no fim de semana passado, ao filme O Bem Amado. Antes de fazê-lo, confesso ter relutado bastante. Por medo. Medo do filme não, é claro, mas medo de me decepcionar com a produção. Sempre temo ver filmes sobre os livros que já li – geralmente por eles não corresponderem às expectativas e às sensações provocadas pelas obras literárias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No caso de O Bem Amado, lembro o quão me diverti ao ler &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sucupira, Ame-a ou Deixe-a. &lt;/i&gt;E lembro melhor ainda (embora eu fosse criança na época da reprise da novela!) da interpretação magistral de Paulo Gracindo na pele de Odorico Paraguaçu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, passava por aí o meu temor. Nunca achei que alguém fosse ser capaz de atingir, ou sequer chegar perto, do desempenho do referido ator na pele do mais descarado (e atual) modelo de prefeito que o Brasil já conheceu. No entanto, nada como um grande ator para pôr por terra os nossos receios. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A estratégia acertada e inteligente de Marco Nanini foi exatamente a de fugir da imitação barata e, certamente, frustrada do trabalho de Paulo Gracindo. Na verdade, ele (para usar um jargão da crítica cinematográfica) deu uma “nova roupagem” ao personagem. Preservou-lhe a canalhice e a verborragia de terceira, mas conferiu-lhe uma autenticidade inquestionável – missão que apenas a poucos caberia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Conseguiu, com isso, duas façanhas numa tacada só: deu sua cara ao personagem e ajudou a preservar no panteão das melhores interpretações da dramaturgia brasileira o destaque conquistado por Paulo Gracindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-418498537568067865?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/418498537568067865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=418498537568067865' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/418498537568067865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/418498537568067865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/08/o-bem-feito.html' title='O Bem Feito'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-2076602380463064839</id><published>2010-08-01T13:48:00.000-03:00</published><updated>2010-08-01T13:48:57.858-03:00</updated><title type='text'>É do seu tempo?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Certa vez escrevi aqui, neste blog que a internet há de comer, que a faixa etária dos 30 anos é provavelmente uma das mais cruéis para o ser humano. A transitoriedade que a caracteriza é também o que lhe confere esse requinte de crueldade. Os que nela enveredam são, ao mesmo tempo, jovens para algumas coisas e velhos para outras. Não há, na casa dos 30, a clareza de status que as outras idades angariaram. Antes dela, é-se jovem. Depois dela, é-se, na melhor das hipóteses, alguém de meia idade. Apesar dessa “crueldade”, lido perfeitamente bem com esse período da vida em que me encontro. Há situações, no entanto, que o tornam cômico. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vivenciei uma dessas há alguns dias, quando, no trabalho, minha estagiária (de 21 anos) me perguntou: “Wagner, você é do tempo da banda Smashing Pumpkins?”. A fração de segundos que separou a pergunta dela de minha resposta foi suficiente para uma reflexão a respeito do significado da expressão “você é do tempo...” ou de sua siamesa “é do seu tempo...”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se antes eu ouvia e repetia essas expressões sem o menor constrangimento, hoje compreendo a injustiça que delas deriva. Dizer que tal coisa é do tempo de alguém é quase que uma sentença de morte ou de invalidez para esse mesmo alguém. É verdade. Sendo a referida banda “do meu tempo”, o que isso quer dizer (além da óbvia constatação de que não sou mais um garotinho)? Significa, em geral, que a banda é antiga. Mas, em particular, o que essa expressão significa é que, se você não é jovem, acabou-se! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Parece que, se a juventude lhe deixou, a vida igualmente lhe disse adeus. Que sacanagem! Quer dizer que o meu tempo era só quando eu era jovem? Que meu tempo acabou? Putz! Se estamos vivos, produtivos e atuantes, por que então não considerar tudo o que acontece mesmo hoje como sendo do “nosso tempo”? Por que uma senhora de 80 anos não pode ser “do tempo”, sei lá, da banda NX Zero? Se essa senhora ainda não partiu deste plano, quer goste ou não dos 'emos' do NX Zero, é, sim, “do tempo” dessa banda! Quem estabeleceu que o nosso tempo é apenas o tempo em que nossas idades não vão muito além dos 20 anos? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Respondi, com resignação e certa revolta, à pergunta de minha estagiária: “Sim, é do meu tempo...”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-2076602380463064839?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/2076602380463064839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=2076602380463064839' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2076602380463064839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2076602380463064839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/08/e-do-seu-tempo.html' title='É do seu tempo?'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1114166361615336734</id><published>2010-07-20T23:13:00.002-03:00</published><updated>2010-07-20T23:13:46.503-03:00</updated><title type='text'>O dia em que morri</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esta noite sonhei que morri. Um acidente de carro tirava minha vida. Não houve dor nem sofrimento imediato. Silêncio. Silêncio. Uma vibração intensa. Mais silêncio. Depois, apenas uma miscelânea inicial de sensações, que aos poucos foram se tornando menos difusas, até darem-me a certeza da morte. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sensação que adveio daí foi igualmente impressionante, dada a carga de realidade que tomou conta de mim. Já tive diversos sonhos cujos enredos exerceram poder tão grande sobre meus pontos sensoriais que senti fisicamente cada desdobramento que se processava em minha mente irrequieta. Mas o desta noite foi além. Mexeu com muito mais do que apenas o físico. Ou o mental. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vi de longe meus amigos e minha família receberem a notícia do meu fim. Vi algumas homenagens serem feitas em meu nome. Passei a sofrer com o sofrimento dos que sinceramente sentiram o pesar da minha morte. Mas senti mais ainda o desespero de não conseguir me comunicar com eles e dizer que estava bem. Morto, mas bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Observei minha mãe, afastada de meus irmãos e de toda família num evento que certamente era meu funeral, para sentir (como certamente só as mães devem sentir) a dor que a minha partida lhe causara. Aquilo matou-me pela segunda vez. Concentrei-me. Não poderia deixar a vida sem falar com ela. E consegui. Ou quase consegui. Nem uma palavra consegui pronunciar. Mas o olhar trocado e a sensação do abraço apertado (ainda que de adeus) foi radicalmente revigorante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lamentei por ter de me afastar tão subitamente de tudo aquilo de que gostava e especialmente daquilo que estaria por vir. Lamentei profundamente não ter tido a chance de dizer a todos os que amo que os amo de verdade. Sempre os amei, incondicionalmente. Amor puro. Absoluto. Senti inveja dos ficaram e medo por não saber aonde ir. Mas senti novamente o calor daquele abraço. E pensei em todos os que amo e vi que os amo ainda mais. E enfim amanheceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1114166361615336734?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1114166361615336734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1114166361615336734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1114166361615336734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1114166361615336734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/07/o-dia-em-que-morri.html' title='O dia em que morri'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3652376460077053231</id><published>2010-07-03T14:05:00.001-03:00</published><updated>2010-07-04T14:13:45.986-03:00</updated><title type='text'>Os irônicos deuses do esporte</title><content type='html'>Os deuses do esporte por vezes decidem demonstrar ironia inesgotável. Os exemplos nesta Copa do Mundo são diversos. Antes de chegar a eles, vou só citar um que considero bastante ilustrativo, ocorrido nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. A seleção brasileira de vôlei feminino derrotava a Rússia e atingira o placar de 24 X 19, naquele que seria seu terceiro e, consequentemente, último set (o famoso&lt;i&gt; match point&lt;/i&gt;). Um pontinho daria a vitória às brasileiras. Uma virada russa e, mais ainda, uma derrota verde-amarela, era algo impensável. Ainda mais com a regra da vantagem - uma inovação relativamente recente naqueles jogos. Pois o improvável aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta Copa, a desclassificação da França era aguardada (e desejada, pelo menos por mim). A da Itália foi um susto, mas não uma grande surpresa. A do Brasil, sejamos honestos, também não me causou estranhamento, dadas as características do time escalado por Dunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendeu-me, isso sim, a derrota da Argentina, ainda mais da maneira como ocorreu. Era, para mim, a favorita maior ao título. A Alemanha, que agora se mostra imbatível, não demonstrou a mesma regularidade que &lt;i&gt;los hermanos&lt;/i&gt; ao longo do torneio. Mas, tudo bem: futebol é futebol, e a derrota de um favorito (ainda mais para outro favorito) é parte do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os deuses capricharam mesmo no quesito ironia foi na partida Uruguai X Gana. Os africanos, na prorrogação, conseguiram a chance de não só marcar um gol de pênalti, como, também, de encerrar a partida (já que eram os segundos finais da prorrogação) e ingressar definitivamente para a história das Copas (e, mais especialmente, conceder alegria futebolística sem precedentes ao continente de Mandela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os deuses quiseram diferente e guiaram Jabulani diretamente para o travessão na cobrança do Gyan. Encerrada imediatamente a prorrogação após a cobrança frustrada, o resultado final do jogo não poderia ser diferente (depois de tanta conspiração divina), e o Uruguai vai às semi-finais do torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nem arrisco mais palpites, porque os caras lá de cima estão decididos a zombar da gente. Por isso, eu não estranharia um título "legitimamente" paraguaio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3652376460077053231?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3652376460077053231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3652376460077053231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3652376460077053231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3652376460077053231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/07/os-ironicos-deuses-do-esporte.html' title='Os irônicos deuses do esporte'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1571196693680482551</id><published>2010-07-01T22:06:00.000-03:00</published><updated>2010-07-01T22:06:09.994-03:00</updated><title type='text'>Eu do futebol</title><content type='html'>Jogos pela manhã. Jogos à tarde. Jornais e telejornais sobre jogos. Reprises dos jogos. Programas de debate sobre os jogos. Conversas no trabalho, na academia e com os vizinhos sobre os jogos. Análises táticas e técnicas sobre os jogos... Putz, não era eu que nem gostava muito de futebol? É, deve ser coisa que tá no sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1571196693680482551?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1571196693680482551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1571196693680482551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1571196693680482551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1571196693680482551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/07/eu-do-futebol.html' title='Eu do futebol'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-4749462277085812775</id><published>2010-06-30T22:22:00.000-03:00</published><updated>2010-06-30T22:22:26.505-03:00</updated><title type='text'>Mistakes</title><content type='html'>Reconheça, minha cara, todo e qualquer erro seu com a mesma ênfase com que o praticou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-4749462277085812775?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/4749462277085812775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=4749462277085812775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/4749462277085812775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/4749462277085812775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/06/mistakes.html' title='Mistakes'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5972939104506449314</id><published>2010-06-18T12:00:00.001-03:00</published><updated>2010-06-18T12:02:36.236-03:00</updated><title type='text'>O comunista hormonal</title><content type='html'>E lá se foi Saramago, auto-definido como "um comunista hormonal", em uma de suas entrevistas mais recentes,&amp;nbsp;a qual tive o prazer de ler. O que mais gostava nele, assim como em diversos outros autores (John dos Passos e Vargas Llosa, por exemplo), era o ímpeto de quebrar convenções e, assim, desafiar o leitor. Vou fugir do clichê de&amp;nbsp;lamentar a perda que&amp;nbsp;a literatura mundial sofre com sua morte. Prefiro celebrar&amp;nbsp;o que ganhamos&amp;nbsp;ao longo de toda&amp;nbsp;sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5972939104506449314?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5972939104506449314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5972939104506449314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5972939104506449314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5972939104506449314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/06/o-comunista-hormonal.html' title='O comunista hormonal'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-8822217869341644648</id><published>2010-05-20T21:42:00.000-03:00</published><updated>2010-05-20T21:42:05.089-03:00</updated><title type='text'>Life and movies</title><content type='html'>Filme americano? Nada disso. A vida está mais é para cinema europeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-8822217869341644648?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/8822217869341644648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=8822217869341644648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8822217869341644648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8822217869341644648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/05/life-and-movies.html' title='Life and movies'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-8253768992386583485</id><published>2010-05-07T20:21:00.000-03:00</published><updated>2010-05-07T20:21:22.010-03:00</updated><title type='text'>DIÁLOGOS – Episódio 1</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Cenário&lt;/b&gt;: sala de estar. Um sofá no qual um cidadão está despojadamente sentado assistindo ao jogo de futebol. A esposa chega, senta ao lado dele e inicia uma série de perguntas, às quais ele responde sem tirar os olhos da tevê.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Oi, amor...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Oi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Hum-hum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Sabe, amor, queria te perguntar uma coisa...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Diga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Você me ama?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Hum-hum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Hein, amor? Amôôô!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Hã?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Então, você me ama?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Hum-hum&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Como assim, “hum-hum”? Não dá pra dizer?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- O que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Como assim “o que?” Acabei de te perguntar se vc me ama e vc só responde com um seco “hum-hum”?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ah, tá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E aí?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E aí, o que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ô, Fulano, você está prestando atenção?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Hum-hum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Pára de dizer “hum-hum” e responde a minha pergunta!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Qual pergunta mesmo? — (Puta merda!!! Foi pênalti, juiz ladrão!!!)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- A pergunta que eu te fiz, Fulano...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Então??? você me ama? Mas não me venha com “hum-hum”!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Amo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E aí?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E aí, o que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Como “e aí o que?” Você não tem mais nada a dizer?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Mas eu não respondi sua pergunta, mulher?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E você acha que isso é resposta?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E não é?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Claro que não, homem de Deus! Eu sou mulher, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- É, vc é mulher, graças a Deus. — (Impedimento um caralho, bandeirinha viado!!)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Fulano, mulher precisa de respostas mais complexas...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Pra que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Como assim, pra que? Somos mais complexas. Logo, precisamos de respostas mais complexas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ok, depois do jogo a gente conversa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Depois do jogo uma ova! Quero saber agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Mas eu já não respondi?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Sim, mas quero algo mais complexo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Você não quer ir ao shopping?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Claro que quero, mas agora quero uma resposta sua mais complexa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ok: EU TE AMO. Vai começar a prorrogação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Você não tem mais nada a me dizer?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Pega outra cerveja pra mim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;- Humpf! Tô indo pro shopping.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-8253768992386583485?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/8253768992386583485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=8253768992386583485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8253768992386583485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8253768992386583485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/05/dialogos-episodio-1.html' title='DIÁLOGOS – Episódio 1'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-2902315176244309881</id><published>2010-04-06T00:55:00.001-03:00</published><updated>2010-04-06T16:32:07.049-03:00</updated><title type='text'>De livros: paixão.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O lançamento do Ipad, com todo o alarde que o milionário mundo da tecnologia torna previsível, gerou repercussões tanto a respeito das potencialidades do novo aparelhinho de Steve Jobs, quanto sobre as conseqüências que o equipamento poderá trazer, por exemplo, para o mundo das letras. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o ser humano, que não consegue sobreviver sem especular sobre a sua auto-aniquilação, ou sobre a aniquilação daquilo que o cerca, volta a discutir mais uma possibilidade de fim: a do livro tal qual o conhecemos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há alguns meses, um canal de TV a cabo exibiu reportagem em que já discutia essa temática a partir do lançamento de dois, digamos, precursores do Ipad: o Kindle e o Reader. Ambos, de forma resumida, são equipamentos de leitura de jornais, livros e revistas, cujas espessuras são, na maioria das vezes, muito inferiores às dos meios de comunicação que pretendem substituir. Os seus atrativos são inumeráveis: da facilidade de transportar o equipamento aonde quer se vá, à tela especialmente desenvolvida para facilitar a leitura nos lugares, momentos e condições mais improváveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já nessas reportagens, assim como provavelmente naquelas que o Ipad ainda estimulará, leitores dos mais variados matizes opinam sobre a questão que não quer calar: o livro de papel vai acabar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para a minha grande felicidade, a resposta quase unânime foi um retumbante e contundente não. Dentre os argumentos dados a respeito da preservação do livro nosso de cada dia, estavam, por assim dizer, os mais prosaicos (como folheá-lo como bem se quer) aos mais sentimentais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquadro-me nessas duas modalidades de argumentação e, provavelmente, na fusão entre ambas. Apesar de admirar e gostar muito da tecnologia (ainda que eu não seja seu mais habilidoso usuário), acho que tais avanços ainda não conseguem facilitar a leitura a ponto de torná-la tão subserviente aos nossos desejos (manuais) como o fazemos hoje. O livro em seu formato tradicional nos permite manuseá-lo, com facilidade, como bem o quisermos. Já a sua versão digital, apesar de todas as facilidades já conquistadas, ainda não se iguala quando o assunto é, por exemplo, ir ou voltar a uma determinada página. Mas isso, reconheço, é questão de tempo. Chegará o dia em que, creio eu, um simples comando de voz permitirá que percorramos o livro como bem pretendermos e com uma velocidade e facilidade assustadoras. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho até mesmo a certeza de que, exatamente por tais recursos tecnológicos, a leitura – especialmente entre os jovens – poderá ser estimulada, desde que decorrentes de políticas (sobretudo educacionais) apropriadas. Ah, e não nos esqueçamos dos motivos ecológicos. Livros digitais podem ajudar a, enfim, preservarmos nossas florestas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas o argumento para a minha paixão pelo convencional (e olhe que não sou tão afeito a convenções) é que o livro em papel tem um encanto que não se rende à tecnologia alguma. O ritual começa ao se ingressar numa livraria (ou mesmo num sebo) e deixar-se seduzir pelos títulos, pelas capas, pelas prateleiras impecavelmente organizadas ou por aquelas deliciosamente caóticas (para ilustrar melhor: de uma Livraria Cultura a uma Shakespeare &amp;amp; Co. – que ainda hei de conhecer). E deixar o olhar, por alguma razão misteriosa, fixar-se num determinado exemplar. Retirá-lo da prateleira, ler sua orelha, seu índice remissivo (quando o há), suas dedicatórias, um trecho de algum capítulo ou sua última frase (este, um cacoete meu, de anos).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentir-lhe o peso e o cheiro é outra etapa cujo fascínio o ritual desperta. O livro tradicional tem uma beleza incomum, que nada tem a ver com o desenho de sua capa, a cor ou a gramatura das suas páginas, o tamanho e o tipo de suas letras. É muito provavelmente aquilo que se poderia chamar de beleza transcendental. Mais ou menos como a daquela mulher cujos atributos físicos escapam à rigidez burra dos estereótipos mais recorrentes, mas que inebria, com sua inexplicável sensualidade, qualquer homem que lhe lance o mais furtivo olhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O livro de papel não só tem beleza e cheiro: tem som. E não há aí nenhum sentido figurado. Muito pelo contrário: é um som físico, propagado por ondas sonoras de verdade. Barulho, quase zoada. Cada passar de página tem um sonzinho único, que jamais se repetirá. Faça o teste. Eles podem até ser parecidos. Nunca iguais. Também tem o som produzido quando sutilmente o tocamos, ou o colocamos sobre a mesa, ou na prateleira. Som abafado, discreto, elegante. Quase igual ao da garrafa do vinho de boa safra que se agarra com firmeza e se posta diante dos dois pratos à mesa, iluminados pelas chamas bruxuleantes de uma vela já parcialmente consumida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Resta a sensação de chegar em casa e, depois de todos os afazeres (isso se a ansiedade lhe permitir) deitar-se na cama ou estatelar-se numa poltrona confortável e dar início à leitura. As primeiras páginas são descobertas não apenas do enredo que se inicia, mas de universos que se abrem: do autor, dos ambientes, da narrativa, da época a que ela se refere, e, sobretudo, do nosso próprio universo, em conflito (harmônico ou não) com todos os universos com os quais nos depararemos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O livro em papel é atrevido. Desafia-nos desde o momento em que o vimos pela primeira vez e nos desafiará mesmo depois de o termos lido. Sua vida depende de nós. O ressuscitamos a cada vez que o abrimos e o matamos imediatamente ao fechá-lo – temporária ou definitivamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-2902315176244309881?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/2902315176244309881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=2902315176244309881' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2902315176244309881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2902315176244309881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/04/de-livros-paixao.html' title='De livros: paixão.'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-8638904006971629990</id><published>2010-04-03T11:18:00.000-03:00</published><updated>2010-04-03T11:18:42.638-03:00</updated><title type='text'>Prazeres &amp; Sacrifícios</title><content type='html'>— Eu estou te dizendo: sexo é o sacrifício que a mulher faz para ter casamento. E casamento é o sacrifício que o homem faz para ter sexo.&lt;br /&gt;— Está certo. Adoro esta frase. Não só por considerá-la hilária e, de certa forma, correspondente à realidade. Mas, principalmente, pela contradição humana que expõe.&lt;br /&gt;— &amp;nbsp;E qual seria?&lt;br /&gt;— Veja bem, por mais que homens e mulheres saibam disso, continuam insistindo. Só que nem um dos dois cumpre com o sacrifício que lhes cabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-8638904006971629990?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/8638904006971629990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=8638904006971629990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8638904006971629990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8638904006971629990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/04/prazeres-sacrificios.html' title='Prazeres &amp; Sacrifícios'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-7523831701327590380</id><published>2010-03-29T13:54:00.002-03:00</published><updated>2010-03-29T13:54:34.413-03:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>- Você tem medo de morrer?&lt;br /&gt;- Não. Tenho medo de não viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-7523831701327590380?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/7523831701327590380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=7523831701327590380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7523831701327590380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7523831701327590380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/03/duvida.html' title='Dúvida'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6999019393778012333</id><published>2010-02-18T23:01:00.003-03:00</published><updated>2010-02-18T23:06:16.391-03:00</updated><title type='text'>Inovar para melhorar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dois fatos noticiados esta semana revigoraram a minha percepção de que o mundo efetivamente não é simpático a inovações, embora precise delas. Ambos os fatos vieram de mundos distintos: o carnavalesco e o esportivo. O que envolve o carnaval foi a vitória da escola de samba Unidos da Tijuca, nos tórridos dias de folia no Rio de Janeiro. O do mundo esportivo veio da polêmica envolvendo o atleta russo Yevgeny Plushenko, nas olimpíadas de inverno no gélido Canadá. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em comum, os dois casos têm o fato de chamarem a atenção exatamente pela insistência em contrariar o que é convencional. Paulo Barros, o mais brilhante carnavalesco que vi desde que passei a acompanhar os desfiles das escolas de samba do Rio, passou os últimos seis anos promovendo espetáculos deslumbrantes e recebendo críticas impiedosas. Acusavam-no, sempre, de transgredir, com sua ousadia, a essência do carnaval.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já o atleta russo, capaz de decolar seus patins da pista de gelo e dar quatro giros no ar, retornando ao solo com uma desenvoltura impensável, é apontado como exibicionista exatamente pelo que lhe confere o status de grande atleta: talento, potencialidade e coragem de avançar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Disseram sempre que Paulo Barros promovia mais espetáculo que carnaval. Que asneira! Pra começo de conversa, desfile de escola de samba do Rio de Janeiro é espetáculo, sim, senhor. Além disso, quais seriam as principais marcas do carnaval se não a irreverência, o desrespeito às convenções e a capacidade de surpreender o público e o folião? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No mundo do esporte valem quase as mesmas premissas. O nosso William, do vôlei geração de prata, mudou os conceitos do saque com o hoje indispensável “viagem” (originalmente batizado de viagem ao fundo do mar). A ginasta romena Nadia Comaneci deixou boquiaberto o planeta Terra quando, nas Olimpíadas de Montreal, arrebatou notas dez em suas apresentações, quando nem os placares eletrônicos estavam tecnicamente preparados para essa façanha, o que obrigou os organizadores a improvisarem uma forma de mostrar ao mundo a perfeição dos movimentos apresentados por aquela menina de apenas 15 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nem preciso citar os outros gênios (de Galileu a Chaplin) que, em suas áreas, geraram controvérsias com suas inovações, mas que hoje recebem a gratidão do mundo inteiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quem inova não tem vida fácil, e nem sempre é reconhecido em vida. Mas é quem move o mundo e merece, por isso, a minha admiração. Que venham mais inovadores por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6999019393778012333?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6999019393778012333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6999019393778012333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6999019393778012333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6999019393778012333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/02/inovar-para-melhorar.html' title='Inovar para melhorar'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1514187835462872852</id><published>2010-02-11T21:54:00.001-03:00</published><updated>2010-02-12T11:27:10.338-03:00</updated><title type='text'>O monstro nosso de cada dia</title><content type='html'>Prefiro não comentar exatamente a prisão do governador-ladrão José Roberto Arruda (até porque, no Brasil, político bandido passa, no máximo, uma breve temporada na cadeia). Comentarei, isso sim, algumas declarações a respeito dela. Para não citar todas, vou me ater àquela que mais me causou enjôo, dada pelo senador José Agripino Maia (desgraçadamente, representante do meu estado no Congresso Nacional - não por minha vontade, claro). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lamentar a prisão de Arruda, o "nobre" parlamentar disse que o elemento fazia um "ótimo governo no Distrito Federal". Pois é aí que se localiza minha revolta. A mentalidade política brasileira, que insiste em não evoluir, faz questão de dissociar o indissociável, ou seja, gestão administrativa e conduta ética. Só mesmo num país de sucesso inatingível pode-se considerar bom um governo envolvido em corrupção ou outras pragas que o valham. É acreditar na "honestidade relativa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Meio Honesto é um monstro, uma aberração criada, se não no Brasil, certamente muito bem nutrida por aqui. Ser honesto pela metade é ser desonesto por completo. Maluf prosperou com o discurso do "rouba mas faz". Fez escola e&amp;nbsp;é ferrenhamente seguido por discípulos ávidos por manterem-se no poder roubando não apenas dinheiro público, mas qualquer ilusão nossa de vivermos num país de fato evoluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que não nos surpreendamos apenas. Muito menos nos revoltemos exclusivamente com a corja política. Antes, nos lembremos: quem os coloca no poder? E as nossas pequenas e diárias corrupções? E o suborno ao guarda de trânsito? E a carteirinha de estudante falsificada? E os comprovantes forjados para burlar o Imposto de Renda? Infrações menores? Talvez. Responsabilidade menor? Absolutamente não. Pense nisso e se pergunte: você é honesto ou meio honesto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1514187835462872852?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1514187835462872852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1514187835462872852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1514187835462872852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1514187835462872852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2010/02/o-monstro-nosso-de-cada-dia.html' title='O monstro nosso de cada dia'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6900078602395978790</id><published>2009-11-24T12:39:00.000-03:00</published><updated>2009-11-24T12:39:13.503-03:00</updated><title type='text'>Tem jeito?</title><content type='html'>—&amp;nbsp;Mamãe, o que é melhor: mentir para o outro ou mentir para os outros?&lt;br /&gt;—&amp;nbsp;Pouco importa, meu filho. De uma maneira ou de outra, você&amp;nbsp;acaba mentindo pra você mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6900078602395978790?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6900078602395978790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6900078602395978790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6900078602395978790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6900078602395978790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/11/tem-jeito.html' title='Tem jeito?'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1144013857878521292</id><published>2009-11-10T13:41:00.002-03:00</published><updated>2009-11-10T14:48:59.641-03:00</updated><title type='text'>Vestida para matar!</title><content type='html'>Sei lá. Acho que tão abjeto quanto o &lt;strong&gt;falso&lt;/strong&gt; moralismo é o &lt;strong&gt;verdadeiro&lt;/strong&gt; moralismo. Claro que vocês já viram o caso da universitária de São Paulo agredida (em dimensões variadas) pelo fato de ter ido à aula com roupa de menos. Não vou entrar no mérito sobre a intenção da aluna ao vestir-se naqueles trajes para ir à faculdade. Mas, o que é inegável é que a reação dos alunos e da própria universidade mostram quão acesos estão em nossa sociedade o machismo e a ignorância. &lt;br /&gt;Machismo porque, tenho certeza, deve haver severas restrições a indumentárias inapropriadas para as moçoilas. Mas, e para os marmajões? Será que os códigos de vestuário impediriam um parrudão de entrar (sem causar alvoroço) numa instituição de ensino com aquelas camisetas regatas no estilo "&lt;em&gt;mamãe-quero-ser-forte"&lt;/em&gt;? Certamente que não. Agora, vá uma representante do sexo feminino usar um decote mais ousado ou uma saia menos avantajada. Lascou-se! Vai, no mínimo, ser chamada (ou olhada) como vagabunda. &lt;br /&gt;A ignorância presente na questão é das três partes envolvidas no caso. Dos alunos - pela profunda demonstração de atraso mental ao reagir daquela forma por causa de uma roupa inadequada; da faculdade, por ter se precipitado na expulsão (já revista) sem ter apurado suficientemente bem&amp;nbsp;a questão (e pela perda da oportunidade de travar um debate verdadeiramente educativo sobre o caso); e da aluna, que, embora tenha o direito de vestir-se como quiser, sabe muito bem que há lugares e lugares para exibir seus atributos físicos. &lt;br /&gt;Fica a lição de que, na trajetória para atingirmos um patamar educacional pelo menos razoável, ainda estamos dando os primeiros passos. O problema é que eles têm sido trôpegos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1144013857878521292?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1144013857878521292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1144013857878521292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1144013857878521292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1144013857878521292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/11/vestida-para-matar.html' title='Vestida para matar!'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5130113263090764603</id><published>2009-09-15T00:42:00.000-03:00</published><updated>2009-09-15T00:42:38.666-03:00</updated><title type='text'>A mesma droga</title><content type='html'>Assisti ontem&amp;nbsp;à final do US Open de Tênis e torci, sem demogogia alguma, para o &lt;em&gt;hermano&lt;/em&gt; Del Potro - embora admita que ele seja, ainda,&amp;nbsp;tecnicamente inferior ao adversário, o suíço Roger Federer. Mas não me aventurarei em comentários aprofudados sobre as qualidades técnicas de ambos, pois sou apenas um admirador do referido esporte, não um exímio conhecedor. Mas, chamou-me a atenção um aspecto específico: a quantidade de erros&amp;nbsp;do jogador europeu me fez ter a quase certeza de que ele consumiu, antes da partida, o mesmo remédio que a Vanusa tomou antes de cantar o Hino Nacional...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5130113263090764603?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5130113263090764603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5130113263090764603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5130113263090764603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5130113263090764603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/09/mesma-droga.html' title='A mesma droga'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5716650096917529488</id><published>2009-09-07T22:17:00.001-03:00</published><updated>2009-09-07T22:28:25.186-03:00</updated><title type='text'>O Hino Nacional e a gente</title><content type='html'>Como tem se tornado praxe, a internet ajudou a dar vulto, nos últimos dias, ao lamentável desempenho da cantora Vanusa ao executar o Hino Nacional na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo. Claramente alterada por efeitos de medicamentos, a cantora desafinou barbaramente e cometeu inúmeros erros em relação à letra do Hino. Pronto. Logo surgiram estúpidas, porém reveladoras, reportagens de televisão sobre o desconhecimento do brasileiro em relação à obra de Duque Estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me irritou em todas elas – além das absurdas baboseiras que os entrevistados proferiam diante do microfone quando convidados a cantar o hino – era uma espécie de cinismo e, até certo ponto, orgulho com tamanho desconhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca serei defensor de práticas repressoras e pouco eficientes (como as que nos marcaram ao longo de 21 anos de ditadura militar) e achar correta a imposição às crianças do ato de cantar o Hino Nacional como uma espécie de mantra disciplinador. Sem conhecer a história do hino, as razões e o contexto de sua criação e, sobretudo, o que ele quer dizer, a prática torna-se um exercício de sala de aula meramente protocolar e desimportante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um povo que não conhece seu hino não conhece integralmente a si próprio, é verdade. Mas é mais do que isso: não respeita-se como povo e não respeita seu país como pátria. E sem conhecimento e sem respeito o povo assegura, apenas, a perpetuação de sua desgraça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5716650096917529488?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5716650096917529488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5716650096917529488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5716650096917529488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5716650096917529488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/09/o-hino-nacional-e-gente.html' title='O Hino Nacional e a gente'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-407904803805003877</id><published>2009-08-25T13:14:00.001-03:00</published><updated>2010-02-22T15:44:30.829-03:00</updated><title type='text'>Dizer o indizível</title><content type='html'>Estão ali constantemente, como guardiões, a observar seus movimentos. Não têm a intenção de julgá-lo, recriminá-lo, censurá-lo ou repreendê-lo. Mas de confortá-lo, alegrá-lo, distraí-lo e aliviá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem seus passos com interesse incondicional – se é que isso é possível – apenas para assegurar-se sobre seu bem estar. Estão sempre perto, ainda que a geografia e o desvios da vida lhes acomodem em moradas distantes – dependendo da circunstância, até mesmo remotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecem ser inabaláveis, mesmo quando nos dão mostras de que não são infalíveis ou imunes ao sofrimento. Mas, por desejarem o seu bem, tornam-se seres praticamente inquebrantáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revê-los é sentir a estranha sensação de que nunca deles se afastou. Conhece-lhes os trejeitos, as manias, os gostos, as provocações, as ironias, os destemperos, os sonhos, as fobias, as infinitas qualidades. Uma afinidade tão inesgotável e desmedida que torna-se impossível descrever. Viver longe deles, assim, torna-se até suportável. Viver sem eles, porém, é inadmissível. Impensável. Impossível. Fazer-lhes bem é uma recompensa também indescritível e, sobretudo, uma meta que, por mais que se esforce, parece nunca ser atingida. Mas vale a sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é ter amigos. E isso é pra vocês dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-407904803805003877?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/407904803805003877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=407904803805003877' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/407904803805003877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/407904803805003877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/08/dizer-o-indizivel.html' title='Dizer o indizível'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-426383005276735017</id><published>2009-06-26T01:05:00.001-03:00</published><updated>2009-06-26T01:05:54.668-03:00</updated><title type='text'>Neverland. Os mitos não morrem</title><content type='html'>Os mitos têm vida curta. Sempre foi assim e assim sempre será. A existência breve é, certamente, um dos principais requisitos para a condição de entidade mitológica a que certos serem humanos chegam. A nossa história recente está repleta desses exemplos – do cinema às artes plásticas, da música pop à erudita, do esporte à política. É por isso que a morte de Michael Jackson, embora impactante, não me cause surpresa. Afinal, Michael Jackson não era mais apenas astro, superstar, uma figura excêntrica e na maioria das vezes uma quase aberração. Era tudo isso junto. Portanto, um mito. E mitos, como eu disse, partem cedo. Cedo se foram Janis Joplin, Garrincha, Hendrix, Elvis, James Dean, Elis Regina, Mozart, Santos Dummont, Lady Di, Grace Kelly, John Kennedy, Marilyn Monroe, Jim Morrison, Cristo, John Lennon e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Micheal Jackson flutuava ao dançar e inebriou, com suas coreografias e vídeo clipes revolucionários, gerações que, como a minha, cresceram bombardeadas pelos fenômenos midiáticos. Fez da sua vida uma história de movimentos pendulares e radicais. Transitou da pobreza à opulência. A fama desde cedo o acompanhou, mas o anonimato, ainda que as circunstâncias cada vez mais adversas o tentassem empurrar para o ostracismo, de fato jamais o ameaçou. Muito pelo contrário: qualquer problema instigou ainda mais sua personagem quase lendária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz do mito um mito não é exatamente uma vida marcada por atos de bravura, generosidade ou condutas exemplares. Muitas vezes, é o oposto disso. Em vida, o mito refugia-se estrategicamente do convívio social mundano, trivial, modorrento e sossegado para habitar, intocável, um universo semi-virtual, encantado, paralelo, surreal... inatingível. Assim, atiça fantasias e curiosidades. Desperta paixões as mais profundas e ódios os mais destruidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando raramente reaparece, e sempre de maneira fulminante, o mito causa inevitável comoção, histeria, desespero, descontrole. Sua capacidade de mobilizar multidões e alimentar fanatismos é nada menos que assombrosa, e o fim de sua vida é obrigatoriamente ruidoso e inesperado (ainda que previsível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito é aquela pessoa cuja súbita ausência nos faz questionar como será o mundo sem ela. Mas logo vem a constatação de que, apesar do desaparecimento, nada realmente mudará. Porque morrem as pessoas. Não os mitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-426383005276735017?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/426383005276735017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=426383005276735017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/426383005276735017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/426383005276735017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/06/neverland-os-mitos-nao-morrem.html' title='Neverland. Os mitos não morrem'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3042539282329720136</id><published>2009-06-13T21:49:00.002-03:00</published><updated>2009-06-13T22:17:03.834-03:00</updated><title type='text'>antielogio</title><content type='html'>- Então, minha querida. É por isso que digo que a senhora me surpreende a cada instante.&lt;br /&gt;- O senhor está muito lisonjeiro hoje.&lt;br /&gt;- Não se antecipe, minha adorada. Trata-se de uma manifestação de desapontamento, não de um elogio.&lt;br /&gt;- Mas, por que, então? O senhor poderia ser mais preciso?&lt;br /&gt;- É exatamente essa a razão do desapontamento. Por mais que eu me esmere na precisão, a sua compreensão é sempre equivocada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3042539282329720136?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3042539282329720136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3042539282329720136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3042539282329720136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3042539282329720136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/06/antielogio.html' title='antielogio'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6502728358387252177</id><published>2009-04-01T00:28:00.001-03:00</published><updated>2009-04-01T00:34:22.641-03:00</updated><title type='text'>Auto-marketing</title><content type='html'>Não serei hipócrita ao ponto de dizer que o avanço da idade (sobre o qual sempre reflito quando se aproxima meu aniversário) enche-me de felicidade. Mas também não posso deixar de afirmar que há, nesse avanço, benesses indiscutíveis. A maior delas, ou uma das maiores, talvez seja a tolerância. Ainda tenho certas resistências ao termo, porque sempre achei que tolerar não é lá uma atitude tão nobre. Mas, enfim, tolerar posturas que há algum tempo me enervavam hoje dão-me a certeza de que, sim, a idade nos torna pessoas melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa, peraí! Será que é isso mesmo? Pensando bem, vejo que há mais exceções a essa regra do que eu gostaria que de fato houvesse. Percebo que meu amadurecimento ainda não conseguiu livrar-me da aversão que acabo sentindo pela lamentável atitude do auto-marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que não conhecem, trata-se da insuportável mania que alguns seres humanos têm de alardear sua suposta superioridade em relação às demais pessoas. Juram ser mais belos, ou mais fortes, ou mais cultos, ou mais inteligentes, ou mais competentes, ou mais interessantes (ou tudo isso junto!) do que a humanidade que os rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risível. Na esmagadora maioria das vezes, são exatamente o contrário. São a antítese de si mesmos, se entendermos o “si mesmos” como aquilo que eles realmente gostariam de ser (ou acreditam ser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auto-marketeiro conhece, na verdade, a medida exata de sua mediocridade. Por isso, faz de tudo para camuflá-la. Usa de todos os recursos (do choro à veemência) para tentar convencer o outro de que é, realmente, o que anuncia ser. É também ator e platéia de si próprio. Representa para si com a mesma intensidade e paixão com que lança palmas eufóricas ao seu espelho. Usa argumentos emprestados para defender seus pseudo pontos de vista. Decora citações na última hora na tentativa de passar-se por profundo conhecedor de algum autor. Renega seus mais profundos (e vulgares) gostos e interesses para alojar-se num mundo de cuja sofisticação será sempre um aspirante, jamais um legítimo usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, justiça seja feita, o auto-marketeiro não é de todo incompetente. Afinal, consegue ludibriar parte de quem o cerca. Tem lá seus encantos, nem que seja como caricatura. Empolga seus ouvintes e geralmente os convence graças a sua retórica (em alguns casos, admirável, reconheço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seu sucesso é efêmero. Como toda peça publicitária, o auto-marketeiro tem seu momento, seu local e seu contexto para funcionar. O abalo em um desses três pilares o faz tombar. E geralmente sua queda se dá, entre outras razões, por sua insaciável necessidade de estimular elogios a sua pessoa. Sim, o auto-marketeiro mobiliza seus ingênuos espectadores a venerarem sua supremacia de fachada. Alimenta-se da mesma ilusão que provoca, mas, de tanto ruminá-la, acaba vomitando o que verdadeiramente é. Aí, vai-se o charme, deixando claro a todos suas reais deficiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não desanimem, aguerridos auto-marketeiros! Seu poder de regeneração é surpreendente. Quando menos esperarem, novos incautos estarão a sua disposição para idolatrar seus devaneios. Aproveitem, então, até que a realidade revele-os novamente a si próprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6502728358387252177?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6502728358387252177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6502728358387252177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6502728358387252177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6502728358387252177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/04/auto-marketing.html' title='Auto-marketing'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-2209903894926983290</id><published>2009-03-12T22:10:00.003-03:00</published><updated>2009-03-12T22:25:31.639-03:00</updated><title type='text'>Eu becapeara...</title><content type='html'>Tenho tentado, juro que é verdade, conciliar-me com o universo da informática. De fato, nunca fui inimigo dele. Mas também não posso dizer que somos amigos do peito. Minhas desventuras diante de um computador já me renderam diversos aborrecimentos, que, anos mais tarde, se transformaram em crônicas aqui mesmo, neste blog (vasculhe que você as encontrará, lá pelos idos de 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como eu ia dizendo, tenho tentando uma reaproximação. Na verdade, uma &lt;strong&gt;aproximação&lt;/strong&gt;, porque, quando acho que atualizei-me com o que há de mais moderno, mais me dou conta da obsolescência de meus conhecimentos. Ao descobrir um comando novo no Word, por exemplo, constato que a coisa só é nova para mim, porque metade da humanidade já usa tal recurso e a outra metade já nem lembra mais dele. Tudo bem, um dia chegarei lá. Estou decido a fazer as pazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, nem tanto. Pra ser sincero, o linguajar desse mundo ainda me assusta. Eu sei, quem acompanha meu blog sabe que já falei o quanto essa língua estranha me incomoda. Não exatamente pelos termos técnicos que emprega. Afinal, cada área do saber tem seus códigos – bem como suas esquisitices. Mas confesso que os do mundo da computação ainda me causam arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transmutação de palavras do inglês para o rol de verbos em português é horripilante. Já não bastassem o “deletar”, “clicar”, “inicializar”, “logoutear” (Deus me defenda!!!) etc etc etc, hoje me veio um colega de trabalho (da área de Informática, claro) com mais uma aberração. Ao tentar salvar-me de mais um apuro em que me meti diante da besta-fera que diariamente posta-se diante de mim, ele apontou-me uma solução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Wagner, eu vou ter de backupear (pronuncia-se becapear) todos os seus arquivos”.&lt;br /&gt;Contorci-me na cadeira. “Meu Santo Expedito dos Tormentos Informacionais, esse cidadão vai o que? Será que ele falou o que pensei?”, questionei-me eu, de mim para comigo mesmo, incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que meus ouvidos não me enganaram. Com a maior naturalidade do mundo, ele repetiu a sentença, a meu pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que, se o mundo não vai mais acabar em 2012 e se a Era de Aquário realmente não começou, é porque nada mais resta para acontecer. O fim dos tempos chegou!&lt;br /&gt;Na mesma hora, não resisti e, para a gargalhada de todos da minha sala, pedi que o jovem informático conjugasse o referido verbo no pretérito-mais-que-perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá, aceite o desafio você também...&lt;br /&gt;Eu becapeara&lt;br /&gt;Tu becapearas&lt;br /&gt;Ele becapeara&lt;br /&gt;Nós becapeáramos&lt;br /&gt;Vós becapeáreis&lt;br /&gt;Eles becapearam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça isso com todos os tempos verbais e tente não enlouquecer (se bem que, se você tentar, é porque já não está lá tão bem da cabeça...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-2209903894926983290?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/2209903894926983290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=2209903894926983290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2209903894926983290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2209903894926983290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/03/eu-becapeara.html' title='Eu becapeara...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-469281408422141110</id><published>2009-03-05T22:00:00.003-03:00</published><updated>2009-03-05T22:23:49.831-03:00</updated><title type='text'>Carrascos de batina</title><content type='html'>Pensei em escrever um desabafo a respeito da imbecilidade do padreco desocupado, reacionário e provavelmente preconceituoso que resolveu "excomungar" os médicos que realizaram o aborto (legal, diga-se) em uma menina de nove anos de idade, estuprada pelo padastro. Repensei e percebi que esse verme medieval não merece, sequer, um protesto meu. O desprezo que ele tem pelo verdadeiro sofrimento humano deve ser o mesmo com o qual ele deve ser tratado. Vade retro, padreco de bosta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-469281408422141110?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/469281408422141110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=469281408422141110' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/469281408422141110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/469281408422141110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/03/carrascos-de-batina.html' title='Carrascos de batina'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5705083771874060896</id><published>2009-01-28T23:25:00.002-03:00</published><updated>2009-01-28T23:28:54.005-03:00</updated><title type='text'>Língua hábil</title><content type='html'>Assisti, há algumas semanas, a um programa de tevê no qual se travava uma discussão sobre a reforma da língua portuguesa, em vigor desde o primeiro dia de 2009. Simpatias ou críticas à parte, o que me irrita profundamente na discussão que tomou conta não só do programa, mas de boa parte da sociedade, é a ausência de foco nos argumentos para a reforma, e não sobre as mudanças em si trazidas por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não é (ou pelo menos não deveria ser) segredo para ninguém que a língua (qualquer uma) é algo dinâmico, vivo, moldado pelo tempo, hábitos, costumes, intenções e conveniências daqueles que a falam. Portanto, reformar ou reformular suas bases não consiste, necessariamente, em um problema. A grande questão dessa reforma, para mim, são os argumentos apresentados. São dois que, em minha despretensiosa opinião, são, se não hilários, pelos menos ingênuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles é o de que a língua está sendo reformulada para possibilitar maior interação entre os países que utilizam o idioma português – primeira balela! Os prováveis impedimentos ou dificuldades comunicacionais entre os falantes da língua de Camões sempre existiram e para sempre existirão. Eles não residem no fato de algumas palavras serem grafadas desta ou daquela forma, de o trema ser ou não obrigatório em alguns “Us”. Residem, sim, nos sentidos que diversos termos e expressões possuem nos países em que o português é a língua oficial. E nem poderia ser diferente. Afinal, língua é, sobretudo, fruto de um contexto sócio-cultural. Vá a Portugal e diga que pretende entrar numa bicha. Certamente não causará qualquer tipo de reação de surpresa. Diga o mesmo no Brasil e, na melhor das hipóteses, será alvo de gozação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem precisa ir ao exterior para perceber isso. Uma rapariga é certamente muito mais mal vista no Nordeste do que no Sul. Australianos, canadenses, britânicos e estadunidenses jamais deixaram de se comunicar porque o inglês deles têm diferenças significativas. E tais diferenças jamais deixarão de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem,o segundo argumento é o mais, digamos, engraçado. Dizem que essa é uma forma de dar mais peso, tornar o português uma língua mais importante, mais forte! É de gargalhar. Um dos entrevistados no programa de tevê citado acima repetiu uma frase (cuja autoria esqueci) bastante verdadeira: “o que torna uma língua forte é um exército forte e uma marinha forte”. Entenda-se a força dessas forças armadas como consequência do poderio econômico dos países e está tudo dito. Sinceramente, poderíamos nos ocupar em ensinar nosso povo a falar o português. Do resto, a vida se encarrega.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5705083771874060896?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5705083771874060896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5705083771874060896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5705083771874060896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5705083771874060896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/01/lingua-habil.html' title='Língua hábil'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-7590375107438795589</id><published>2009-01-23T19:47:00.001-03:00</published><updated>2009-01-24T11:08:31.765-03:00</updated><title type='text'>Luma e o carnaval. O carnaval e Luma.</title><content type='html'>Creio que, devidamente bem dosadas, futilidade e idiotice são mais do que inofensivas: são essenciais. Por isso, hoje, vou me dar ao direito de ser fútil e idiota ao ponto de comentar uma notícia que acabo de ver ao zapear pelos canais da minha TV (que não é a cabo): “Luma de Oliveira volta a desfilar na Marquês de Sapucaí!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, eu sei que os narizes todos (ou quase todos) se contorcem à mera citação do nome da figura. Mas, convenhamos: desfile de escola de samba sem a moiçola fica desfalcado... ah, isso fica – seja pelas premeditadas polêmicas que ela causa, seja, claro, pela beleza deslumbrante que ostenta aos 44 anos do segundo tempo de vida (isso para os que acham que a faixa dos 40 representa metade da existência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se carnaval é espetáculo, que pelo menos tenha todos os ingredientes de uma super-produção. E Luma de Oliveira, sozinha, é uma super produção – em todos os sentidos (nos bons e nos ruins). Às favas com as possíveis plásticas que ela tenha feito ou com as muitas horas de malhação a que ela diariamente se dedica. Luma é gostosa e ponto. É santa com ares de diaba e diaba com cara de santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada passo que Luma dá arrebata corações, acelera fluxos sanguíneos (que saudades do trema) e dá asas à imaginação. É invejada e desejada. Mulher do cão. Tentação dos inferno (sem “s”, como se diz na minha terra). Há uma Luma de Oliveira dentro de cada mulher, mas só algumas conseguem encontrá-la. Se você, que me lê agora, é mulher, deve saber do que estou falando. Se é homem, sabe mais ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais interessante de seu rebolante retorno à avenida talvez seja o fato de que, dessa vez, a formosura sairá na Portela, a minha escola do coração, e que há tantos anos amarga resultados pífios. Nada menos que campeã 21 vezes do carnaval, a Portela talvez estivesse aguardando um momento especial para dar a volta por cima e, quem sabe, sair do atraso que já dura mais de duas décadas. Então, Luma, seja bem-vinda, e que as suas formas inspirem os jurados a atribuir nota 10 à escola da águia cansada de guerra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-7590375107438795589?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/7590375107438795589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=7590375107438795589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7590375107438795589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7590375107438795589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2009/01/luma-e-o-carnaval-o-carnaval-e-luma.html' title='Luma e o carnaval. O carnaval e Luma.'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3322257158752744970</id><published>2008-12-17T22:29:00.002-03:00</published><updated>2008-12-17T22:36:54.107-03:00</updated><title type='text'>Da importância de não se perderem oportunidades...</title><content type='html'>Ela: "Mas, por que não?"&lt;br /&gt;Ele: "Você sabe a razão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: "Não, não sei. Quer dizer, você até explicou, mas não faz muito sentido."&lt;br /&gt;Ele: "O que não faz sentido é a sua insistência em perder a oportunidade de dizer a verdade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: "Mas estou dizendo a verdade, juro."&lt;br /&gt;Ele: "Não jure. Nós dois sabemos que que não é verdade. Economizenos nosso tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: "Ok, menti. Sou humana. Mas, por que essa insistência em querer saber a verdade? Às vezes, ela pode nos decepcionar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: "Sim, mas prefiro o soco da verdade ao afago da mentira".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3322257158752744970?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3322257158752744970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3322257158752744970' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3322257158752744970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3322257158752744970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/12/da-importncia-de-no-se-perderem.html' title='Da importância de não se perderem oportunidades...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3767810788411489069</id><published>2008-12-02T21:26:00.002-03:00</published><updated>2008-12-02T21:27:37.716-03:00</updated><title type='text'>Noite perfeita</title><content type='html'>Perguntou-se de que elementos é formada uma noite perfeita. Em seguida, lembrou do que acabara de viver. A resposta estava dada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3767810788411489069?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3767810788411489069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3767810788411489069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3767810788411489069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3767810788411489069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/12/noite-perfeita.html' title='Noite perfeita'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-8385149540555160818</id><published>2008-05-24T20:43:00.001-03:00</published><updated>2008-05-24T22:01:41.979-03:00</updated><title type='text'>O dia em que o chocolate quente quase provocou uma tragédia</title><content type='html'>Os que me conhecem já sabem de cor. Aos que não sabem nada ao meu respeito preciso informar que sou o que se costuma chamar de chocólatra, ou seja, viciado, apaixonado, aficcionado, desesperado por essa que certamente é a maior iguaria gastronômica registrada na história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, agora que o outono tem ajudado a baixar as temperaturas durante as noites, e para dar vazão ao meu delicioso vício, resolvi, de novo (socorro!) encarar o fogão. O projeto: fazer chocolate quente. Ok, antes de criticarem a minha ausência de talento culinário, saibam que o chocolate quente que eu queria fazer é aquele chocolate quente de verdade. Não essa coisinha rala, que na verdade é Nescau aquecido. Gosto daquele chocolate quente cremoso, de caldo grosso e que, aliado ao aroma inconfundível, tem a consistência capaz de fazer delirar os chocólatras como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tomo uma delícia dessa num café em frente ao cinema de um shopping aqui de Brasília. Um dia, comentando sobre isso com um colega de trabalho, ele disse que essa consistência que tanto me agrada nada mais é do que o resultado da mistura do chocolate em pó à famosa Maizena. Um amigo de São Paulo também disse que a suspeita faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como ambos são muito mais familiarizados ao universo da cozinha do que eu, acreditei sem questionar. Hoje, então, resolvi executar o plano. Fui ao supermercado. Primeira coisa: escolher o pó. Já devidamente alertado pelo amigo paulistano, não fiz a besteira de comprar achocolatado, mas, sim, chocolate em pó. Diz ele que é diferente. Bem, escolhi o que mais parecia agradar o meu gosto. Marca famosa, embalagem bacana e promessas tentadoras. Pronto, os artifícios da publicidade deram certo e me convenceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais à frente, fui pegar a Maizena (aliás, esse é nome comercial, né? Mas não sei qual o nome técnico do produto). Ok, não me preocupo em fazer um mershandising aqui de vez em quando. Ao chegar em casa, e depois de escrever alguma coisa para o mestrado, decidi que chegara a grande hora. A pia estava impecável: limpíssima e desocupada para a minha arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a (única) panela que tenho em casa. É, é a única mesmo, e, pra ser sincero, dá e sobra, porque só a usei umas duas vezes, para esquentar água para desentupir a pia do banheiro com Diabo Verde (segundo mershandising). A panela é pequenininha, coitada. Não dá para fazer nada que leve mais do que um copo de 200 ml de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num recente almoço que fiz aqui em casa, a turma de amigos (especialmente as impiedosas amigas) não acreditaram na ausência de tudo em minha cozinha. Acharam o cúmulo eu não ter, por exemplo, sal e açúcar em minha residência. Mas, vejam bem: pra que diabos eu teria as referidas especiarias se não sei fazer absolutamente nada em termos de comida? Sempre como na rua. Quando me alimento em casa, é a partir de coisas prontas (pão, pizza, esfirra do Habib’s etc). Até que já me aventurei na cozinha e fiz umas saladas – narradas aqui neste blog – mas, como enjoei delas, continuo optando sempre pelo pret-à-porter (ou manger) culinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, voltando ao hot chocolate. Peguei os produtos no armário, arregacei as mangas e, quando já estava quase pronto pra começar a agir, eis que me deparo com um imprevisto: não tenho colher de pau! Peguei o celular e enviei mensagem a uma amiga mestre-cuca de primeira e conselheira gastronômica para todas as horas. A mensagem: “Posso mexer chocolate quente com colher normal? É que não tenho colher de pau...” Suspeito que a ausência de resposta por parte dela deva-se às prováveis gargalhadas que ela certamente deve ter dado ao ver minha indagação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, brasileiro que sou, e destemido por natureza, resolvi por conta própria. Lembrei que, no meu aniversário, ganhei da minha ex-estagiária um jogo de canecas que trazia, também, umas colheres feitas do mesmo material das canecas. Achei que utilizá-las seria menos trágico do que usar colheres dessas comuns, de ferro (ou alumínio, ou aço... sei lá de que essas porras são feitas...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, medi uma caneca de leite e despejei na filha única (a panela). Em seguida, peguei o chocolate em pó. Enchi uma colher de sopa e joguei sobre o leite. Depois, chegou a vez da atriz principal, a responsável pela consistência sonhada para meu chocolate quente: a Maizena. Como não fazia a menor idéia da quantidade a ser usada, achei por bem usar a mesma quantidade de chocolate. Assim sendo, tasquei uma colher de sopa do referido pozinho em minha receita. Agora, era só mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz, eu usava a colherinha-do-presente-da-ex-estagiára para mexer a delícia à minha frente. Mexia, mexia, mexia, mas não via muito progresso. De repente, começaram a surgir uns carocinhos no fundo da panela. E agora? Nada de pânico. Apertei-os com a colher até que deles não tive mais notícias. Enfim, a mistura começara a engrossar. “Opa, tá dando certo”, pensei entusiasmado. Continuei mexendo. Para minha surpresa, o caldo começou a ficar muito espesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops, não tem problema. É só jogar mais leite. A coisa amoleceu. Mexi, mexi, mexi... resolvi provar. Huuuummm. O chocolate é meio amargo. Putz, que vacilo. E olha que na embalagem diz que é levemente adoçado. Tão levemente que o danado ficou pesadamente amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando do almoço que citei anteriormente, vasculhei a geladeira e achei uma bolinha feita com papel alumínio. Ali dentro, eu sabia que existia sal ou açúcar. A certeza vinha do fato de, durante àquele almoço, eu ter tido de ir buscar sal e açúcar na casa da amiga cozinheira.&lt;br /&gt;De toda forma, dei uma provadinha só para me certificar de que não era sal. Afinal, para quem já trocou tomate por cáqui uma confusão dessa magnitude não seria exatamente uma surpresa, né?&lt;br /&gt;Joguei uma colher de açúcar sobre a mistura. Provei um pouco e achei que estava bom. Quando o caldo voltou a engrossar bastante, decidi que era hora de apagar o fogo. Aí, o primeiro acidente. Não sei por que razão, o cabo da panela soltou-se da dita-cuja bem na hora que eu a erguera. Puta merda!! Por pouco não morri – ou, pelo menos, não fiquei todo queimado. Respingou chocolate quente (ou algo semelhante) pra tudo que é lado. O pior é que a casa tava limpinha... Pingou na parede, em todo o fogão e na minha barriga (ainda bem que o fogão é alto, pois poderia ter pingado em áreas mais comprometedoras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Já que estava conformado de ter de limpar tudo depois, e uma vez que a fome e a curiosidade estavam me torturando, decidi que não iria esquentar a mufa por tão pouco.&lt;br /&gt;Peguei a caneca-de-presente-da-ex-estagiária e nela despejei o fruto do meu cozinhar. O caldo tava grosso, cheio de caroços (eles não sumiram), mas estava bonito e cheiroso. Fiquei feliz e sentei-me diante da tevê com minha caneca-de-presente-da-ex-estagiária nas mãos. Soprei um pouquinho mexi mais um pouco e levei à boca a primeira colherada. Huuuuummm, parecia estar bom. Percebi, porém, que poderia ser entusiasmo. Segunda colherada... algo mudou. A coisa já não correspondia à primeira impressão. Senti o gosto dos temíveis carocinhos e não fiquei muito contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira colherada... putz, ficou uma bosta! Virou papa. Acho que ficou com muita Maizena, ou muito chocolate, ou pouco açúcar... ou pouco talento. Mas, como eu não poderia desperdiçar tudo aquilo, e como a alta temperatura ajuda a disfarçar o gosto, tratei de dar fim a todo aquele conteúdo. Não foi muito fácil, confesso, mas percebo que agora, enquanto redijo este texto, uma certa manifestação carnavalesca começa a surgir em minha barriga. Considerando que ainda tenho uma cozinha pra limpar, uma panela velha e quebrada para dar fim e uma gororoba para me desfazer, é melhor parar por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-8385149540555160818?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/8385149540555160818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=8385149540555160818' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8385149540555160818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8385149540555160818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/05/o-dia-em-que-o-chocolate-quente-quase.html' title='O dia em que o chocolate quente quase provocou uma tragédia'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3724780793004841830</id><published>2008-05-12T23:23:00.004-03:00</published><updated>2008-08-23T22:39:23.122-03:00</updated><title type='text'>Brioches de coco</title><content type='html'>Dona Aparecida já estava no portão quando decidiu retornar. Embora estivesse nove minutos atrasada (por suas contas sempre tão precisas) achou melhor buscar o guarda-chuva, já que ventos fortes e nuvens negras cresciam em força e quantidade. Estava certa. Tão logo atravessou a rua, começaram a cair os primeiros pingos. Não muito fortes, mas espessos o suficiente para molharem roupas, cabelos e ânimos. Apressou ainda mais o passo. Precisava chegar à padaria antes que as longas filas do final da tarde se formassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela conhecia bem aquelas filas. Há 36 anos. É verdade que vez ou outra fazia amizades enquanto aguardava a hora de ser atendida. Mas em geral a espera sempre a incomodou. Ainda que o seu Nogueira, dono do estabelecimento, sempre tenha sugerido que ela, cliente antiga, não precisava entrar na fila, dona Aparecida resistia. Respondia insistentemente que não era melhor - nem pior – do que ninguém. E que, se uma fila havia, havia ela de aguardar a vez de ser atendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera não a desagradava por sua simples impaciência. Mas pela expectativa que lhe gerava. Dona Aparecida era mais do que perfeccionista. Era metódica e supersticiosa. Achava que as coisas tinham hora e formas de acontecer. Desobedecer a tais rituais era certeza de que algo sairia errado. Era preciso chegar logo em casa, trocar a toalha decorativa da mesa da copa pela outra, branca em sua parte central e amarelo ovo em seu contorno – ornado com minuciosos bordados. Os desenhos da toalha a agradavam. Davam, segundo ela, mais apetite, saciando, aos poucos, primeiro os olhos e depois o estômago. Sempre repetia essa frase. As toalhas eram religiosamente trocadas às sextas-feiras. Invariavelmente. Só que poucos se dariam conta de tal mudança. Afinal, as toalhas de reposição eram milimetricamente idênticas àquela que fora ao tanque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posta a toalha, chegara o momento mais prazeroso: decorar a mesa. Primeiro, os pratos: um fundo, para sopa, e um de sobremesa. Nada de copos – invenção, segundo ela, responsável pela deselegância moderna das mesas da maioria dos lares. “Em mesa só se põem xícaras”, apregoava ela, na tentativa de difundir um pensamento que certamente só faria sentido a ela mesma. Jurava que ali era espaço para se beber apenas leite, café e chá – e sempre em xícaras.&lt;br /&gt;Após as xícaras – uma para o chá, outra para o leite –, dona Aparecida seguia para os talheres, as frutas, o pão, a manteiga, o queijo branco. Um pote de geléia e outro de mel. Um açucareiro e um bule com água fervente. E uma travessa com a sopa. Um cestinho especial era coberto com guardanapos de papel decorados e colocado estrategicamente ao centro da mesa. A intenção era exatamente essa: fazê-lo ser o centro das atenções. Afinal, era ali que seria cuidadosamente colocada a razão principal para sua ida diária à padaria de seu Nogueira: os brioches de coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram sempre três, dispostos no cesto da mesma forma: dois na base e um por cima deles. Sabia que só um seria consumido naquela noite, e que os dois sobressalentes iriam deliciar o voraz apetite de Tobias, o vigia noturno que, às onze horas da noite, dava uma parada em frente ao portão para receber “um reforço para o resto da função”, brincava ele ao tirar o chapéu para cumprimentar dona Aparecida, com a gratidão e o sorriso de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brioches de coco eram, segundo dona Aparecida, a última alegria de seu Apolinário, homem ao qual a felicidade decidira abandonar há 25 anos, quando morreram sua amada esposa, Angélica, e seu único filho, André – vidas ceifadas pela tuberculose num intervalo de 10 dias entre uma e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a perda dos dois, seu Apolinário sorria apenas quando via os brioches e, por mais que os comesse todos os dias, repetia que os daquela noite estavam especialmente deliciosos. Emendava o comentário com um olhar de profunda gratidão a dona Aparecida, que, embora o conhecesse há 43 anos, ainda baixava os olhos com uma certa timidez diante do agradecimento. Proporcionar esse raro momento de felicidade a quem a vida deixara marcas tão profundamente doloridas fazia dona Aparecida sentir-se o ser mais especial do mundo. Dizia que poderia morrer com a certeza de ter cumprido sua missão na Terra: tornar alguém feliz – ainda que por poucos instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tornar seu Apolinário feliz era o maior desafio e maior desejo de dona Aparecida. Afinal, dizia ter para com ele a mais sincera e incondicional gratidão do mundo. Era criança quando chegou à casa dele, levada pela mãe para auxiliar nos afazeres do casarão de dois andares. Um senhor de já 40 anos àquela época, seu Apolinário sempre dedicou especial atenção à menina risonha, esperta, de olhos curiosos e mãos ágeis que fora dona Aparecida. Presenteava-a sempre em datas comemorativas e em seu aniversário. Jamais deixou que o filho André a destratasse ou dela sentisse ciúmes. Ajudou a mãe de dona Aparecida nos momentos mais difíceis de sua vida, como quando da perda do esposo, pedreiro morto em um acidente de trabalho. Construiu para as duas, agora sozinhas no mundo, um quarto-e-sala no quintal, e que para elas mais parecia um palácio. Cuidavam do espaço com um esmero raramente encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidou da saúde da mãe de dona Aparecida até os últimos suspiros de sua vida. Comprou-lhe remédios, pagou-lhe consultas médicas e, quando o destino resolver realmente encerrar-lhe a vida, deu a ela um enterro digno dos amigos e freqüentadores da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, seu Apolinário sempre dirigiu palavras doces e estimulantes à dona Aparecida. Agradecia e parabenizava cada ato dela, como se fosse possível tornar diariamente melhores tarefas tão corriqueiras – as camisas bem passadas, os móveis bem lustrados, a cama bem forrada, o assoalho sempre brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugeriu-lhe, quando ela estava em plena juventude, abandonar os afazeres domésticos e dedicar-se aos estudos, para conseguir progredir na vida. Assegurou-lhe lar e alimentação caso ela aceitasse a proposta, e dizia que contrataria outra empregada para cuidar da casa. Dona Aparecida, embora sempre agradecesse à oferta, jamais a aceitou. Repetia que nada mais queria da vida a não ser tratar da melhor maneira possível o homem que, para ela, representava Deus na Terra. Aprendeu a ler e a escrever apenas para satisfazer ao patrão, mas não avançou nos estudos para não cair na tentação de abandonar as tarefas do lar.&lt;br /&gt;“Nada, nada nesse mundo se compara à felicidade que sinto ao ver seu Apolinário sorrir diante dos brioches”, repetia a quem quer que fosse, dona Aparecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara a vez de ser atendida na padaria. Mas, percebeu algo de diferente. Estranhou o olhar de seu Nogueira ao dar-lhe o cordial boa tarde. Por traz das lentes dos óculos colocados na ponta do nariz, ele disse a ela:&lt;br /&gt;- Dona Aparecida, a senhora vai me desculpar, mas não tem mais brioche de coco.&lt;br /&gt;- Ué, seu Nogueira. Mas já acabou? Eu nem me atrasei tanto assim. Tudo bem, espero sair mais e volto ainda mais rápido para casa, respondeu ela.&lt;br /&gt;- A senhora não entendeu, dona Aparecida. Não fazemos mais brioche de coco.&lt;br /&gt;- Como assim, seu Nogueira?! Pare de brincadeira, homem, porque que tenho mais o que fazer... protestou ela, sentindo que havia realmente algo de errado ali.&lt;br /&gt;- Dona Aparecida, esses brioches não têm saída. A senhora é praticamente a única que os compra. Estou modernizando o estabelecimento, ampliando a produção e, por isso, não tenho mais condições de fazê-los. É prejuízo pra mim...&lt;br /&gt;- Mas o senhor não pode fazer isso, seu Nogueira! Ninguém faz brioche de coco como o senhor. O senhor não pode fazer isso com seu Apolinário. Essa é a única alegria dele na vida. O que eu vou fazer?, questionou ela com os olhos embotados.&lt;br /&gt;- Olha, dona Aparecida, eu realmente sinto muito, mas a senhora pode encontrar brioches de coco lá na padaria do Antero, que a senhora conhece bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Aparecida não conseguiu responder. Sentiu-se paralisada. A sensação de que não pudesse conceder mais aquele mínimo momento de alegria a seu Apolinário a deixou atônita. Não conseguia raciocinar direito. Saiu da padaria levada pelas pernas, pois, por sua vontade, ficaria ali, até morrer. Nada seria pior que decepcionar o patrão. Não se despediu de ninguém e sequer abriu o guarda-chuva. E a chuva engrossara. Com ela, um vento frio e forte arrastava tudo o que estava largado pelas ruas e calçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Aparecida não se importou com a roupa encharcada e com o frio que seu corpo sentia. Caminhava quase cega pelo meio da rua. Precisava pensar em algo, resolver a situação o mais rápido possível, afinal, aproximava-se a hora do jantar. Sentiu o coração bater mais acelerado, as mãos tremerem e os olhos verterem as primeiras lágrimas. Sentiu o gosto salgado do choro da decepção que já não conseguia mais conter. Acelerou o passo, sem saber para onde ia. Já não ouvia mais nada. Caminhava apressada e atordoada pela rua, que, naquele ponto, começava a formar uma ladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Aparecida nem se deu conta do esforço que fazia para subir aquela ladeira, e que a água da chuva começava a produzir uma correnteza contra a qual caminhava. Os trovões, que sempre lhe causaram medo, dessa vez sequer foram notados por ela. Em sua mente apenas reinava o pensamento e a dor da tristeza que estava prestes a vivenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não observou os gritos e acenos das pessoas na calçada, avisando, desesperadamente, para ela sair da rua. Não ouviu nem sentiu nada. O impacto contra seu corpo do carro que descia desgovernado a ladeira apenas anestesiou-lhe a angústia. Viu, em seguida, pessoas ao seu redor, mas um silêncio inexplicável de repente tomou conta de si. As pessoas começaram a se tornar embaçadas, até desaparecerem por completo de sua visão, coberta pelas pálpebras que jamais tornariam a levantar-se. Estava morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu enterro, apenas seu Apolinário permaneceu até que a placa de concreto cobrisse totalmente a cova. Ele pegou uma flor encharcada e deixou sobre a placa. Pôs mão esquerda no peito e a direta sobre o túmulo. Lançou um olhar melancólico àquela sua última companheira e disse: “Mas, dona Aparecida, eu nem fazia questão dos brioches. Só do brilho do seu olhar...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3724780793004841830?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3724780793004841830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3724780793004841830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3724780793004841830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3724780793004841830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/05/brioches-de-coco.html' title='Brioches de coco'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6202531691074571510</id><published>2008-02-28T22:57:00.000-03:00</published><updated>2008-02-28T23:50:07.105-03:00</updated><title type='text'>Ode à burrice</title><content type='html'>Felizes de verdade são os burros, os idiotas, mentecaptos, energúmenos. Chamemo-nos como quisermos, mas confessemos a intolerável inveja que deles havemos de sentir. A felicidade dos burros resulta da aceitação plácida de sua própria mediocridade, da convivência pacífica com sua ausência de ambição nobre e de sua insaciável busca por tudo o que é tão estúpido quanto eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aquele que é burro por um instante sente-se frustrado, imediatamente se reanima com a possibilidade de conquistar algo fútil. Transforma em sonho o que há de mais tolo, e em projeto de vida o que é risível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação do burro é quase tão somente com sua reles subsistência. Quando muito, com a subsistência daqueles que gerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao burro não atormentam crises existenciais. Até porque, para ele, sua existência nada mais é do que um conjunto de combinações biológicas, criadas, regidas e determinadas por forças divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O burro sequer se perturba com sua condição de burro. Primeiro, porque não a percebe. Segundo porque, se a percebe, a atribui novamente aos desígnios dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O burro, apesar de tudo, não deve ser alvo de pena ou piedade. É feliz exatamente por não lamentar sua falta de inteligência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6202531691074571510?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6202531691074571510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6202531691074571510' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6202531691074571510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6202531691074571510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/02/ode-burrice.html' title='Ode à burrice'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-2268742113405919283</id><published>2008-02-10T19:42:00.000-03:00</published><updated>2008-02-10T19:52:02.595-03:00</updated><title type='text'>Um dia perfeito</title><content type='html'>Era o sol, e era a grama... que, juntos, sob um sol recém-aparecido,  apontavam para um céu de azul profundo, ao qual só embaçavam nuvens claras, de branco incerto. Eram jovens, tão fugazes quanto intensos, que, ao som dos sons mais difusos, celebravam momentos que não mais voltariam, mas que, ao mesmo tempo, aproveitariam eternamente. Foram assim: momentos breves, momentos intensos, inigualáveis e inesquecíveis que, de sua memória, jamais apagar-se-ão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-2268742113405919283?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/2268742113405919283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=2268742113405919283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2268742113405919283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2268742113405919283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/02/um-dia-perfeito.html' title='Um dia perfeito'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-3885268000741618354</id><published>2008-01-30T22:03:00.000-03:00</published><updated>2008-01-30T22:05:49.687-03:00</updated><title type='text'>Enquanto isso, no futuro...</title><content type='html'>Diálogos que ouviremos em 2074.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mããaãe!!&lt;br /&gt;- Que foi, filho?&lt;br /&gt;- Sabe o Pedrinho, lá da minha sala?&lt;br /&gt;- Sei. O que é que tem?&lt;br /&gt;- Não posso mais andar com ele...&lt;br /&gt;- Que conversa é essa, Joãozinho? Por que não?&lt;br /&gt;- Ele é estranho, mãe. Descobrimos umas coisas sobre ele...&lt;br /&gt;- Que coisas, filho?&lt;br /&gt;- Mãe, você acredita que ele tem pai? E, o que é mais grave: ele sabe quem é o pai dele!!!&lt;br /&gt;- Ah, filho. Coitado. Isso não o torna um esquisito.&lt;br /&gt;- Como não, mãe?&lt;br /&gt;- É que, antigamente, era comum os filhos terem e saberem quem eram os pais.&lt;br /&gt;- Sério, mãe?&lt;br /&gt;- Sério, filho. Nós, mulheres, costumávamos fazer amor com os homens e acabávamos gerando filhos. Os bancos de esperma eram apenas exceções, e não regra, como hoje.&lt;br /&gt;- O que diabos é fazer amor, mãe?&lt;br /&gt;- Transar, filho.&lt;br /&gt;- Transar é o mesmo que trepar?&lt;br /&gt;- É sim, moleque, mas olha esse linguajar!&lt;br /&gt;- Tá, desculpe. Mas, por que vocês chamavam isso de fazer amor?&lt;br /&gt;- É que a gente se apaixonava, namorava e transava. Claro que a ordem nem sempre era essa...&lt;br /&gt;- Putz, demorava tudo isso pra trepar, ops, transar?&lt;br /&gt;- Às vezes, sim, filho, às vezes não. No tempo da sua avó, demorava até uma semana. No meu tempo, até meia hora...&lt;br /&gt;- Quer dizer que transar tinha significado, tipo: era mais do que apenas passar o tempo com a primeira pessoa que se encontra na rua???&lt;br /&gt;- Era, sim. É que tinha de rolar um sentimento, sabe filho...&lt;br /&gt;- Sei não, mãe. Ainda bem que só nasci agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-3885268000741618354?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/3885268000741618354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=3885268000741618354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3885268000741618354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/3885268000741618354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/01/enquanto-isso-no-futuro.html' title='Enquanto isso, no futuro...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-7484525617541104240</id><published>2008-01-17T22:06:00.000-03:00</published><updated>2008-01-17T22:09:35.751-03:00</updated><title type='text'>2008</title><content type='html'>Jogou fora todo e qualquer resquício de desesperança e admitiu definitivamente para si mesmo que somente seu mais profundo estusiasmo definiria, para sempre, os rumos de sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-7484525617541104240?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/7484525617541104240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=7484525617541104240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7484525617541104240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/7484525617541104240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2008/01/2008.html' title='2008'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-8735534545129882320</id><published>2007-10-08T23:03:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T23:06:26.564-03:00</updated><title type='text'>À (a) noite</title><content type='html'>Luzes de boate provocam efeitos ilusórios. Foi assim que ele sempre pensou. Até aquela noite, pelo menos. Tanto é que nem se impressionou pelo fato de aquele olhar parecer destinar-se a ele. Mas a insistência, essa quase sempre eficaz artimanha dos perseverantes, o obrigava a rever conceitos. Surpreendeu-se quando ficou claro que, sim, eram para ele que os atrevidamente penetrantes olhos se dirigiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em desviar o olhar, misturar-se à multidão extasiada e acreditar que o possível flerte nada mais era do que mero devaneio. Antes que pudesse agir, porém, surpreendeu-se novamente. Ela aproximara-se. Determinada e insinuante. Mulheres com iniciativa são indiscutivelmente mais interessantes. E mais bonitas. E como ela era bonita! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inicial timidez dele o emudeceu, e ela considerou tudo isso um charme. Tocou-lhe a mão e o fez sorrir. Aí conversaram. Conversa hipnótica, dessas que revelam e insinuam, provocam e ponderam, convidam e dissimulam. Pareceu que falaram por horas, mas foram breves minutos. Em dado momento, acariciou-lhe o rosto recém-barbeado, passando para trás da orelha parte do cabelo desarrumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de despedirem-se, dissera ela. Beijando-o no rosto. Ousou novamente e pediu a ele o celular. Quando ele proferia os primeiros números, ela cobriu os lábios dele com um dedo longo, claro e suave. “Quero que você me dê o telefone, o aparelho”. E ele atendeu, ainda sem entender muito bem que propósitos havia ali. Habilmente, ela apertou as teclas, deixando gravado ali o seu número do telefone. Dissera-lhe seu nome, mas gravou apenas o apelido. Duas letras. Ele gostou disso. Denotara uma intimidade que, embora ainda não tivessem, parecia sempre ter existido. “Assim terei certeza de que você não anotou errado o meu telefone. Espero seu convite para um almoço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele foi embora pensativo. “Será?” “Já?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-8735534545129882320?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/8735534545129882320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=8735534545129882320' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8735534545129882320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8735534545129882320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/10/noite.html' title='À (a) noite'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-8666308147615387122</id><published>2007-10-03T00:10:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T00:32:00.886-03:00</updated><title type='text'>Memória</title><content type='html'>Embora nunca tenha conseguido gostar de manga, considerava inigualável a sensação que o cheiro da fruta, naturalmente caída da árvore, provocava quando misturada ao mato úmido do bosque da escola. Sentir novamente aquele aroma, agora que a estiagem anunciava sua partida, representou uma fulminante, mas prazerosa, volta ao passado – quando as maiores preocupações eram muito menores que as menores de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-8666308147615387122?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/8666308147615387122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=8666308147615387122' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8666308147615387122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/8666308147615387122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/10/memria.html' title='Memória'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6885660056666550321</id><published>2007-09-26T22:59:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T23:06:05.121-03:00</updated><title type='text'>Tudo</title><content type='html'>Passou rapidamente diante do espelho, mas sentiu-se compelido a voltar. Vibrou dentro de si uma incontrolável necessidade de olhar os próprios olhos. De olhar o próprio olhar. Gostou do que viu e muito mais do que sentiu. Percebeu ter deixado para trás parte do que houvera de ruim. Apenas parte, já que é impossível ao ser humano desapegar-se definitivamente daquilo que lhe faz sofrer. Mas o que restara já se aproximava da medida ideal para uma sobrevivência tranqüila. Sorriu discretamente. Só o suficiente para lembrar a si próprio que ninguém era melhor para ele do que ele mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6885660056666550321?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6885660056666550321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6885660056666550321' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6885660056666550321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6885660056666550321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/09/tudo.html' title='Tudo'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1702812547153190700</id><published>2007-09-17T00:11:00.001-03:00</published><updated>2007-09-17T00:11:54.379-03:00</updated><title type='text'>Um sol. Muitos tempos</title><content type='html'>O sol pré-poente parecia decidido a reafirmar sua condição de astro-rei. E lançou sobre seus súditos um calor incomum para aquele período do ano. E ele, após um dia de trabalho daqueles de que não se deve sentir saudades, não se importou com a alta temperatura. Logo ele, que detesta calor. Mesmo assim, dispensou o ar-condicionado de seu carro e dirigiu de frente para o sol, que o cegava e, estranhamente, o inebriava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não tenha se dado conta do calor que sentia. Ou talvez o estivesse admirando. O suor que escorria por seu corpo e lhe molhava a camisa não o aborreceu. Muito pelo contrário. Provocou-lhe uma nunca experimentada sensação de bem-estar. Compunha, junto ao ofuscante brilho do sol e o blues rouco que tocava no som do carro, um cenário que o conduzia para longe dali.&lt;br /&gt;Chegou a sentir-se dirigindo por alguma estrada deserta, ensolarada e poeirenta da Louisiana. Por alguns minutos, pôde ver a vegetação que margeia as estradas do sudeste americano no auge do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se passar agora por algum arremedo de cidade. Daquelas que só parecem existir para desafiar a lógica de que não há vida fora dos grandes centros. Sentiu cheiros, viu pessoas. Viu casas de pinturas desgastadas e mulheres com pinturas extravagantes. Absorta, a velha debruçada na janela possuía o olhar mais vago que jamais vira em sua vida. E ele daria a própria vida para descobrir o teor daqueles pensamentos.Viu o bêbado que ergue o copo vazio com o mesmo entusiasmo de quem ainda dará o primeiro gole. Dois cachorros de raças duvidosas atracavam-se numa sangrenta batalha por um apodrecido pedaço de carne. O marido estúpido e impaciente acelerava o passo a cada apelo da mulher, que, com uma criança no colo, suplicava-lhe perdão por algo de que certamente não tinha culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quanta beleza há na decrepitude”, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De algum beco do outro lado da rua pôde ouvir o som de um coral. Pensou em parar. Mas não dava, ainda que o olhar da bela negra à porta de um bar decadente o tentasse a desistir da viagem. Duas crianças que rabiscavam a calçada nem se deram conta de que ele passava por ali – provavelmente o único forasteiro naquela cidade em muitos anos. Nunca esteve lá, é bem verdade, mas sentiu uma saudade sufocante daquela rotina que jamais fora sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor aumentara. Novamente, não se importou. Aumentou o som do carro. Lamentou a falta da cerveja. Mesmo assim, sentiu seu gosto. Sorte sua não haver uma à mão, pois, se houvesse, não hesitaria em macular sua conduta e beberia, despreocupadamente, ao volante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduziu a velocidade do carro, como se aquela atitude pudesse desacelerar o ritmo com que o sol, já vermelho, se punha, despedindo-se. Mesmo assim, seguiu em direção a ele, sabendo que jamais o alcançaria, mas que também jamais desistiria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1702812547153190700?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1702812547153190700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1702812547153190700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1702812547153190700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1702812547153190700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/09/um-sol-muitos-tempos.html' title='Um sol. Muitos tempos'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-1857223842665036479</id><published>2007-09-10T23:15:00.000-03:00</published><updated>2007-09-10T23:20:32.971-03:00</updated><title type='text'>Mister Salad</title><content type='html'>Vida nova exige novas atitudes. E uma das principais é romper com velhos tabus - no meu caso, a cozinha. Quem acompanha as minhas desventuras por meio deste blog já percebeu que meus conhecimentos culinários são praticamente nulos – ou vexaminosos. Em textos publicados aqui, já confessei, por exemplo, ter comprado caqui em vez de tomate, confundir maracujá maduro com fruta velha e não enxergar a diferença entre farinha de trigo e qualquer outro tipo de farinha. A única habilidade que desenvolvi foi aprender a fazer bolo de chocolate na minha adolescência. Mas isso era legislar em causa própria, já que sou um chocólatra assumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no feriado passado, decidi que era hora de acabar com isso. Fui ao supermercado e tratei de comprar os ingredientes para a minha mais nova investida. Decidi iniciar com o que considero mais fácil – mas é claro que meu argumento será de que a opção foi por algo saudável: salada. Fui logo à seção mais complicada para mim: a das verduras e legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não perder tempo (e nem o entusiasmo) tratei logo de pegar um pacote de alfaces lisa e crespa e cenoura cortada em tirinhas. Catei dois tomates (de verdade, e não caquis). Rodei pelo mercado em busca de outras iguarias para minha investida. Peguei azeitonas, peito de peru defumado, batata palha, molho de soja. Voltei pra casa ansioso e empolgado. Fui, aos poucos, distribuindo os ingredientes pela tigela de saladas. Devidamente lavadas, as verduras foram quase que matematicamente dispostas pela tigela só para, em seguida, serem anarquicamente acomodadas. Cortei em cubos o peito de peru defumado e o tomate. O mesmo fiz com as azeitonas, obviamente sem os caroços. Por fim, batata palha. Misturei tudo, joguei o molho shoyu e ... voila! Um delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é lamber a cria. Ficou muito bom mesmo. Tanto que não resisti e comi tudo – de uma vez só! Pensei até que poderia dar dor de barriga, por causa do shoyu, mas, que nada. Fiquei foi mais empolgado. Como a arte fora feita no feriado, foi batizada de Salada 7 de Setembro, ou  Salada da Liberdade – ainda estou decidindo sobre o melhor nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como gostei da experiência, decidi repeti-la ontem, domingo. Claro que mudei os ingredientes. Fui mais “ousado” dessa vez (lembrem-se de que sou apenas um iniciante – e bem confuso...). A opção foi por uma salada novamente. Dessa vez, os ingredientes foram: tomate seco, peito de peru defumado, milho verde, maçã, alfaces lisa e crespa, e cenoura em tiras. Para não causar nenhum problema pós-ingestão, não abusei do shoyu (que adoro) por causa do tomate seco. Mas despejei umas gotinhas, sim. Pessoal, a salada ficou melhor que a primeira. Uma delícia! Inenarrável, saborosa, indescritível, contagiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não dizer que deu tudo certo, um pequeno percalço marcou o preparo da referida iguaria: quando peguei a lata de milho verde, percebei que não tinha abridor de latas! Mas, criativo e determinado a não abrir mão de tão importante ingrediente, não contei conversa. Com uma chave-de-fenda numa mão e um martelo na outra, resolvi o problema em poucos minutos. Talvez os vizinhos não tenham gostado da barulheira que provoquei. Mas o esforço foi recompensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que cheguei no trabalho e contei a todos sobre o meu sucesso. Fiz até fotos da salada com o celular. Incrível a reação das pessoas. Fui parabenizado e tudo mais. Claro que sei que é porque ninguém poderia imaginar que eu, logo eu, seria capaz de tamanha arte. Mas fui. E serei de outras. Aguardem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-1857223842665036479?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/1857223842665036479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=1857223842665036479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1857223842665036479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/1857223842665036479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/09/mister-salad.html' title='Mister Salad'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-4047044427256514452</id><published>2007-05-09T10:49:00.000-03:00</published><updated>2007-05-09T11:26:48.667-03:00</updated><title type='text'>Papa</title><content type='html'>O melhor momento dessa tão badalada visita do Chico Bento XVI ao Brasil será a sua despedida. Já irá tarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-4047044427256514452?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/4047044427256514452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=4047044427256514452' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/4047044427256514452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/4047044427256514452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/05/papa.html' title='Papa'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-6997761622200609135</id><published>2007-04-07T10:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-07T10:57:38.389-03:00</updated><title type='text'>Sobre velhas novidades</title><content type='html'>Não existem novidades. Apenas adaptações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz, nem isso é novo...humpf!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-6997761622200609135?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/6997761622200609135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=6997761622200609135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6997761622200609135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/6997761622200609135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/04/sobre-velhas-novidades.html' title='Sobre velhas novidades'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-2823451548529075843</id><published>2007-04-03T19:49:00.000-03:00</published><updated>2007-04-03T19:51:06.817-03:00</updated><title type='text'>As diaristas</title><content type='html'>Não creio que seja tarefa tão árdua encontrar uma diarista para dar conta daqueles afazeres domésticos que a gente só decide realizar quando a paciência e a disposição permitem. Estou revendo os meus conceitos, porém. Aqui em Brasília, temos tido experiências quase traumáticas com as moças que por nossos apartamentos passaram para nos dar uma mãozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que chegamos por aqui, encontramos uma moça que parecia atender bem as nossas necessidades. Desenrolada e dinâmica, ela conseguia deixar a casa em ordem mesmo quando morávamos no gigantesco apartamento de quatro quartos que ocupamos na Asa Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudamos de imóvel e, com o tempo, de idéia em relação à nossa “secretária”, como também gosto de classificar as diaristas. As coisas começaram a não ficar assim tão bem feitas, algumas tarefas não eram cumpridas e o cheiro de cigarro denunciava que, em nossa ausência, a moça dava vazão a seu vício tabagista. Se não fosse eu alérgico a tudo o que se relaciona a cigarro, juro que nem reclamaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que foi exatamente a ausência de reclamação que fez com que as coisas entrassem numa irreversível trajetória de piora. A cidadã já não cumpria com tudo o que era preciso. Por exemplo: os panos de chão, que ao longo da semana deixávamos de molho para ela lavar, permaneciam impávidos e intocados nos baldes depois que ela ia embora. Mas, como ela era de nossa confiança, não dava trabalho e de quebra ainda era idolatrada pelo glorioso Lupi (nosso cachorro), íamos levando a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, repetidas vezes, trágicos sumiços de pertences nossos começaram a acontecer. Aí, foi f... Não queríamos admitir ou sequer aventar a possibilidade de ela ser a autora das repetidas “subtrações”, mas provas que não vem ao caso relatar não nos deixaram mais ter dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi-se a criatura, ficou o dilema. E agora? Não somos aquele tipo de casal que não faz absolutamente nada dentro de casa. Muito pelo contrário: exercemos muito bem os afazeres domésticos. Eu, por exemplo, criado pela impecável e implacável Dona Sueli, aprendi todos os mistérios de faxinas eficientes. Lavo um banheiro, varro e passo pano no chão como poucos seres humanos. A Vivi também não deixa a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que não achamos justo usar os nossos poucos momentos de descanso realizando afazeres perfeitamente “terceirizáveis”. Por isso, optamos por diaristas. Mas só uma vez por semana, pois ao longo dos outros dias damos conta do recado. E olha que não somos dos mais exigentes. Afinal, não pedimos que façam comida e serviços fora de casa. De quebra, ainda moramos em apartamentos muito pequenos, que não dão tanto trabalho assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, despachada a figura, lutamos para arranjar outra. E apareceu. Mas era melhor que nem tivesse aparecido. Se bem que eu não testemunhei a atuação da dita-cuja, pois estava viajando. Mas, segundo a Vivi, a coisa foi medonha. Tratava-se, de acordo com o depoimento dela, de uma figura nada simpática e que, mesmo sem jamais ter visto a Vivi em toda a sua existência, já foi logo tratando de falar mal das outras “patroas”. Péssimo sinal. Tão ruim que nem o Lupi, que adora todo mundo que chega a nossa casa, quis proximidade com a cidadã. Na verdade, ele ficou o tempo inteiro aos pés da Vivi, sem dar a menor bola pra diarista. Mas eu descobri a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falar sobre animais, a moça disse a Vivi que o cachorro da casa dela havia morrido há alguns dias. Esperto e precavido como ele só, o Lupi tratou de manter-se distante dela, já que não sabia se o cachorro da figura havia morrido de morte morrida ou de morte matada. E ainda dizem que os bichos são irracionais... Ela também não voltou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira experiência foi cômica. Na verdade, recebemos uma senhora de seus quase 50, mas aparentando (pela forma física e pela disposição) quase 80. A coitada até que era boazinha, mas a lentidão dela era assustadora. Lembro que foi a nossa casa na época em que minha mãe passava uns dias conosco. Pois bem, quando voltei do trabalho na hora do almoço, encontrei minha mãe lavando louça e ajudando a criatura, que ainda não havia chegado, sequer, à metade da pilha de roupas que deveria passar. Para ajudá-la, minha mãe resolveu participar da faxina – já impaciente com a criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais cômico foi quando, à tarde, a cidadã postou-se diante da minha mãe e colocou diante do rosto dela uma cueca minha que encontrava-se no banheiro. Explico: costumo lavar as minhas cuecas na hora do banho. Quem achar ruim que venha lavar, então! Bem, a cidadã colocou a peça quase grudada nos óculos de dona Sueli e disse, exatamente com essas palavras: “Ei, vê isso aqui. Tá limpo, é?” Assustada, a sogra da Vivi apenas concordou, informando à trabalhadora que o fato de a cueca estar molhada e cheirosa significava que já estava lavada, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando liguei do trabalho para casa, lá por volta das 15h30, minha mãe disse que a infeliz ainda estava passando roupas e que continuava a ajudá-la! Resultado: a figura foi embora sem terminar tudo o que deveria ter feito. Mas também nunca mais foi convidada a voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguinte, já em nosso novo imóvel, foi indicada por outra amiga nossa. Figura relativamente simpática, boazinha e educada, parecia predestinada a nos fazer felizes. Parecia. Apesar de fazer tudo direitinho, passar a roupa muito bem, deixar a casa limpinha da Silva e ainda adorar e ser adorada pelo Lupi, era meio esquisita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra gente esquisita (nem contra festa estranha), mas a moçoila começou a me deixar preocupado por uma simples razão: não queria saber de comida. Como praticamente não temos alimento em casa (pelo menos não na concepção nutritiva do termo) sempre somos obrigados a recorrer a restaurantes para nos mantermos alimentados. Quando temos diaristas, trazemos as quentinhas delas dos restaurantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no primeiro dia em que a moça veio, a Vivi disse que eu poderia comprar a comida dela num restaurantezinho que existe de frente ao nosso prédio. Fui lá e não gostei. O aspecto do local não era dos mais agradáveis, bem como a clientela (sem querer ser preconceituoso, mas já o sendo). O cheiro do ambiente também não me agradou, mas como a Vivi disse que um conhecido já comera ali e até gostara, resolvi arriscar. Fui advertido, antes de sair de casa, pela própria diarista, que eu deveria trazer uma quantidade muito pequena de comida, pois a figura dizia comer muito pouco. Achei que era só educação ou timidez e fiz um prato relativamente bem composto, cerca de 200 gramas (nada pra mim, mas uma enormidade pra ela, descobri em pouco tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criatura fez cara de espanto dizendo que tinha muita comida. Deixou muito mais que a metade. Cismado que eu estava com o restaurante, achei que fosse por causa da qualidade da comida. No sábado seguinte, reduzi ainda mais a quantidade, do mesmo restaurante. E qual foi a surpresa quando vi que a inocente ainda havia deixado muita comida! Porra, só pode ser o restaurante! “Coitada”, pensei eu, já morrendo de remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado seguinte, decidi fazer uma surpresa a ela e trouxe comida de um restaurante bem legal, com variedade bem razoável e comida e clientela de bom nível. Fui a ele por alguns sábados seguidos e continuei trazendo pouca comida. E ela, mesmo assim, deixava mais da metade do prato! Quando, enfim, acertei a quantidade, recebi dela uma informação que foi uma decepção pra mim. “Sabe o que é, seu Wagner. É gostava mais da comida do restaurante aqui da frente. Se o senhor puder voltar a comprar o almoço lá, eu acharia melhor”. “Melhor? O fedorento??”, desesperei-me. Mas, já que ela queria, o que se havia de fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas depois, ela nos aparece anunciando sua gravidez. Demos os parabéns e perguntamos se ela achava bom continuar trabalhando, ao que respondeu positivamente. No entanto, na hora do almoço, outra surpresa quando eu descia para comprar o almoço dela. “Seu Wagner, eu agora estou comendo menos ainda, viu?” Vocês acreditam que ela só comeu um pedaço irrisório de um bife e um pedacinho de mandioca cozida? Fiquei desesperado, afinal, sabemos que gestantes têm de se alimentar muito melhor, ainda mais quando fazendo trabalho mais pesado. Enfim, a coisa não deu certo. Não pudemos arcar com a responsabilidade de manter alguém trabalhando sem se alimentar direito e carregando outro alguém na barriga. Ela mesma nos telefonou, dias depois, avisando que a gravidez estava a deixando muito enjoada e que não poderia mais trabalhar. Poupou-nos uma dispensa. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a atual: uma figura, também indicada pela mesma amiga, e recém-chegada dos confins do Maranhão. Chegou lá em casa acompanhada da irmã, já moradora de Brasília há alguns anos. Não falava nada e nada perguntava. De nada reclamava e nada pedia. Mas também nada certo fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi classificada por mim como a verdadeira “destruidora de lares”. Na concepção física e material da palavra. Desmontou parte do armário da cozinha destinado a um forno microondas (que ainda não temos), espatifou uma mini-réplica do Pelourinho que trouxemos de Salvador e desparafusou, sabe lá Oxossi por quê, a porta do armário do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior ainda não foi isso. A filha de Deus não sabe passar roupa! As minhas camisetas ficaram uma desgraça. Nunca vi ninguém dobrar camisas daquela forma. Comentei com a Vivi que a maranhense estava querendo é fazer origami com as minhas camisas, de tanto que as dobrou. Quando eu abria uma delas, era uma tragédia. A roupa estava toda marcada. De cima a baixo e de dentro pra fora. Sinceramente, eu preferiria as marcas do varal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado passado, enquanto ela “arrumava” a casa, decidimos sair pra resolver algumas coisas na rua. A Vivi perguntou a que horas a vítima pretendia ir embora, ao que ela respondeu: “Sei não. Acho que quando eu terminar eu vou”. Ainda bem, pensei eu, temendo que ela decidisse compartilhar conosco, para sempre, do aconchego de nosso lar. Voltamos para casa por volta das 15h, achando que ela estaria na metade do serviço. Mas, que nada. A santa já havia ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa, infelizmente, não estava nem perto do nível de limpeza e arrumação que almejávamos. Mas também já decidimos que a moça também não volta mais.&lt;br /&gt;Alguém aí tem uma agência de diaristas???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-2823451548529075843?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/2823451548529075843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=2823451548529075843' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2823451548529075843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/2823451548529075843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/04/as-diaristas.html' title='As diaristas'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5651935503226235756</id><published>2007-03-28T21:48:00.000-03:00</published><updated>2007-03-29T10:20:16.687-03:00</updated><title type='text'>Só rindo</title><content type='html'>Este país, de fato, não pára de me surpreender. Agora, o PFL virou "Democratas". Depois, eu é que sou irônico. Sei não, viu? O melhor remédio, sem dúvidas, é rir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5651935503226235756?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5651935503226235756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5651935503226235756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5651935503226235756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5651935503226235756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/03/s-rindo.html' title='Só rindo'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-5182384966309848073</id><published>2007-02-21T20:48:00.000-03:00</published><updated>2007-02-22T14:37:37.714-03:00</updated><title type='text'>O peso e a idade (e o peso da idade)</title><content type='html'>Todos os anos, quando apenas alguns meses separam-me do dia do meu aniversário, costumo dar uma pequena refletida a respeito da idade que (ainda) tenho e da que em breve terei. Desta vez, a reflexão veio um pouco mais radical. Não que eu tema chegar à idade de Cristo (só espero é não morrer agora, e muito menos como ele...), afinal, já me conformei (ou venho tentando me conformar) com a despedida da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A radicalidade da reflexão sobre a nova idade se deu neste feriado de carnaval, mais exatamente quando, entre os muitos dias de chuva que marcaram o nosso período momesmo, resolvemos jogar uma pelada no hotel em que nos hospedamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntei uma pequena turma de maridos momentaneamente liberados por suas esposas e, com o cara da recepção, fomos ao campo do hotel. Para ser sincero, a partida seria de vôlei, mas por motivos de força maior (a bola sumiu, juntamente com o mastro para armar a rede), o jeito foi arriscar um "soccer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faixa etária dos jogadores era a mais variada possível. Havia desde dois adolescentes com não mais de 17 anos, até um coroa já beirando os 60 (se é que ainda não os atingiu). Divididos em dois times (três de um lado e quatro, de outro) iniciamos a partida. Eu (32), Rogério (42), Beto (20 e poucos), e Ronadinho (no máximo 16) formávamos o time que certamente estava fadado ao insucesso, pois, do outro lado, estavam o Narendra (20 e poucos), Júnior (no máximo 17) e "seu" Ênio (aquele com quase 60).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola rolando, empolgação nas alturas e começo a correr de um lado para o outro. Não tinha bola perdida, ou melhor, eu achava que não tinha. Meti-me a dar uma de atacante e me dei mal. Comecei a achar estranho quando os passes dos meus colegas não chegavam com presteza aos meus pés. Só depois é que percebi que meus pés é que não chegavam com presteza à bola. Os lançamentos que me eram feitos começaram a se transformar em frustração. Por mais que eu corresse, a bola sempre era mais rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tive alguns bons momentos. Logo no começo do jogo, quase abro o placar com um belo gol, mas um desgraçado de um montinho de terra no gramado lançou pela tangente minha esperança de desvirginar a trave adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao sofrimento. Tenho plena consciência de minha falta de habilidade futebolística. Dribles desconcertantes e jogadas geniais definitivamente não fazem parte de meu repertório de artimanhas. Mas a velocidade sempre foi o meu forte nesse tipo de esporte. (Foi — nada como um verbo adequadamente empregado).  Além de não conseguir alcançar os lançamentos dos colegas, tampouco conseguia marcar os adversários com competência. Puta merda, que raiva quando eu via o caneludo do Narendra dar três míseros passos para se distanciar de mim, que pedalava igual a louco para alcançá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um tal de Júnior, do time adversário, que foi o maior dos meus pesadelos naquele jogo. O moleque era o cão! Na verdade, apelidei-o de "Jason" (lembram do filme Sexta-Feira 13?). Aos que não entenderam, Jason era o assassino, que estava praticamente em todos os lugares, ao mesmo tempo, para destruir suas vítimas. O moleque era impossível. Magro como um sibite baleado, corria de um lado ao outro do campo sem esboçar o menor sinal de cansaço. Cada vez que alguém de nosso time aparecia com a bola, o moleque do mal estava lá para nos marcar e, na maioria das vezes, roubar-nos a redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente fui o mais burro da partida, pois, em vez de perceber qual era a do jogo, cismei em continuar atacando... quer dizer, tentando atacar. Mais espertos foram o Ênio e o Rogério. Cada um em seu campo, ambos mantiveram-se, na maior parte do tempo, na condição de zagueiros-goleiros. Desgastaram-se muito menos e, provavelmente, frustaram-se menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, com minha língua cerca de 30 centímetros fora da boca, já não agüentava mais, após uma hora de jogo, aquela pelada. Mesmo assim, não desistia. Continuava tentando buscar as bolas e driblar os adversários. Até que, perto do fim da partida, e com o meu time vencendo o jogo, corri feito um fugitivo para buscar uma bola lançada para mim. Como ela vinha à certa altura do chão, levantei a perna para dominá-la. Àquela velocidade, porém, eu estava quase voando. O problema é que, na direção oposta à minha, voava, sabe quem? Ele: o Jason! Ah, ô inferno pra ter cão! Pois não é que o moleque surgiu sabe lá Deus de onde para dividir a bola comigo?! Resultado: em pleno vôo, nosso joelhos é que se encontraram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque foi inevitável e assutadoramente dolorido. Depois da colisão, continuamos a voar, só que, agora, em direções opostas às iniciais. Cada um arrebentado de um lado. O jogo parou. Ouvi apenas o barulho do vento soprando o matagal em que jogávamos. Juro que pensei em recitar o mantra que o mestre lá das aulas de yôga nos ensinara no hotel: "Baba nan kevalan" (ou algo parecido).  Mas a dor do corpo superou o poder da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor era absolutamente inacreditável, dilacerante. Achei que jamais voltaria a andar nesta vida. Com a perna dobrada, eu só conseguia esfregar o joelho esquerdo com a palma da mão direita. Acho que, mais do que aliviar a dor, a minha intenção era saber se ainda sentia a perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que o pariu! Que dor do caralho! Porra! Puta merda! Desculpem-me, leitores, mas é impossível relembrar aquela dor sem associá-la a assustadoras seqüências de palavrões. Os outros jogadores até que vieram em nosso "socorro", perguntando se estávamos bem. Mas era inútil. Fiquei com pena do Jason, que, muito mais jovem que eu, se contorcia de dor a poucos metros de mim. Mas fiquei com mais pena ainda de mim que, bem mais velho que ele, me contorcia ainda mais. Não tive condições de continuar jogando. Ainda tentei ensaiar um regresso, mas a tentativa foi frustrada. Coube-me assistir ao resto da partida sentado ao lado da trave do meu time. O Jason, claro, conseguiu regressar ao jogo. Mas, pelo menos, tive a satisfação de ver o meu time vencer o dele! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no final, restou a constatação de que a idade, que na casa dos trinta parece avançar na velocidade da luz, aliada às calorias que se acumulam no meu eu, formam um combinação explosiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-5182384966309848073?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/5182384966309848073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=5182384966309848073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5182384966309848073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/5182384966309848073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/02/o-peso-e-idade-e-o-peso-da-idade.html' title='O peso e a idade (e o peso da idade)'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-117137112643925322</id><published>2007-02-13T09:51:00.000-03:00</published><updated>2007-02-13T09:52:06.456-03:00</updated><title type='text'>Nós</title><content type='html'>Toda a comoção em torno do inacreditável assassinato do garoto João Hélio, arrastado por facínoras pelas ruas do Rio, não é inédita e – infelizmente – não será a derradeira. Ainda havemos de ver novas tragédias, novas famílias aos pedaços e, o que é mais lamentável, o nosso Estado refém de sua própria ineficácia, incompetência e corrupção. Os discursos de que não se pode reagir à violência sob emoção seriam absolutamente coerentes se difundidos na Suécia, na Dinamarca ou no Canadá. Não no Brasil. Não temos mais discursos emocionais sobre o tema, porque a emoção surge do inesperado. E aqui, para a nossa acachapante vergonha, o inesperado será quando a violência deixar de produzir vítimas a números assustadores.&lt;br /&gt;Há quem diga que não temos mais saída. Discordo, por mais que as evidências queiram mostrar o contrário. O que não temos é governos competentes e honestos, capazes de, pelo menos em caráter emergencial, deixarem as maracutaias políticas em segundo plano e dedicarem-se aos problemas centrais do País. Também não temos uma sociedade exigente, que vá às ruas não apenas para aplaudir os ídolos do futebol ou para encher a cara em dias de festa. Não temos, sequer, um povo razoavelmente educado, capaz de despertar para as suas próprias necessidades ou de incorporar um espírito de coletividade. Sem isso, de fato, não caminharemos nunca. Aliás, caminharemos. Para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-117137112643925322?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/117137112643925322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=117137112643925322' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/117137112643925322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/117137112643925322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/02/ns.html' title='Nós'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-117132415013336176</id><published>2007-02-12T20:36:00.000-03:00</published><updated>2007-02-12T20:49:10.436-03:00</updated><title type='text'>Other things</title><content type='html'>Uma das resoluções para 2007, aos poucos, começa a se concretizar. Só mais um pouquinho de paciência para confirmá-la. Pensamento positivo (e ansiedade na estratosfera).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já notaram como o silêncio é revigorante? Ah, se todo mundo soubesse disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti ao filme da Grande Família. Que tristeza! Impressionante como doses de burrice e de interesses em retorno fácil transformaram um bom programa de comédia numa deprimente tentativa de fazer graça a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, "Babel" é um tapa na cara. E daqueles que merecemos levar, pelo menos, antes de cada refeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-117132415013336176?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/117132415013336176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=117132415013336176' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/117132415013336176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/117132415013336176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/02/other-things.html' title='Other things'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116921455263170267</id><published>2007-01-19T10:48:00.000-03:00</published><updated>2007-01-19T10:49:12.650-03:00</updated><title type='text'>Fundamental é não ter</title><content type='html'>Nenhuma lição é tão completa e edificante quanto o “não ter”. Por isso, acho que não ter é essencial na vida de cada um. Não defendo, com isso, que temos de viver à míngua. Na verdade, é o contrário. Torço, sim, para que todos (menos aqueles que não prestam) consigam conquistar tudo aquilo que desejam. Mas, para que a conquista realmente tenha sabor de conquista, é preciso um não ter, digamos, prolongado – no tempo e na angústia. Parem para raciocinar e poderão me dar razão. &lt;br /&gt;A não ser que você seja um milionário, ou que nunca tenha tido ambições significativas, vai perceber que aquilo que mais valorizou na vida foi aquilo que mais teve dificuldade em conseguir.&lt;br /&gt;Sei que não estou dizendo nenhuma novidade, mas decidi escrever sobre isso ao recordar das maravilhosas sensações de recompensa quando conquistei alguns sonhos em minha vida. Pelo que lembro, o primeiro deles foi a minha primeira bicicleta. &lt;br /&gt;Lembro até hoje da campanha que a Caloi fazia na TV, estimulando as então crianças dos anos 80 a espalharem bilhetinhos pela casa com os dizeres “não esqueça a minha Caloi”. Como fui criança nessa época, segui a receita. Mas nada veio fácil. Para ser bem sincero, passei um ano inteiro espalhando os bilhetinhos: pela casa, no trabalho do meu pai, nas bolsas da minha mãe, no carro deles etc. Mas, nada. Brincava com a molecada na rua mas, pedalar que é bom, só em bicicletas emprestadas pelos amigos ou pelo meu irmão mais velho (sim, ele tinha uma e eu não!). &lt;br /&gt;Pensei que o meu aniversário seria a ocasião na qual o sonho se realizaria. Qual nada. O tempo passou, mas o desejo de ter minha própria bike só aumentava. Mas eis que, no último dia de aulas no colégio Marista, após receber o resultado de uma aprovação brilhante (desculpem a falta de modéstia, mas é verdade) meu pai chega em casa e, junto à minha mãe, pede que eu vá buscar uma sacola que eles haviam esquecido no carro. Na verdade, na Kombi, pois tratava-se do carro da loja de meu pai. &lt;br /&gt;Abri a porta e buf!! Lá estava ela. Vermelho Ferrari (pelo menos o era pra mim), guidão cromado, novinha em folha. Na hora, fiquei na dúvida sobre quem seria o proprietário daquela “máquina”. Mas a presença de meus pais atrás de mim, sorrindo com o meu espanto, desfez qualquer dúvida. Imediatamente, pulei nos braços deles para agradecer e corri para a rua, chamando todos os amigos para me acompanharem num passeio com a MINHA bicicleta. Sabe lá Deus a que horas fui dormir, de tanto que pedalei naquela noite. Por anos, a bicicleta foi a razão de meus melhores momentos da infância. Só me desfiz dela, mesmo assim com o coração apertado, quando eu já havia crescido demais para continuar com aquela “baratinha” – apelido que os amigos da rua deram a minha bicicleta. &lt;br /&gt;Outro super sonho realizado foi a minha prancha de bodyboard. Também foram uns dois anos de apelos incansáveis aos meus pais para conseguir uma. Como morava na praia, passava o dia inteiro no mar, pegando onda também com pranchas emprestadas dos amigos. Nada sensibilizava meus pais a me darem uma, nem mesmo a fixação que o esporte havia se tornado em minha vida. Vivia com a pele torrada de sol (marcas que carrego até hoje), o cabelo virou palha e a conversa sobre campeonatos e mitos do bodyboarding com os amigos definitivamente compuseram um novo eu. &lt;br /&gt;Eis que uma amiga minha decidira vender a sua prancha. A quantia era um pouco acima do que eu havia juntado com a grana que o trabalho na loja do meu pai me rendia. Acordei com ele uma espécie de “adiantamento” e, enfim, mais um sonho se concretizava. Nem me importava com o fato de ser uma prancha usada. Para mim, ela era a melhor do planeta. Pensei que viraria manchete de jornal como a primeira pessoa a explodir de alegria. E seria uma explosão a cada dia, de tão feliz que eu estava. Ficava na praia das primeiras horas da manhã até o sol se pôr completamente. Tanto empenho redundou numa breve, mas bem sucedida carreira de bodyboarder. Competi, viajei, venci, conheci muita gente e lugares diferentes. Foi, sem dúvida, o mais prolongado de todos os sonhos. Afinal, dura até hoje – não a prancha, é claro, mas a paixão pelo esporte. As competições também ficaram pra trás, mas as sensações de euforia que o esporte me proporcionou dão o ar da graça de vez em quando – especialmente quando viajo ao litoral e posso matar as saudades das ondas.&lt;br /&gt;O terceiro grande sonho foi a temporada no exterior. Desde a pré-adolescência que sonhava com isso. E tinha de ser no Canadá. Sempre que me perguntam o porquê dessa preferência, respondo, de imediato: por causa da bandeira daquele país. É verdade, juro! Acho a bandeira canadense nada menos que fantástica e, como desde criança sempre gostei de ver mapas e bandeiras, logo simpatizei com aquele país, e prometi a mim mesmo que iria para lá. Como a grana em casa nunca foi abundante, não tive a oportunidade de fazer os intercâmbios que os amigos da escola faziam freqüentemente.&lt;br /&gt;Os anos foram passando, entrei pra faculdade, comecei a trabalhar e aí, sim, a ganhar meu dinheiro próprio. Com a primeira promoção de cargo, vi que a chance chegara. Juntei cada centavo durante meses e mais meses. Não pedi um mísero níquel a seu ninguém. Nada, nada, nada. Ralei pra caramba, fiz alguns frilas, deixei de ir pra baladas, comia em restaurantes mais baratos, e, finalmente, passei os quatro meses mais incríveis na minha vida na belíssima Toronto, com direito a conhecer outras cidades canadenses e também americanas. Deus sabe como aproveitei cada segundo de cada dia dos meses que passei por lá.&lt;br /&gt;Há poucos meses, realizei outro sonho monumental: a compra do primeiro apartamento. Estou, a cada dia, curtindo o nosso cantinho, cada detalhe dele, cada cheiro etc. E garanto: não há sensação que se compare à de um sonho concretizado, ou à de ter o que você não tinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116921455263170267?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116921455263170267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116921455263170267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116921455263170267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116921455263170267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2007/01/fundamental-no-ter.html' title='Fundamental é não ter'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116742136153486074</id><published>2006-12-29T15:46:00.000-03:00</published><updated>2006-12-29T16:42:41.560-03:00</updated><title type='text'>Caminhar no Rio. Corra, doido, corra!</title><content type='html'>Há lugares em que o prosaico ato de caminhar merece atenção redobrada. Não necessariamente pelos perigos que oferece, mas pela confusão que, em determinados períodos do ano, os marca. Um desses lugares é a Cidade Maravilhosa – o Rio, para os de casa. Caminhar por aqui não é moleza, apesar de ser uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo em caminhar refiro-me precisamente às caminhadas a pé. Não confundam com passear de carro, trem, ônibus ou metrô. É o ativar as canelas que torna a coisa meio diferente por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se essa percepção é mais interessante para mim (um ex-morador da cidade e agora mero turista) do que o é para as demais pessoas. Mas o fato é que andar pelas ruas do Rio de Janeiro, mais precisamente pelas do bairro de Copacabana (onde morei e onde hoje sempre me hospedo), é uma novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente pelo comportamento das pessoas daqui (falo “daqui” porque, neste exato minuto, estou curtindo as minhas férias na terra onde a Vivi nasceu). O carioca, também pelo fato de morar à beira mar, tem um comportamento bastante diferente do dos moradores de outras cidades. Inclusive daquelas que têm praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, a qualquer hora do dia, as pessoas estão vestidas basicamente com roupas de praia em qualquer lugar que se vá nos bairros mais próximos das praias. Nos restaurantes, padarias, lojas, enfim, em qualquer lugar, biquines, maiôs e sungas são as vestimentas mais comuns. Eu, particularmente, acho isso um barato, especialmente pelo fato de passar o ano inteiro trabalhando numa cidade como Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, além disso, é curioso outro traço do comportamento do carioca. Sempre brinco com a Vivi dizendo que os conterrâneos dela são “barraqueiros”. É verdade. É praticamente impossível caminhar pelas ruas daqui sem se deparar com um bate-boca. Também é verdade que isso pode ser um traço decorrente tanto do fato de tratar-se uma população que luta pelo que quer, como por estar constantemente submetida a doses injustas de violência. Mas também sou obrigado a dizer que o carioca é, certamente, o povo mais espirituoso do Brasil. Tudo aqui vira piada e deboche. O bom humor aparece nas mais diversas ocasiões e quando menos se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses, por exemplo, eu estava no metrô (superlotado) quando recebi os parabéns e um agradecimento por parte de uma senhora ao meu lado. A princípio, é claro, estranhei, mas ela logo explicou. Falando bem alto (outra peculiaridade do carioca) disse que estava feliz por eu estar cheiroso e bem perfumado ao lado dela. Disse que o maior sofrimento de sua vida é pegar metrô lotado com gente fedorenta. Eu, que havia acabado de tomar banho, fiquei feliz com o elogio, mas também envergonhado pelo fato de ela ter dito aquilo na frente de um monte de gente, que ficava me olhando... Bem, mas, este post é para falar sobre caminhadas a pé. Então, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época do ano, o bairro de Copacabana, que já é lotado por natureza, fica absolutamente entupido de gente. Mesmo nas madrugadas é preciso atenção para não sair esbarrando com o pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção, também, e a qualquer hora do dia, com os cachorros. Ou melhor, com os cocôs dos mesmos. O “copacabanense” é aficcionado por um au-au. Absolutamente compreensível, especialmente num bairro em que a população idosa é bastante numerosa. Os cachorros, portanto, são companhia para simpáticos velhinhos e velhinhas de Copa. O problema é que recolher as cacas que os bichinhos fazem nas ruas é quase uma anomalia por aqui. Raríssimos são aqueles que o fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro cuidado que se deve ter são com os velhinhos mesmo. Algumas vezes eles caminham acompanhados de familiares ou assistentes. Mas em outras, batem perna sozinhos, na boa. Acho isso sensacional. E não se engane achando que, por estarem em idade avançada, eles são bobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses, uma mocinha desavisada esbarrou numa senhora que caminhava com o auxílio de uma muleta e, para fazer valer a lei do “barraquismo” do carioca, a velhinha só não chamou a mocinha de espírito-de-luz. Do resto, ela chamou. Cá pra nós, fiquei impressionado com o repertório de desaforos e palavrões pronunciado pela anciã, o que mostrou que, se não paciente, pelo menos ela é bem atualizada. Falou até “caralho” - palavrão que, pra mim, é um dos mais recentes da humanidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, outro desafio (esse sim, dos grandes) é atravessar as ruas. Meus amigos, o motorista carioca é o mais carioca dos cariocas. Entenderam? Quero dizer: se você acha os cariocas mal educados, observe o que eles fazem no trânsito. Vai perceber que semáforos, faixas de pedestre, placas para não buzinar e tudo o mais não devem passar de mero ornamento na concepção deles. Atravessar a rua, portanto, é duelar com esses motoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não adianta reclamar: o pedestre, aqui, não tem vez. Os caras cortam sinal, fecham as passagens, sobem em calçadas e ainda podem xingar todas as suas futuras e antepassadas gerações caso você proteste. As esquinas são áreas de risco total. Taxistas e motoristas de vans e ônibus fazem as curvas em velocidades inacreditáveis, espremendo-se por todas as brechas possíveis (e mesmo as impossíveis) e despreocupando-se, totalmente, com quem está tentando atravessar a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um salve-se quem puder. Se o sinal está fechado para eles, é sempre recomendável olhar com atenção para ver se ninguém vai desobedecer à luz vermelha. Quando estão parados, sente-se facilmente a tensão que os domina à espera da luz verde. Duvido que algum deles mantenha o carro em ponto-morto quando parados em sinais. Os roncos dos motores sendo acelerados são os sons mais comuns. Dizem que o Millôr Fernandes criou a frase segundo a qual é no Rio de Janeiro que pode-se constatar a menor fração de segundos entre o abrir de um sinal e uma explosão de buzinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mais pura verdade. Os motoristas buzinam enlouquecidamente. E por tudo. Suspeito eu que eles crêem piamente que as buzinas têm o mágico poder de desmaterializar os veículos da frente. O pedestre, nisso tudo, fica até constrangido, com peso na consciência, por estar interrompendo aquele tão fundamental fluir dos motoristas. Sinceramente, um dia desses eu tive até vontade de pedir desculpas aos motoristas ao atravessar a rua, obedecendo rigorosamente aos ditames do semáforo. Parece que eu os estava pedindo um favor imenso, afrontando-os ou amaldiçoando-lhes os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, tem uns sinais para os pedestres que, se bem analisados, compõem uma cena de comédia. Já conhecendo os motoristas que têm, os engenheiros de trânsito do Rio de Janeiro colocam em algumas das ruas de Copacabana uns semáforos que, além de acenderem uma luz verde para os pedestres, ainda os avisam sobre o tempo de travessia “segura” que lhes resta.&lt;br /&gt;Minha gente, é hilário. É uma contagem regressiva assustadora! Quando o bicho fica verde pra gente, é cada um por si e às vezes nem Deus por todos. É uma multidão desesperada olhando para aquela contagem do mal. Parece que o mundo vai se desintegrar ao fim daqueles segundos remanescentes. Todo mundo olha pros sinais e passa sebo nas canelas. Entre coleiras e bangalas, os coitados dos transeuntes, aglomerados de forma absurda, correm em desespero para o lado oposto. Depois, respiram aliviados por terem sobrevivido. Mas novamente retomam as orações, porque, mais ali, tem outra rua a atravessar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116742136153486074?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116742136153486074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116742136153486074' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116742136153486074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116742136153486074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/12/caminhar-no-rio-corra-doido-corra.html' title='Caminhar no Rio. Corra, doido, corra!'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116567998794235304</id><published>2006-12-09T12:40:00.000-03:00</published><updated>2006-12-09T13:04:47.283-03:00</updated><title type='text'>Turbulências no céu e na terra...</title><content type='html'>Adivinhem quem foi uma das vítimas da confusão que se instalou esta semana nos aeroportos de várias cidades do País? Quem sugeriu o nome deste coitado que vos escreve acertou bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês não imaginam o sufoco. Tudo começou quando precisei, de última hora, ir ao Rio para uma reunião a qual eu já havia decidido não ir – especialmente pelo fato de, nesta semana, eu ter apresentado meu trabalho de conclusão de curso da pós-graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como imprevisto não pede vaga em agenda, tive de me desdobrar, na terça-feira, para dar conta de ir à aula e, em seguida, correr pro aeroporto. Nem imaginei que o caos estava instalado por lá. No caminho do meu trabalho ao Mec, onde buscaria a Vivi, que, por sua vez, me largaria no aeroporto, decidi ligar o rádio do carro para ouvir a CBN, como habitualmente faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, comecei a me irritar. Ouvi a inacreditável notícia de que uma pane (ou sabotagem, como se suspeitava no dia) no sistema de comunicações do tráfego aéreo havia interrompido as operações em diversos aeroportos brasileiros. Como desisti de acreditar que vivemos em um país sério, tentei não me horrorizar com o absurdo. Mas não deu para ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestei minha preocupação a Vivi, mas, mesmo assim, seguimos para nosso destino. Lá chegando, percebi que a situação era 816 vezes pior do que eu imaginava. Nem mesmo em feriadões de fim de ano vi aquele aeroporto tão cheio. E olha que o freqüento com significativa regularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a fila para o check-in da Tam ia, mais ou menos, até Belo Horizonte, decidi realizar o procedimento naquelas maravilhosas máquinas salva-vidas que a companhia tem instaladas nos aeroportos e que permitem que passageiros sem bagagens possam se livrar das filas gigantescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo feito, recebi a informação de que o vôo sairia, mas com atraso. Liberei, então, a Vivi, e fiquei fazendo hora pelo saguão. Resolvi lanchar. De frente à TV, assistindo ao Jornal Nacional, vejo a informação ao vivo do repórter (rodeado de curiosos ali bem pertinho de mim) de que todos os vôos daquela noite acabavam de ser cancelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo mais singelo, doce e sublime que ouvi ser pronunciado ao meu redor foi um caprichado “puta que o pariu!”. Fiz a mesma coisa, não tão alto e com outro termo (que não vem ao caso). Corri ao balcão da empresa. As meninas de plástico de trabalham nessas companhias só conseguiam repetir: “É verdade, senhor. O senhor vai ter de estar fazendo a sua remarcação de passagem para amanhã”, me diziam elas num lamentável português, sobrecarregado de irritantes gerundismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o jeito foi entrar na fila e remarcar a passagem – puto da vida, é claro. Afinal, eu decidira viajar na noite anterior para não ter de acordar de madrugada no dia seguinte para seguir viagem, uma vez que a reunião estava marcada para as 9h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a informação inicial era de que o vôo sairia apenas às 8h30. Mentira. Entramos no avião às 8h40 e ficamos lá dentro por mais de uma hora, esperando passageiros que chegavam de um outro vôo para acomodarem-se em nossa aeronave. Quando os coitados chegaram, seguimos viagem. Aí, até que tudo transcorreu tranqüilamente. Quer dizer, nem tão tranqüilamente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que sentei-me no assento 28C, lá no C do avião, um japa com cara de infeliz veio me perguntar: “tem certeza de que seu assento é esse mesmo?”. Como sou educado, resolvi checar e vi que era sim. O mais “divertido” é que era o dele também! Overbook safado! Como eu já estava sentado, e tinha o mesmo direito de seguir naquele vôo como o japa-sofredor, falei para ele procurar os comissários. Daqui a uns segundos veio um engomadinho de um comissário pedindo para ver meu cartão. Com um prazer inenarrável mostrei-o, sem perder a oportunidade de dizer que, se algum engano houvesse havido, não era de minha parte, mas da empresa em que ele trabalha, que empurra mais gente do que deveria numa mesma aeronave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema foi logo contornado. Descolaram um lugar pro japa um pouco mais à frente que o meu. Depois de decolarmos, lamentei não ter ficado no lugar que ele agora ocupara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás de meu assento – mais no C do avião ainda – um insuportável casalzinho com sotaque goiano ou mineiro (nada contra goianos ou mineiros, apenas contra o bendito casalzinho) falava, aos berros, uma quantidade insuportável de baboseiras. Se isso ainda não fosse o bastante, ainda tinham as filinhas deles: Emily e Evelyn. Não, não estou de sacanagem, eram esses mesmos os nomes das pobrezinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praguinha da Emily não parava de empurrar meu assento, de gritar e de puxar meu cabelo. Mas eu não esquento. Na verdade, como gosto de criança, logo me virei e fiquei brincando com ela. O problema eram os pais. Os dois bocós depois começaram a discutir porque a outra filha, Evelyn, começou a chorar (ou melhor, a berrar) porque o pai a despertara do sono. A menina, coitada, era muito enjoada. Manhosa e mimada, ficava dizendo que queria dormir sozinha no assento, e não no colo do pai. Este, por sua vez, reclamava com a mulher que a filha era indisciplinada por causa da falta de pulso da mãe, que fazia todas as vontades da criança. Podia até ser verdade, mas, além da provável falta de pulso da mãe, suspeito de uma aparente falta de cérebro do pai, que desfiava um interminável repertório de asneiras das mais variadas ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, deixei a reunião às 11h40 e fui ao Galeão, já que meu vôo estava marcado para 13h. Para minha surpresa, o aeroporto estava vazio e tranqüilo. Pensei que o inferno estaria na sala de embarque. Mas, não. O bocozinho do check-in disse que meu vôo estava no horário, o que meu deu uma tranqüilidade aumentada pelo fato de que, na sala de embarque, de fato as coisas estavam muito tranqüilas. Estavam... Quando me informei lá dentro sobre o meu vôo, percebi que safado do bocozinho mentira pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bosta do vôo estava, sim, atrasado – e muito. Programado para sair às 13h, o avião, segundo uma outra menina de plástico, estava parado em Brasília, só devendo chegar ao Rio às 14h50, ou seja, com quase duas horas de atraso. A minha preocupação era maior porque eu havia me comprometido de estar em Brasília às 15h para comparecer à aula da pós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a espera, fiz a besteira de perguntar para um cidadão ao meu lado se o vôo dele era o mesmo que o meu, já que ele também se mostrava puto pelos atrasos. Besteira porque o cara era um verdadeiro mala. Bastou uma simples pergunta, que poderia ser perfeitamente respondida com um breve “sim” ou “não”, para que o infeliz começasse a puxar papo. Nada contra conversar com estranhos. O problema é quando esse estranho é mais estranho do que você suporta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara começou dizendo que estava cansado porque voltava de uma viagem internacional. Chagava da Alemanha, para ser mais preciso. Até aí, nada de tão ruim, afinal, até que é normal um ser humano querer gabar-se de uma temporada no exterior. O problema é que o Mister Mala perguntou se eu também já havia feito uma longa viagem internacional. Apenas respondi que sim, sem entrar em maiores detalhes para não parecer esnobe como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a criatura não sossegou. Aproveitou a deixa para narrar todas as suas aventuras internacionais e, mais precisamente, a sua surpreendente habilidade com línguas estrangeiras. Sem o menor vestígio de modéstia (e, principalmente, sem eu nada haver perguntado sobre o assunto), o desmiolado teve a petulância de dizer que fala perfeitamente o alemão. “hã-hã, legal”, respondi, deixando claro que, além de não ver nada de fantástico com aquilo, também não querer mais prolongar a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não teve jeito. Ele continuou. Disse que, agora, só falta dominar o inglês, porque todas as outras línguas “fundamentais” (destaque dele), ele já dominava. “Falo perfeito francês, italiano, espanhol”. Isso mesmo, sequer o tan-tan usou a palavra “fluentemente”, ou se preocupou trocar o adjetivo pelo advérbio requerido na frase. Optou pelo perfeito, se achando a confirmação da existência divina. Em relação ao inglês, ele voltou a dizer que seu objetivo, a partir de agora, era dominar 100% da língua de Shakespeare, mas que, no momento, ele só a domina em “90%”. Sinceramente, poucas vezes ouvi uma merda tão grande sobre esse assunto. Fiquei me perguntando o que diabos seria dominar 90% de uma língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, de cada frase composta por 10 palavras em inglês, o infeliz acerta nove? Ou será que ele só ainda não domina o present perfect? Huumm, meio improvável essa segunda hipótese, pois certamente representa uma porcentagem muito maior. Mas, enfim, nem ousei perguntar. Tratei de ligar meu computador e preparar a apresentação de meu trabalho para fugir do foco do Bag Man. Graças ao santo Santos Dummont que o avião que levaria aquela besta-fera chegara. Despedi-me educadamente desejando-lhe boa viagem (e, sinceramente, nunca mais reencontra-lo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, chega minha hora de embarcar. Aliviado e ansioso, fiquei muito irritado quando percebi que estávamos parados na pista do aeroporto, aguardando uma porra de uma autorização que não chegava nunca. Meia hora depois ela chegou. Decolamos e eu fazia as contas para saber quanto da aula eu ainda conseguiria assistir. Como decoláramos às 15h30, imaginei que pousaríamos em solo candango às 17h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião chacoalhava muito devido ao mau tempo. E foi exatamente esse mau tempo que me trouxe mais um motivo de irritação. O piloto anunciara que, devido às péssimas condições climáticas em Brasília, não poderíamos aterrissar. “Caralho, hoje é meu dia!”, protestei individualmente. O pior é que o piloto nos enganou. Disse que passaríamos 20 minutos esperando para pousar. Mas, na verdade, passamos uma hora. Sim, 60 minutos dando voltas no céu de Brasília. Quando eu já nem acreditava mais que desceria daquele avião, enfim, pousamos. Olhei pro relógio: 17h50! Impossível chegar à aula em tempo, já que a mesma terminaria às 18h. Liguei para uma colega da turma, que confirmou que, especialmente naquele dia, a aula terminara mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei pra Vivi e refizemos os planos, que eram, antes, de ela me pegar na aula e novamente, seguirmos para o aeroporto, de onde, desta vez, ela seguiria em viagem. Na reformulação de nossos planos avisei que ficaria guardando o lugar dela na fila da Gol, que estava bem pertinho de Vitória, no Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramo-nos, beijamo-nos e fomos lanchar. O aeroporto continuava insuportavelmente cheio. Mas, ela deu mais sorte que eu. Apesar do atraso, seu vôo saiu. E eu também saí... correndo daquele inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116567998794235304?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116567998794235304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116567998794235304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116567998794235304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116567998794235304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/12/turbulncias-no-cu-e-na-terra.html' title='Turbulências no céu e na terra...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116493131090146027</id><published>2006-11-30T20:58:00.000-03:00</published><updated>2006-11-30T21:56:03.566-03:00</updated><title type='text'>O Monstro do Varal</title><content type='html'>Passei grande parte da vida ouvindo retumbantes argumentos contra o ato de casar. Inclua, nesse ato, as chamadas relações estáveis, uniões não formais, “amancebamentos” etc. Devo confessar que, também durante grande parte da vida, concordei com os argumentos então apresentados. O repertório de irrefutáveis lamentações daqueles que haviam juntado as escovas de dentes construía uma inabalável barreira de rejeição, de minha parte, em dividir um cafofo com alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como até uva passa (sempre detestei esse trocadilho, mas só de sacanagem vou usá-lo), as minhas percepções também mudaram – inclusive aquelas sobre casamento. É evidente que não é a coisa mais perfeita e harmônica do mundo. Mas pode ser a mais engraçada. Na verdade, é A mais engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ainda está solteiro não sabe, por exemplo, que os prováveis desentendimentos por causa da toalha molhada largada sobre a cama ou devido ao tubo de pasta de dente espremido pelo meio não representam uma milionésima fração dos acontecimentos banais que, em uma relação a dois, podem se transformar em hecatombes maritais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês sabiam, por exemplo, que existem técnicas para estender roupas no varal? Se você, que está lendo, for mulher, certamente não verá novidade alguma nisso. Mas para nós, compostos por cromossomos X e Y, isso é tão ou mais surpreendente que os segredos de Fátima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã, por exemplo, depois de ter perdido a hora por causa de um despertador incompetente, levei um senhor puxão de orelhas da Vivi. Sim, sem dó nem piedade, às 9h30 da madrugada, a malvada me chamou à área de serviço e me deu um sermão colossal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que vocês entendam o enredo. Marido moderno como sou, não admito a postura de “ajudar” a mulher com as tarefas do lar. Macho que é macho, hoje em dia, DIVIDE com elas o rojão que a manutenção da ordem doméstica requer. Por isso, na quarta-feira à noite, depois que Esmeralda (nossa máquina de lavar roupa) acabou sua labuta, dirigi-me à mesma e dela tirei as camisas (minhas e da Vivi) que lá dentro outrora chacoalharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacolejei-as ao ar antes de levá-las às cordas - outro indispensável ensinamento angariado depois de consolidarmos nossa união estável. De acordo com a mestra Vivi, isso serve para que, na hora de passar, a roupa desamasse com maior facilidade e produza um resultado melhor... Juro que nem questiono. Eu, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, depois das sacolejadas, peguei os pregadores e mandei ver, como sempre fiz. Estendi peça por peça, com muito pensamento positivo e amor no coração. Depois disso, seria só esperar pelo dia seguinte para recolhê-las, sequinhas e perfumadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huuum, mas, aí, deu-se a refrega. “Pô, Waguinho! Quantas vezes eu vou ter de falar que não é assim que se estende esse tipo de roupa?!!”, esbravejou comigo a Pimentinha. Teve mais: “se quer estragar as roupas, que estrague as suas, mas preserve as minhas!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu Deus, o que terei feito”, matutei eu, sem ousar defender-me de tão cruéis ataques. Pela veemência com que ela me colocara contra a parede, tive certeza de que meu erro fora tão grave que teria sido capaz de arruinar o que sobra da camada de ozônio, secar as reservas de água do planeta ou deixar pelados os últimos exemplares do mico-leão-dourado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vozinha fraca e sem ânimo saiu, depois de muito tempo, lá de dentro do meu eu. “Mas, meu amor, o que está errado?”, indaguei, inocentemente.&lt;br /&gt;“Como 'o que está errado?'”, irritou-se a dona-do-lar. “Já não te falei que roupas de malha não podem ser estendidas pelas pontas porque vão ficar tortas?”, explicou, certamente pela última vez na vida, minha impaciente coisinha linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raaapaaaaaz, vocês pensam que a tromba dela se desfez logo? Que nada. Ficou calada no carro até eu deixá-la no trabalho. O beijo de despedida pareceu uma alfinetada em minhas bochechas – já doloridas de tantas tentativas de fazê-la reconciliar-se com “O Monstro do Varal” (ou seja, eu).&lt;br /&gt;Mas, enfim, na hora do almoço, toda a crise fora desfeita, e a paz voltou a reinar. Mas não estou de todo calmo. Enquanto redijo estas palavras, Esmeralda está lá, funcionando a mil, só me esperando para retirar e estender mais roupas no varal. Tomara que dessa vez dê certo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116493131090146027?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116493131090146027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116493131090146027' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116493131090146027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116493131090146027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/11/o-monstro-do-varal.html' title='O Monstro do Varal'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116360194929363236</id><published>2006-11-15T11:43:00.000-03:00</published><updated>2006-11-15T11:45:49.310-03:00</updated><title type='text'>Quanto tempo dura o tempo?</title><content type='html'>Quando criança, achamos, no fundo, que os velhos já nasceram velhos e que nós, no máximo, seremos adultos jovens, fortes e imbatíveis. Na verdade, super-heróis. Mais adiante, quando a vida de fato nos faz sentindo (ou quando perde definitivamente seu sentido), achamos que conseguiremos driblar o tempo e permaneceremos eternamente no gozo da juventude. Nessa fase, a velhice e a passagem impiedosa do tempo nos são idéias remotas, embaçadas, estranhas. Praticamente abstrações. Abusamos da ilusória noção de sobra de tempo e lançamos aos confins de um futuro inatingível realizações que estupidamente adiamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo me fascina na mesma proporção em que me atemoriza. Não o tempo em si, esse conjunto de frações que ao longo dos séculos nos localiza entre o que fomos, o que somos e o que seremos. É a passagem dele que às vezes (muitas vezes) me dá calafrios. Quanto mais você pensa no assunto, mas o tempo lhe escapa às mãos. Cria-se, com o tempo, uma relação quase obsessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tenta aproveitá-lo ao máximo, cai em uma inexorável fadiga — que o faz lamentar certa ausência de ócio. Se se entrega às delícias da preguiça, vai chorar na velhice pelo tempo escorrido entre dedos quando a juventude lhe permitia desfrutá-lo. E, por mais que você queira acreditar, não existe meio termo. Para ser ainda mais cruel: estamos sempre perdendo tempo. E quando nos damos conta disso, já não há mais tempo suficiente para remediar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116360194929363236?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116360194929363236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116360194929363236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116360194929363236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116360194929363236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/11/quanto-tempo-dura-o-tempo.html' title='Quanto tempo dura o tempo?'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116069805824382584</id><published>2006-10-12T19:51:00.000-03:00</published><updated>2006-10-12T21:07:38.936-03:00</updated><title type='text'>Coisas políticas</title><content type='html'>Não assisti ao debate da Band entre os presidenciáveis. Minha mudança de apartamento tomou-me todo o tempo e, sinceramente, se tempo eu tivesse tido, certamente me negaria a tê-lo assistido. Estou, no mínimo, enojado com o ambiente político nacional. Não de hoje, é claro. Mas, a cada dia, a aversão cresce. Bem, mas a safadeza toda pelo menos não me causou amnésia, algo que parece ter acometido 40 milhões de brasileiros que votaram no picolé de chuchu, o Alckmin, no primeiro turno. Não vou votar de novo, pois ainda não transferi meu título pra Brasília. Mas, se fosse votar, confesso: votaria no Lula. Não com o mesmo entusiasmo, é verdade, com que votei nele nas vezes anteriores. Mas, principalmente, para evitar a volta dos tucanos ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho engraçado, pra não dizer repugnante, essa onda de “surpresa” que tomou conta do Brasil com os casos de corrupção no atual governo. Claro que esses casos são vergonhosos, revoltantes e devem ser punidos com severidade “hamurabiana”. Eclodindo no seio de um partido que cresceu arrotando ética, são mais revoltantes ainda. Mas, peraí. Quer dizer que corrupção é novidade no Brasil? Quer dizer que surgiu tudo agora? Quer dizer que os governos anteriores foram exemplos de dignidade e conduta irrepreensível? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ninguém se lembra dos milhares de escândalos do governo FHC? Será que ninguém se lembra que o então procurador geral da república, Geral Brindeiro, mandava enterrar todas as investigações sobre os casos de corrupção do governo tucano — o que, inclusive, lhe rendeu o apelido de “engavetador geral da republica”? Nem preciso citar novamente a roubalheira com as privatizações (e o que elas representam), a compra de deputados para defender a reeleição e tantas outras maracutaias que até hoje reverberam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o picolé de chuchu e sua corja insistem no tom de novidade que as corrupções atuais representariam. Ah, vão pra puta que os pariu! Perdoem o linguajar, mas é revoltante ver esses vermes dizerem que eles têm a solução para o país sair do atoleiro. Porra, (mais palavrão, hein?), se têm a chave do sucesso, por que não a usaram durante os oito anos que passaram no poder? É um cinismo absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico mais revoltado ainda quando vejo as pessoas dizerem que o Alckimin seria um bom presidente porque é “sério”. Não o conheço ao ponto de questionar ou defender sua seriedade. Mas será que ninguém percebe que não podemos mais perpetuar essa pobre filosofia de eleger alguém baseado apenas em sua seriedade? Porra, (de novo!), seriedade é o mínimo que se pode esperar de um candidato, minha gente.  Vamos deixar de pobreza de espírito. Só seriedade não basta. Tem de ser competente. Tem de ter capacidade de assumir e cumprir compromissos. Tem de defender uma ideologia que, de fato, atenda às necessidades da população. E, outra coisa: que diabos de critérios de seriedade o povo está usando? Por que acham que o Alckimin é sério? Em minha opinião, essa percepção nada mais é do que a mentalidade chinfrim, e arcaica, que endeusa a figura do “doutor engomadinho”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse, não assisti ao debate, mas dele muito ouvi falar. Hoje, por exemplo, li um e-mail que desce o sarrafo na postura de Lula no programa, listando uma série de baboseiras que ele disse. De fato, são baboseiras. Porém, são fruto muito mais de sua falta de instrução do que de capacidade ou habilidade política. A maior merda do debate, ao que me parece, foi dita pelo Alckimin. Tentou ser engraçadinho ao dizer que venderia o “Aero-Lula” para construir cinco hospitais, dizendo que, com isso, ajudaria a melhorar a saúde do país. Que burrice. Que asneira. Que opinião idiota. E olha que ele é médico, hein? Deve ser um médico de bosta. Essa percepção de que a saúde pública se resolve com a construção de hospital é tão medíocre quanto achar que segurança pública se garante abarrotando as ruas de policiais armados até os dentes. Na verdade, ele sabe (ou deveria saber) que o que menos precisamos para assegurar uma saúde pública de vergonha é de novos hospitais. Claro que, como integrantes de um sistema eficiente e digno, os hospitais devem existir em número suficiente, bem aparelhados e com profissionais capacitados. Mas, um sistema de saúde efetivo se constrói garantindo condições de vida que evitem o adoecimento da população. Isso é básico. O resto é palhaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOTO NULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa (hoje tô meio revoltado). Vamos acabar com essa baboseira de dizer que votar nulo é errado, que é coisa de doido, que é coisa do cão. Claro que não faço apologia à anulação de votos. Até teci críticas a alguns amigos que, desde o início, disseram que votariam nulo. Mas, não sejamos maniqueístas. O voto nulo é, sim, expressão de uma vontade. É protesto e é recado. É a manifestação de alguém que, dentro de um sistema democrático, não enxerga entre os candidatos, algum que seja apto a representá-lo. Detesto essas propagandazinhas idiotas e coloridas do TSE, ou os recadinhos dados a toda hora, de que votar nulo é desperdício, é desvalorização de um direito. Coloco-me na pele dos que querem notar nulo por não acreditarem nos nomes que estão aí postos. Respeito suas posturas. Mas peço: se não votarem mesmo no Lula, pelo menos não elejam o picolé de chuchu.  Retroceder, nunca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116069805824382584?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116069805824382584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116069805824382584' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116069805824382584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116069805824382584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/10/coisas-polticas.html' title='Coisas políticas'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-116002088556749296</id><published>2006-10-05T00:28:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T01:01:25.583-03:00</updated><title type='text'>Sei lá (já usei esse título, mas faltou inspiração...)</title><content type='html'>Nada evolui em nosso horizonte político. Entra eleição, sai eleição, e a zona continua. O lixo muda, mas as moscas permanecem. Para aqueles que discordam de mim, e tenho certeza de que são muitos os otimistas (ou Polianas), pequenos argumentos: ressuscitam ou perpetuam-se no cenário político assombrações das mais tenebrosas. Duvida? Então, toma: Fernando Collor foi eleito; Paulo Maluf foi eleito; Joaquim Roriz foi eleito; José Roberto Arruda foi eleito; Alberto Fraga foi reeleito e muitos e muitos outros fantasmas continuam a nos rondar. Até Clodovil, Deus meu, foi eleito! Claro que o susto não se dá pelo fato de ele ser gay. Isso até poderia ajudar a desfazer algumas das lógicas reacionárias e medievais que imperam em nosso parlamento. Mas, vocês viram a resposta dele quando questionado sobre que propostas pretendia apresentar ao longo de seu mandato? O mais sincero e desanimador “sei lá”. Pois é, “sei lá”. Na verdade, é um “sei lá” que se postará diante de nós sempre que avaliarmos ou nos perguntarmos a respeito do futuro desse país do futuro. Sei lá. Vai ver que o Clodovil tá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog também é cultura. Hoje, 5/10, tem uma mocinha que está chegando à fase adulta de sua vida, completando 18 aninhos. Ainda que ela não seja perfeita, é importantíssima para o país inteiro. Sabe de quem eu estou falando? (tempo para pensar). Quem pensou na Sandy vai pro inferno (com ela, é claro). Pois é, minha gente, a mocinha em questão é a Constituição Federal do Brasil. Tô patriótico, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não transferi meu título para Brasília, por isso, não votei. Cheguei a achar isso ruim. Mas, diante das coisas que apareceram ao longo da campanha, até que foi um alívio.  Não tô nada patriótico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-116002088556749296?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/116002088556749296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=116002088556749296' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116002088556749296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/116002088556749296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/10/sei-l-j-usei-esse-ttulo-mas-faltou.html' title='Sei lá (já usei esse título, mas faltou inspiração...)'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-115854608625698084</id><published>2006-09-17T22:38:00.000-03:00</published><updated>2006-09-17T23:21:26.270-03:00</updated><title type='text'>Superstição</title><content type='html'>Não sou supersticioso. Essa coisa de superstição dá azar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-115854608625698084?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/115854608625698084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=115854608625698084' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115854608625698084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115854608625698084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/09/superstio.html' title='Superstição'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-115742339450092625</id><published>2006-09-04T23:04:00.000-03:00</published><updated>2006-09-05T20:45:47.290-03:00</updated><title type='text'>Atrasos</title><content type='html'>Muitos de vocês já me devem ter ouvido falar que o horário eleitoral gratuito na TV é um grande programa de comédia. Tenho de me corrigir: é uma tragicomédia. É inevitável rir daqueles seres esdrúxulos que esmolam por nossos votos. Mas o lado obscuro da coisa é que eles, esses seres monstrusos, serão os nossos representantes. E outros seres ainda mais monstruosos votam neles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só hoje, com muito, mas muito atraso, assisti ao filme Fahrenheit 9/11, que há tempos me cobrava. Estupendo. Michael Moore lê pensamentos. Não há outra explicação. Ele diz, no filme, tudo o que sempre tive vontade de dizer a respeito do Bush, da imprensa e do povo americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Mainardi reúne, com precisão cirúrgica, as mais desprezíveis características que um colunista pode ter: texto medíocre e ironia barata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-115742339450092625?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/115742339450092625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=115742339450092625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115742339450092625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115742339450092625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/09/atrasos.html' title='Atrasos'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-115431284418492389</id><published>2006-07-30T23:24:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T21:03:08.620-03:00</updated><title type='text'>O pão que o Waguinho amassou</title><content type='html'>Talento culinário é artigo raro aqui em casa. Eu e a Vivi, como cozinheiros, somos excelentes vizinhos. Ela ainda é muito melhor do que eu. Afinal, sabe até fazer almoço: arroz, feijão, salada, carne. Além disso, faz uma macarronada à bolonhesa como poucos no planeta. Mas seus dotes param por aí. No meu caso, a coisa é ainda mais grave. Em 32 anos de existência, só obtive êxito na cozinha com dois produtos: uma sopa e bolo de chocolate. Ambos, devo confessar, foram fruto muito mais da necessidade do que da centelha divina que acompanha mestres-cuca.&lt;br /&gt;A necessidade da sopa foi uma gripe do tipo “blockbuster” que certa vez acometeu a Vivi, obrigando-me a dar uma de enfermeiro, cozinheiro e curandeiro. O bolo de chocolate, para um chocólatra como eu, nada mais é do que legislar em causa própria.&lt;br /&gt;Bem, hoje, domingo, a Vivi resolveu desafiar sua habilidade culinária e criar um pão. Sim, o singelo alimento com o qual o filho do papai do céu tantos simbolismos criou. A receita fora dada por minha mãe, que ontem voltou para Natal depois de duas semanas conosco.&lt;br /&gt;Havíamos acabado de voltar do supermercado quando a “artista” foi pra cozinha. De cara, alertei: “não inventa, Viviane. Vai perder o maior tempão do nosso domingo aí na cozinha pra ter trabalho à toa”, disse eu, na tentativa de demovê-la da idéia. Não deu certo. Parti para “ameaças” mais sérias: “Olha só, não vou limpar nada que você sujar e nem vou sovar a massa, viu?”. Bem, como vocês sabem, conselhos masculinos para uma mulher teimosa têm o mesmo efeito que o resultado das sinapses em cérebros de louras-burras, ou seja, nenhum. E lá foi a Vivi.&lt;br /&gt;Fiquei na sala sem nem querer ver o que acontecia em nossa cozinha. Mas não resisti à curiosidade. Xii, meu Deus!! Eu deveria ter ficado no sofá!! A cozinha, minha gente, estava uma mistura de Líbano com os países atingidos pela tsunami. Um verdadeiro pandemônio. Um pacote de manteiga aberto, jogado e lambuzado em cima da bancada de madeira. Casca de ovos, caixa de leite, pacotes de sal e açúcar. Fatias de queijos variados e presuntos espalhados pelos quatro pontos cardeais de nossa cozinha e uma nuvem de farinha de trigo envolvendo todo o ambiente completavam o cenário.&lt;br /&gt;Tentei voltar sem ser notado para a sala, onde, junto ao Lupi (nosso cachorrinho), assistia ao jogo do Flamengo (que perdeu, eu sei). Mas não foi possível. Caí na gargalhada ao ver a coitadinha desesperada em meio àquela confusão. É evidente que ela deve ter tido vontade de me matar, mas também não resistiu e cedeu ao riso. Mas não sem se vingar.&lt;br /&gt;Aproveitou a deixa para solicitar meus préstimos. E é claro que eles foram no sentido de fazer força: sovar a massa. Aos que não sabem, isso significa amassa-la até que ela chegue a um ponto qualquer. (Hoje entendo porque a tarefa de amassar o pão foi atribuída ao Capeta!). Bem, lá estava eu, sentado no sofá, segurando no colo com uma bacia dentro da qual um troço melequento e encorpado exigia meus cuidados. Enquanto eu estava literalmente com a mão na massa, a Vivi se aproximava periodicamente para jogar dentro da gororoba mais farinha de trigo, um truque para que a massa vá chegando ao seu ponto — identificado quando ela não gruda mais nas mãos.&lt;br /&gt;Bem, um tempão depois, falei pra Vivi que nosso objetivo havia sido atingido, ou seja, que a massa estava no ponto. Ok. Seguindo a receita de minha mãe, a Vivi deixou a massa descansar (apesar de que quem merecia tal descanso fosse eu).&lt;br /&gt;Começamos a assistir ao filme que alugáramos no sábado quando, meia hora depois, a Vivi volta pra cozinha para abrir a massa e recheá-la. Aí, meus leitores queridos, deu-se a moléstia. Uns minutinhos depois a coitada (da Vivi, não da massa) grita por mim, em desespero. Vou socorrê-la. Vejo algo surreal.&lt;br /&gt;Com um rolo de massa na mão direita, farinha de trigo no rosto, cabelo e todo o corpo, e compreensíveis lágrimas nos olhos, a criatura mostrava-me, desesperada, a massa que grudara-se irrevogavelmente ao rolo. Uma seboseira medonha. “Liga pra sua mãe, Waguinho. A massa não ficou no ponto e eu não sei o que fazer”, apelava ela. Obviamente cai em uma segunda crise de riso, mas atendi ao pedido dela. Falei com minha boa e samaritana mãe, que nos explicou o caminho da salvação.&lt;br /&gt;Depois de contornada a situação, a cena na cozinha era de devastação. Nosso lar estava irreconhecível, corrompido, desolado. Mas a Vivi comprometeu-se a organizar e a limpar tudo.&lt;br /&gt;Novamente víamos o filme quando ela se levantou para ver se podia tirar o pão do forno. Teimou quando eu disse que o dito-cujo ainda estava cru, mas enfim cedeu à óbvia brancura da massa que se postava diante dela.&lt;br /&gt;Minutos mais tarde, tchan, tchan, tchan, tchan... o bicho ficou pronto. E não é que ficou uma delícia! Não ficou bonito, é verdade. Fui agora à cozinha e me deparei com um troço que parecia o cruzamento de Allien, o oitavo passageiro, com o bebê de Rosemary. Ou do ET de Varginha com o Chupa-Cabra. Mas, quem vê cara não vê gosto, né? E a Vivi pode se orgulhar e acrescentar mais uma façanha à lista de suas artimanhas culinárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-115431284418492389?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/115431284418492389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=115431284418492389' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115431284418492389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115431284418492389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/07/o-po-que-o-waguinho-amassou.html' title='O pão que o Waguinho amassou'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-115297584864608873</id><published>2006-07-15T12:03:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T21:07:35.853-03:00</updated><title type='text'>O golpe e a burrice</title><content type='html'>Qual o resultado da combinação entre juízo de menos e ganância de mais? Resposta: alguma imbecilidade. E foi dessa fonte que bebi e por causa dela que me dei mal. Vejam só o que me aconteceu ontem.&lt;br /&gt;Em pleno horário de trabalho, recebo, da Vivi, uma mensagem via e-mail. A Vivi, aos que não conhecem, é minha mulher. Assim como eu, ela abomina mensagens de correntes, pensamentos e baboseiras dessa natureza que circulam diariamente pela Internet.&lt;br /&gt;Receber uma mensagem dela, portanto, é uma espécie de certificado de garantia para mim. Sei que não vai ser nada com risco de propagar algum vírus ou de desviar minha atenção para algo desprovido de futuro.&lt;br /&gt;Ah, meus amigos, reverei meus conceitos.&lt;br /&gt;A mensagem que ela me passou dizia que a Ericsson (sim, a empresa de celular) estava distribuindo, GRATUITAMENTE, computadores tipo lap tops, ou notebook. A intenção seria concorrer com a Nokia (pasmem: outra empresa de telefonia celular!!) Bastaria ao interessado em uma dessas máquinas repassar e bendita mensagem a pelo menos oito amigos. E (atenção) não esquecer de, ao repassar a mensagem, enviá-la com cópia para uma fulana qualquer, gerente da respectiva empresa, para que ela visse a sua atitude e a recompensasse com a prometida máquina.&lt;br /&gt;Que anta, meus Deus, acreditaria nessa promoção? Será que a pessoa não perceberia que isso só pode ser enganação? ... É, meus amigos, a anta que vos escreve foi uma dessas almas ludibriadas. Não sei se de fato acreditei piamente na maravilhosa oferta, mas devo confessar que também não duvidei. Reduzi meu senso crítico, geralmente tão aguçado, a patamares de zero absoluto (se é que a adjetivação do numeral em questão reforça o que quero dizer).&lt;br /&gt;Imediatamente, o jumento aqui repassou a porra da mensagem pra todos os contatos de sua caixa de e-mail. Você, que me lê neste exato momento, provavelmente foi vítima de minha burrice.&lt;br /&gt;Pois bem, quase que imediatamente após a minha jumentisse começaram a chegar respostas a minha sandice. A primeira delas, vinda de um colega de Natal, tirava sarro da minha cara dizendo que as referidas empresas eram de celulares — e que celulares e computadores são seres diferentes. Uma amiga de trabalho, com o sarcasmo que eu merecia, disse estar curiosa para saber se eu conseguira ganhar o lap top. Meu tio, lá de Bauru (SP), incentivava-me a acreditar, uma vez que ele já havia ganho um notebook da Sony, um da Mitsubishi e outro da Nestlé. Um amigo da pós-graduação, um pouco mais sensível e solidário ao meu sofrer, explicou, tin-tin por tin-tin (para que o burro aqui pudesse entender), que essas coisas, criatura, são de mentirinha, de faz-de-conta, história da carochinha. Para sacramentar minha humilhação, ainda enviou um texto no qual há vários exemplos de patifarias semelhantes para desmiolados exatamente como eu. Dava, ainda, outros conselhos óbvios para seres humanos racionais (o que não é o meu caso) como, por exemplo, não repassar essas mensagens expondo os e-mails dos outros (outra merda que fiz).&lt;br /&gt;Então, minha gente, foi isso. Só me resta, humildemente, pedir perdão àqueles que foram vítimas da minha ausência de cérebro e que receberam a mensagem. E pedir, também, que a Vivi jamais volte a me passar mensagens desse gênero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-115297584864608873?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/115297584864608873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=115297584864608873' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115297584864608873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115297584864608873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/07/o-golpe-e-burrice.html' title='O golpe e a burrice'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-115180757964498159</id><published>2006-07-01T23:11:00.000-03:00</published><updated>2006-07-01T23:32:59.683-03:00</updated><title type='text'>A Copa e a vida como ela é...</title><content type='html'>Este post é só para não dizer que não falei da Copa do Mundo, uma vez que futebol não está em minha lista de predileções. Mas acho que vale a pena citar o assunto pelo menos como metáfora.&lt;br /&gt;Não fiquei chateado exatamente com a derrota do Brasil. Afinal, derrota é fundamental. Enriquece e aprimora. Fortalece e renova. Reconstrói e purifica.&lt;br /&gt;O que me enfurece em determinadas derrotas é a ausência de luta. Isso, sim, é insuportável. Se é para brigar ou para jogar, que se aja como se fosse a primeira luta, a primeira partida. Ainda que tenha a força de um Golias, que se preserve a disposição de um Davi. Ainda que se seja penta-campeão, que se preserve a humildade de uma seleção da Groenlândia.&lt;br /&gt;Pronto. Copa, agora, só em 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-115180757964498159?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/115180757964498159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=115180757964498159' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115180757964498159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115180757964498159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/07/copa-e-vida-como-ela.html' title='A Copa e a vida como ela é...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-115118921429719094</id><published>2006-06-24T19:16:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T19:46:54.400-03:00</updated><title type='text'>Sotaque</title><content type='html'>Passei a semana passada em Recife, ou melhor, no Recife, ou melhor ainda, no "Ricifi", como pronunciam meus conterrâneos. Sim, meus conterrâneos. Àqueles que ainda não sabem, informo que nasci na belíssima capital pernambucana, mas acabei sendo criado na mais bela ainda Natal. Bem, o retorno provisório e fulminante às origens foi bem interessante. Não revi familiares ou amigos. Até porque os primeiros praticamente não os tenho lá, e os segundos também não habitam a Veneza brasileira.&lt;br /&gt;O interessante foi mesmo pisar de novo em solo nordestino, o que não faço há praticamente dois anos. Foi uma "matação" de saudade só. Os cheiros, o calor, a comida, o sotaque. O sotaque, aliás, foi o que me causou as maiores sensações.&lt;br /&gt;Apesar de conservá-lo presente em minha fala, reconheço que já o perdi em grande parte. O que lamento, afinal, o sotaque talvez seja, após as nossas combinações genéticas, o que mais nos caracteriza, identifica ou diferencia. Mais que as modas e os costumes. Estes podemos incorporar ou abandonar, sem traumas ou dificuldades. O sotaque não.&lt;br /&gt;Os primeiros fonemas que saem de nossas bocas, quando bebês, são formulados já tendo por base o nosso sotaque. O "mamãe" que um bebê amazonense pronuncia jamais será igual ao que o faz um bebê gaúcho, ainda que alguma semelhança os confunda.&lt;br /&gt;O sotaque é a raiz da raiz de nossa fala. Carrega consigo mais do que a uma maneira de se expressar. É resultado das fantásticas formas de miscigenação que nos constituem. Mantém presentes os nossos ancestrais e aqueles que os influenciaram e com quem conviveram.&lt;br /&gt;É fascinante buscar saber por que um sertanejo, lá dos confins do Nordeste, fala "arrente" (a gente), "arriba" (em cima), "muitcho" (muito) e diversas outras palavras que mantêm viva a presença de povos de outros continentes (no caso, os espanhóis) em nossas terras.&lt;br /&gt;Sou, sempre fui e serei um apaixonado por sotaques.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-115118921429719094?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/115118921429719094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=115118921429719094' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115118921429719094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/115118921429719094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/06/sotaque.html' title='Sotaque'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114963583115262531</id><published>2006-06-06T19:51:00.000-03:00</published><updated>2006-06-06T20:17:11.216-03:00</updated><title type='text'>A burrice que surpreende</title><content type='html'>Embora eu tenha prometido não surpreender-me com mais nada nesse mundo, a burrice continua a desafiar a minha tolerância. Duas notícias, sobre uma mesma critura desprovida de massa encefálica, deixaram-me boquiaberto. Refiro-me a uma tal de Sabrina Sato, que, ontem, fiquei sabendo ser apresentadora de um programa de TV. Não sei em que canal a "pocotó" trabalha, mas, pelo que ouvi dizer, participa de um daqueles programas de pegadinhas. Ops, uma retificação. A jumenta em questão não está mais no programa. Foi despedida há alguns dias. (Há justiça divina...)&lt;br /&gt;Mas não foi a demissão dela a minha segunda surpresa. (a primeira, claro, foi saber que alguém contrata uma jumenta dessa espécie para apresentar algum programa de TV. Fala sério, nem Globo Rural merece isso).&lt;br /&gt;A segunda surpresa foi com a entrevista de última página que a Época desta semana traz. Adivinhe quem é a entrevistada??? Muito bem, acertou: a topeira, que, além de tudo, é uma daquelas "ex-BBB", alcunha que está virando símbolo de status entre as mentes ocas dos dias de hoje.&lt;br /&gt;Gente, está de morrer de rir. Ou melhor, morrer de lamentar que a mídia abra espaço para coisas desse tipo. Mas, realmente, as respostas da "pata" são hilárias. Vocês acreditam que, ao ser questionada sobre pessoas que admira, a tapada respondeu que admira Ghandi? Não, claro que esse não é o problema. O absurdo da resposta está na razão que a bunduda aponta para sua preferência: "por pregar a passividade"!!!! O mundo gay deve estar em polvorosa!&lt;br /&gt;Tem mais: ao ser perguntada sobre o que está lendo, a sabichona diz que está lendo Intermitências da Morte, de Saramago. Mas, claro, ressaltou: "é um livro muito difícil". (pra ela, até as historinhas da Turma da Mônica devem ser desafio intelectual...).&lt;br /&gt;Acha que acabou? Veja essa: "gostaria de ter uma profissão estável, como bailarina". De fato, o mercado do balé, num país que não valoriza a cultura como o Brasil, mostra-se excepcionalmente atrativo, tranqüilo e, como diria a burra, estável. Tem muito mais besteirol, mas, como não vou perder mais tempo com esse ser sem cérebro, vou citar só mais uma.&lt;br /&gt;Como gostaria de morrer?, pergunta a repórter. Vejam que resposta linda: "Morta por um urso-polar".&lt;br /&gt;Tomara que consiga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114963583115262531?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114963583115262531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114963583115262531' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114963583115262531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114963583115262531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/06/burrice-que-surpreende.html' title='A burrice que surpreende'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114852402016003370</id><published>2006-05-24T23:17:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T23:27:00.190-03:00</updated><title type='text'>Quero ser abduzido</title><content type='html'>Ainda que eu nunca tenha duvidado da existência de discos voadores, seres extra-terrestres, dimensões paralelas e afins, só referendarei a minha convicção neles quando postarem-se diante de meus olhos. Portanto, representantes de outros mundos (excluindo-se os dos mortos) vocês têm uma chance única de provarem sua existência. Quero ser abduzido!&lt;br /&gt;Cheguei à essa conclusão recentemente, diante de uma superficial e momentânea avaliação dos dias de hoje. Corrupção, violência, poluição, totalitarismo, autoritarismo, sadismo... Não, não e não. Levem-me ao espaço sideral. Implantem um chip em meu corpo. Façam em mim seus experimentos e estudos sobre a raça humana. Vão descobrir que perderam tempo com algo não muito importante, mas, se é em nome da ciência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114852402016003370?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114852402016003370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114852402016003370' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114852402016003370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114852402016003370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/05/quero-ser-abduzido.html' title='Quero ser abduzido'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114727383590892648</id><published>2006-05-10T10:37:00.000-03:00</published><updated>2006-07-19T08:41:41.946-03:00</updated><title type='text'>Feijão Maravilha</title><content type='html'>Não há absolutamente nada de errado em saciar o desejo de comer aquele prato de que tanto gostamos. Mas, se não tomados determinados cuidados, corre-se o risco de transformar o assassinato da fome em arrependimento. Foi o que nos aconteceu no fim de semana passado. Lá pelas 14h, a Vivi, carioca da gema, sugeriu que tivéssemos como almoço uma suculenta feijoada.&lt;br /&gt;Bem, feijoada está longe de ser o meu prato favorito, mas admito que não desgosto da referida iguaria. Acontece que, aqui em Brasília, a representação das culinárias regionais (apesar do cosmopolitismo da capital federal) nem sempre é bem sucedida. Nossas investidas anteriores em busca da feijoada perfeita aqui no Planalto Central geralmente redundaram em decepção, desentendimento ou frustração. No sábado, foram as três coisas ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Como não sabíamos onde encontrar uma boa feijoada, a Vivi lembrou da sugestão dos amigos de trabalho, que, certamente esfomeados, dirigem-se, vez ou outra, a uma espelunca no final da Asa Sul onde, juram eles, faz-se a melhor feijoada de Brasília.&lt;br /&gt;Tendo em vista o fato de eu jamais haver ido ao lugar, aceitei a proposta, apesar de achar que botecos e espeluncas são apropriados apenas para um bom chope com batata-frita. Algo além disso é risco ou insanidade...&lt;br /&gt;Chegamos ao local e, de cara, a primeira impressão, que é exatamente a que fica, não foi, digamos, a mais agradável. Sem querer ser preconceituoso (mas já involuntariamente o sendo), senti-me como Dante ao adentrar o inferno por ele mesmo descrito em sua Divina obra.&lt;br /&gt;Sabe aquela cena de fim de churrasco embalado a pagode, em fundo de oficina? Foi essa a minha impressão. De cara, o ambiente é seboso. Cadeirinhas de plástico, chão imundo, mesas recheadas de moscas e uma constante mistura de cheiro de feijão com perfume de 8ª. Num dos cantos, uma gorda se achando gostosa se destacava naquela fauna. O problema, claro, não era ser gorda, mas sim tentar abrigar o bundão de 72 polegadas em um micro-short da sobrinha de 12 anos (incompletos). Credo!! Escorria pudim de celulite pra tudo que é lado!&lt;br /&gt;O atendimento na espelunca, claro, era correspondente ao visual, ou seja, uma afronta à moral e aos bons costumes. Um único, mal humorado, idoso e impaciente garçom atendia os clientes — se é que posso chamar aquilo de atendimento. Primeiro, que conseguir a atenção do cidadão era uma guerra. Os gritos por ele eram constantes e, obviamente, estridentes. Um detalhe me despertou a curiosidade. Vocês sabem que muitos garçons geralmente usam um pano branco dobrado sobre o antebraço, né?&lt;br /&gt;Sabe o que usava o nosso herói? Uma porra de uma flanela!! Isso, flanela mesmo, daquelas cor de laranja, que usamos pra limpar o vidro do carro ou os móveis da casa. Como a nossa mesa estava suja com o que sobrara do almoço dos clientes que nos antecederam, o mister simpatia puxou a flanela do braço, esfregou-a sobre o feijão remanescente à mesa e a recolocou no braço. Eca!&lt;br /&gt;Quando perguntamos como era a feijoada, senti-me na iminência de ser espancado pelo cara. “É feijoada normal!”, restringiu-se a dizer o mister simpatia. “Tá bem, então, traz um Guaraná Diet e dois copos, por favor”, pediu a Vivi. Muito tempo depois, ele trouxe uma latinha de Guaraná e dois copos. Detalhe: sabe aqueles copos de lanchonete de rodoviária, dentro do qual a peãozada capricha no café amargo que acompanha o bolo de duas semanas? Pois era desses que ele nos trouxe. Achou pouco? A porra das copos ainda estavam molhados. Certamente deviam estar de molho, imersos numa bacia engordurada lá no fundo da cozinha. Pra piorar, o Guaraná estava quente e nem tinha gelo nos copos.&lt;br /&gt;Inocentemente, pensei em pedir gelo, mas fui logo demovido da idéia pela Vivi. “Você tá doido? Imagina como deve ser feito o gelo daqui”. Ouvi a voz da razão e conformei-me em beber aquela merda apenas fria.&lt;br /&gt;Depois, chegou a comida. Junto a ela, quilos de decepção. Apenas feijão sem sal, arroz sem graça e farofa sem gosto. O que deveria estar mais saboroso era a laranja descascada (que cena deprimente...) trazida pelo simpatia — mas claro que nem cheguei perto dela (ela deve ter sido descascada com a dentadura do dono da espelunca).&lt;br /&gt;Por falar em dono da espelunca, ele ficava gritando lá por detrás do balcão, dando os comandos para os empregados. Quase foi à loucura quando uma mulher bêbada, muito pobre, entrou no recinto para pedir dinheiro aos clientes. Pensei até que ele fosse matá-la, pois quando a chamou em direção ao balcão, segurava uma peixeira tamanho família que balançava próximo ao nariz da pobre da pobre. Mas até que ele foi bom. Deu a ela um prato de comida, mas a fez desaparecer.&lt;br /&gt;Enquanto isso, os dois infelizes, eu e a Vivi, tentávamos pôr pra dentro aquela gororoba. Quer dizer, a Vivi tentava, pois o meu estômago já havia chegado ao limite da indignidade suportando aquela maçaroca. Como o Guaraná já havia ido embora, decidimos pedir uma Coca Light. Já que a sede era grande, resolvemos até mesmo arriscar e pedir que garçom trouxesse gelo em um copo. “Seja o Deus quiser”, pensávamos. Acontece que o pedido não foi consumado. Nada de chegar a porra da Coca (e nem o gelo). A Vivi queria que eu agisse igual aos “cavalheiros” das mesas circunvizinhas, ou seja, começasse a berrar pelo garçom. Não, aí já era demais. Ter de ir àquela espelunca, comer aquela comida ruim, passar sede e ainda dar uma de barraqueiro... sinto muito sweet heart, mas se esse for seu sonho é melhor mudar de companhia. Quando o digníssimo passou por perto de nós, reforcei o pedido, mas a própria Vivi mudou de idéia, e pediu que ele trouxesse a conta.&lt;br /&gt;Ela ainda tentou me convencer a comer mais, arrependida de ter me levado àquela bosta de lugar e sem coragem de admitir que a escolha fora triste. Mas o tempo, os fatos e os argumentos eram irrefutáveis, e ela cedeu e concordou, garantindo: “aqui, nunca mais!” Pra mim, pelo menos, isso é verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114727383590892648?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114727383590892648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114727383590892648' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114727383590892648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114727383590892648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/05/feijo-maravilha.html' title='Feijão Maravilha'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114667795911291267</id><published>2006-05-03T14:37:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T23:28:47.560-03:00</updated><title type='text'>Dias interessantes</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;Dias interessantes estes últimos. No campo da política especialmente. Como se já não bastassem todos os dissabores que os escândalos recentes e requentados causam ao governo, ainda vem o tã-tã do Evo Morales e nacionaliza até o pum que os turistas estrangeiros soltam na pobre Bolívia. Não! Antes que me acusem de sei lá o quê, não estou questionando ou criticando a idéia do cara de achar que concentrando as coisas na mão do Estado irá retirar seu país da crise – na verdade, só o atolará mais. Mas, como eu disse, não vou criticar a decisão do índio-manda-chuva. Afinal, é próprio povo dele quem quer isso, não é? Ele promete essas maluquices desde a campanha, não promete? Então, eles que se virem. Agora, o que não dá é para tolerar a forma como a coisa foi feita, com todos os requintes de populismo barato do qual a América Lat®ina parece não conseguir se livrar nunca. Viram a coisa do Exército nas empresas? Que palhaçada!&lt;br /&gt;Palhaçada por palhaçada, a da greve de fome do Garotinho é a mais escancarada. Pô, estou, pela primeira vez na vida, apoiando-o. Vá em frente, Garotinho!! Continue em sua greve, por tempo indeterminado, até o fim. Até o seu fim! Seria um grande favor à humanidade, não acham? &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114667795911291267?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114667795911291267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114667795911291267' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114667795911291267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114667795911291267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/05/dias-interessantes.html' title='Dias interessantes'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114567608253143345</id><published>2006-04-21T23:51:00.000-03:00</published><updated>2006-04-22T00:21:22.606-03:00</updated><title type='text'>My birthday</title><content type='html'>Descumpri uma das promessas para 2006. Não era nada de extraordinário, mas era uma promessa. Pequena, mas promessa.&lt;br /&gt;Era para eu ter escrito aqui no dia 18 de abril, um dia antes do meu aniversário, para, assim como fiz no ano passado, narrar as minhas expectativas (e/ou angústias) a respeito da nova (nem tanto) idade a que preparava para adentrar. Bem, mas já foi. Acho que o que &lt;a href="http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/04/eu-o-homem-de-trintae-um-anos.html"&gt;escrevi no ano passado&lt;/a&gt; continua valendo e, para ser sincero, ando física e mentalmente esgotado para me deter em reflexões cujas profundidades sejam maiores às de tampinhas de refrigerante.&lt;br /&gt;Por isso, prefiro contar como foi o meu aniversário. Resumindo: foi excelente!&lt;br /&gt;Uma noite magnificamente agradável, recheada pelos amigos que tive a sorte de fazer aqui no Planalto Central: minha "comadre" Jane, Brenner, Marquinho, Lu, Simone, Lalá (lindamente grávida), Ricardo (marido dela e babando à espera da Helena), Iára, Fernando, Antônio, Denise, mais alguns outros e, claro, a Vivi. A manter-se essa tendência, ano que vem terei de alugar um clube. Deus queira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114567608253143345?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114567608253143345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114567608253143345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114567608253143345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114567608253143345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/04/my-birthday.html' title='My birthday'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114505689539659135</id><published>2006-04-14T19:59:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T20:21:35.473-03:00</updated><title type='text'>Auto-inclusão digital</title><content type='html'>Enfim, eu vou, aos poucos, deixando pra trás os meus dias de excluído digital. Tá bem, claro que ainda continuo praticamente um semi-analfa em meio aos mistérios da informática, mas dei o primeiro passo para reverter essa história e satisfazer um pouco o meu instinto consumista — sempre tão reprimido no meu eu. Resumindo: comprei um notebook! E sofri para fazê-lo. O primeiro sofrimento, claro, referiu-se ao fato de ter de gastar dinheiro — de longe, a maior dificuldade que tenho na vida. Não por avareza (apesar de os mais íntimos classificarem-me de sovina), mas porque o troço é caro mesmo. Em conseqüência disso, veio o segundo sofrimento: pesquisar preços. Quem mora aqui em Brasília sabe que tudo custa os olhos da cara (e, às vezes, outros). Por isso, na hora de comprar artigos dessa natureza, o destino dos despossúidos como eu é invariavelmente a "Feira dos Importados" — eufemismo politicamente correto para referir-se à "Feira do Paraguai".&lt;br /&gt;Dediquei dias e mais dias das minhas férias à tarefa de pesquisar marcas, processadores, configurações, vantagens, preços e, claro, descontos. Nada muito animador. Cinco shoppings e dezenas de barracas da feira depois, ainda continuava sem o meu bichinho.&lt;br /&gt;Mas o maior sofrimento MESMO foi aprender sobre tudo num curto espaço de tempo. Expressões como "memória RAM" e coisas afins são tão estranhas ao meu mundo quando o Mandarim o é para um índio lá dos confins amazonenses. Mas surpreendi-me comigo mesmo. Logo, logo fiquei sabendo o que eram essas coisas e, o mais importante, a par das minhas reais necessidades para o produto pretendido. Ou seja, nada de muito sofisticado. Algo simples, mas com facilidades como internet sem fio (ou wireless, para os amantes da língua de Charles).&lt;br /&gt;Já estava quase desistindo quando, numa inesperada ida ao Wal Mart, encontrei uma daquelas "promoções-relâmpago". A mesma configuração do que eu vira em outros lugares, uma marca boa e com todos os recursos para atender as minhas necessidades. O melhor: dividido em 12 vezes sem juros!!! Imperdível. Respirei fundo, consultei meus orixás e coloquei o bicho no carrinho.&lt;br /&gt;Mas não pense que sou desses que só faltam dormir abraçados com o equipamento ou que viram a noite brincando com ele. A aquisição teve o propósito de atender a necessidades profissionais e, claro, particulares. Viajo muito e nem sempre os hotéis disponibilizam máquinas para os hóspedes, o que atrapalha e muito minha labuta. Em casa, a única máquina é dividida por duas pessoas. Como nós dois estamos fazendo pós-graduação, os embates são inevitáveis.&lt;br /&gt;Confesso, porém, que ando meio insuportável (se é que o advérbio "meio" se aplica a tal adjetivo). Por isso, vou deixá-los e curtir a minha máquina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114505689539659135?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114505689539659135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114505689539659135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114505689539659135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114505689539659135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/04/auto-incluso-digital.html' title='Auto-inclusão digital'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114351513594451522</id><published>2006-03-27T23:54:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T00:05:35.973-03:00</updated><title type='text'>Globalização versus artesanato</title><content type='html'>Vocês já perceberam que, para qualquer lugar do país aonde se vá as peças produzidas pelos artesãos estão todas muito parecidas? Pois é, tenho notado isso ao longo de minhas andanças. De norte a sul do País, penso que a única diferença quando vejo tais produtos expostos é o sotaque dos vendedores. Na semana passada, por exemplo, estive no Pará. Na cidade de Santarém, pra ser mais preciso. Incrível. Tudo o que vi numa lojinha de artesanato de lá era praticamente igual ao que vi em Foz do Iguaçu (sul do Brasil), ao que via em Natal (Nordeste) e no Rio de Janeiro (Sudeste) e ao que vejo em Brasília (Centro-Oeste).  Será mais um (d)efeito da globalização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ih, me fodi! Resultado dos exames médicos: colesterol "do mal" (LDL) está elevado. Deveria estar abaixo de 130. Está em 157. O doutor com nome do mais-famoso-renascentista disse que não é preocupante, mas que tenho de fazer dieta. Quase nada me fará falta (carne vermelha etc). Mas o chocolate... aí vai doer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114351513594451522?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114351513594451522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114351513594451522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114351513594451522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114351513594451522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/03/globalizao-versus-artesanato.html' title='Globalização versus artesanato'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114252799786108289</id><published>2006-03-16T13:03:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T17:28:43.926-03:00</updated><title type='text'>Cinema mudo</title><content type='html'>Os anos não foram capazes de apagar da memória dele a exata expressão do rosto dela.&lt;br /&gt;Por isso, naquele fim de tarde chuvoso, na cidade antiga, não teve dúvidas: era ela quem caminhava, apressada, do outro lado da rua. Quase não acreditou. Duvidou por um certo tempo de suas faculdades mentais. Pensou estar delirando. Mas convenceu-se de que era ela, sim — ainda que pouco lhe restassem esperanças em reencontrá-la.&lt;br /&gt;Não a chamou. Não saberia o que dizer. Apenas apressou o passo e a seguiu, olhando-a fixamente. De tão penetrante, o olhar dele parece ter berrado. Ela parou. Inspirou com força o ar, como se essa tarefa tão trivial e espontânea de seu organismo houvesse falhado. Levou ao peito a mão direita, na qual carregava a pequena bolsa. O gesto parecia dar-lhe a coragem que não acreditava possuir.&lt;br /&gt;Hesitou. Não sabia se deveria permanecer parada, virar-se ou seguir caminhando —ainda mais apressada. E essa dúvida durou intermináveis segundos. Também para ele, à espera, ansioso, da decisão dela.&lt;br /&gt;E mais uma vez ele duvidou de sua razão. Pensou ter tido a impressão de que ela começara a virar-se. Surpreendeu-se quando constatou que era realidade.&lt;br /&gt;Ela virou apenas o suficiente para fitá-lo.&lt;br /&gt;Nada seria capaz de interromper aquela troca de olhares — profundos, surpresos e indiscutivelmente amargurados. Mesmo diante da reação de espanto dele, os lábios dela, inacreditavelmente rubros, dilataram-se sutilmente em direção às laterais do rosto, esboçando, juntamente à suave elevação de suas sobrancelhas, o sorriso por ele tão aguardado.&lt;br /&gt;Mas ele foi novamente surpreendido. Antes que consolidasse o sorriso iniciado, a expressão dela reverteu-se de forma assustadora. Os lábios retrocederam, encolhendo-se ao ponto de, com as sobrancelhas agora franzidas, desenhar um semblante marcado pelo ódio — cujas razões eram para ele desconhecidas e para ela um artifício de defesa e proteção a ambos. Um suspiro impaciente, mas melancólico, finalizou aquele reencontro inesperado, tão subitamente interrompido como o fora inciado. E os dois nunca mais se viram. E nunca mais se esqueceram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114252799786108289?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114252799786108289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114252799786108289' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114252799786108289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114252799786108289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/03/cinema-mudo.html' title='Cinema mudo'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114202544027642088</id><published>2006-03-10T17:16:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T18:17:20.340-03:00</updated><title type='text'>Sou cafona</title><content type='html'>É mais fácil confessar do que tentar negar. Eu sou cafona. Não sei se você já fez essa auto-crítica, mas, se fizer, certamente chegará à mesma constatação. Não pense que a cafonice está necessariamente vinculada à falta de bom gosto. Em muitos casos, sim, é claro. Mas tenho percebido que ela é uma inevitável conseqüência de nosso envelhecimento. É verdade. A nostalgia revela a nossa cafonice em todas as suas cores. Vejam só como a descobri em mim. Entrando sem nenhum compromisso numa loja de CDs e DVDs, comecei a analisar o que eu gostava e o que abominava. Tudo bem que a loja era meio "furreca", mas a maioria das "novidades" me causavam aversão.&lt;br /&gt;De repente, meus olhos encontram o cartaz de uma promoção da loja: DVD + CD = R$ 42,00. O produto em questão era da banda inglesa Pet Shop Boys. "Huuuuummm, Pet Shop Boys...", comecei a refletir comigo mesmo. "Isso é velho pra caralho" (ops, um palavrão!). Essa reflexão me proporcionou uma viagem no tempo, mais precisamente à decada de 80 — tão em voga hoje em dia. Lembrei que não havia balada em boates que não fosse regada à muita música dos dois esquisitinhos da loja de animais. As festinhas "americanas" nas casas dos amigos (e dos desconhecidos, pois o legal era ser "penetra") também eram animadas pela banda. Quando iámos pegar onda, a trilha sonora variava entre reggae, várias bandas de estilos diversos e... Pet Shop Boys! Aí, voltei a pensar comigo: "Pô, isso é legal. Foi uma fase expecional da minha vida. Vou levar, moça. Pode passar o cartão", decidiu Wagner (que sou eu, prazer).&lt;br /&gt;Voltei pro carro, rasguei a embalagem e coloquei o CD pra tocar. Lá vem o refrão de "Suburbia": "Leeeeeeeeet's take a riiiiide, and run with the dogs tonight, in Suburbia...". Vixi, Maria, quanta imagem do passado veio à mente!!! Depois: "I've got the brains, you've got the looks, let's make lots of money...". Rapaz, isso é mais velho que o rascunho da Bíblia! Maneiro. Comecei a cantarolar os trechos das músicas que eu ainda lembrava. Até que estava legal.&lt;br /&gt;Mas não foi aí que detectei a (minha) cafonice.  Foi quando cheguei em casa, liguei a TV, o DVD player e introduzi (no bom sentido) e bendido disco. Trata-se de um show da banda realizado em 1991 (isso, fifteen years ago), que foi muito criticado (para o bem e para o mal) devido à apresentação em estilo teatral escolhida pelos boys. Minha gente, pouca coisa na vida é tao brega. Morri de rir ao assistir, ainda que sozinho, à bendita apresentação. Tem uns dançarinos que parecem não ter ensaiado muito bem, pois a sincronia passa longe. Os coitados são metidos nas situações mais esquisitas, bem como os membros da banda. Em "Suburbia", por exemplo, o coitado do vocalista (que nunca sei se é o Neil ou o Chris) canta quase que o tempo todo dentro de uma jaula! Em "Opportunities (...)", os dançarinos estão com máscaras de porco. E tem de tudo: encenação de masturbação, de assassinato, de beijo e do que mais a mentalidade maluca daquela época foi capaz de elaborar.&lt;br /&gt;Mas além da apresentação, o que reforça a minha cafonice é que aquele estilo de música é muito... cafona! Refrões quase apoteóticos, arranjos triunfais, introduções orgásticas... eh eh eh muito engraçado. Mas isso é maravilhoso. Faz parte de nossa biografia. Que atire a primeira pedra quem nunca gostou de uma  bandinha bem cafoninha, de uma musiquinha bem melosa ou papagaiada.&lt;br /&gt;Vamos confessar aqui, publicamente? Eu faço uma lista imensa, se quiserem. Já ouvi muito e gostei (e gosto quando ouço) bandas e artistas que hoje muitos consideram brega, mas eu não: Bee Gees, Supertramp, Kraftwerk, Depeche Mode, New Order, Tears for Fears, Abba (valha-me, Cristo!), The Carpenters, Erasure, The Smiths (mas essa não é brega, por favor!), e por aí vai. E você?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114202544027642088?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114202544027642088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114202544027642088' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114202544027642088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114202544027642088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/03/sou-cafona.html' title='Sou cafona'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114177994318108841</id><published>2006-03-07T21:46:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T22:05:43.233-03:00</updated><title type='text'>Médicos</title><content type='html'>Cumpri hoje mais uma promessa agendada para 2006: colocar a saúde em dia, ou seja, ir a médicos. Não tenho o menor talento para a hipocondria. Se me deixarem, passo a vida sem colocar os pés num consultório. Sei que estou errado, por isso, tenho de me render à razão e a algumas pressões. A primeira é da Vivi, que não se conforma com as manchas de sol que os mais de 15 anos de surf deixaram estampadas em meu rosto. Ok, lá fui eu pra dermatologista. Peguei o carro e rumei em direção ao Lago Sul. Cheguei e fui quase imediatamente atendido. Aí, constatei que realmente estou ficando velho. A médica deve ser, se não mais nova, da mesma idade que eu. Estranho. Mas tudo bem. Escolhi um péssimo dia para ir a um médico dessa especilidade. Afinal, estou com a pele torrada por causa das horas infinitas e ininterruptas que gastei à beira da piscina durante o carnaval. E ela percebeu de cara, dizendo: "Mas que bronze, hein, seu Wagner?!" Sentiram o puxão de orelha, né? Quando viu o meu braço já despelando, quase me bateu. Acho que, para tentar me conscientizar, ela se vingou na medicação. Prescreveu um remédio que custa R$ 90,58!!! E isso porque o cara da farmácia teve a decência de me dizer, por telefone, que é "preço de promoção". O baque foi muito grande. Amarelei mesmo e não fiz o pedido. Preciso dormir bem e refletir sobre isso. Farei até yôga para me orientar e pretendo ouvir um pai-de-santo a respeito. Amanhã, quem sabe, compro o bendito remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, não acabou. No final da tarde, foi a vez do cardiologista. Sim, preciso ter cuidado com o coração, pois meu histórico familiar não é nada animador nesse aspecto. Essa é a segunda pressão. Errei o horário e cheguei 23 minutos atrasado. Mas não teve problema. A consulta foi legal. Pelo exame melequento que foi feito ainda no consultório, está tudo em ordem. De toda forma, amanhã voltarei lá para uma nova bateria de exames e o danado do teste da esteira. Também terei de fazer exame de sangue, aquele que nos obriga a passar fome e a acordar cedo.&lt;br /&gt;Ok, é em nome da saúde, e, como saúde é o que interessa...&lt;br /&gt;Ah, tá faltando o otorrinolaringologista. Quero dar um jeito na bosta da sinusite!&lt;br /&gt;Não vejo a hora de terminar com essa peregrinação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114177994318108841?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114177994318108841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114177994318108841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114177994318108841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114177994318108841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/03/mdicos.html' title='Médicos'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114165618866135208</id><published>2006-03-06T11:20:00.000-03:00</published><updated>2006-03-06T11:43:08.686-03:00</updated><title type='text'>Férias &amp; Cinema</title><content type='html'>As minhas férias (sim, estou de férias!) estão servindo, se não para descansar como gostaria, pelo menos para me proporcionar uma reaproximação com o cinema. Neste fim de semana, aproveitando a boa safra que está em tela, assisti a três bons filmes (Memórias de uma Gueixa, Match Point e Capote). Os dois últimos foram sensacionais. Recomendo-os. Também gostei do primeiro, mas ele não chega a ser sensacional. Mas vale a pena. Ao longo desta semana, pretendo assistir a outros que estão em cartaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram a entrega do Oscar? Ok, eu sei que é uma festa babaca, falsa e modorrenta. Exatamente igual àquele discurso água-com-açúcar da Reese Witherspoon ao receber a estatueta. Mas fiz questão de assistir à cerimônia porque, pelo menos dessa vez, a famosa "Academia" não valorizou apenas as megaproduções.  Gostei da escolha do Philip Seymour Hoffman como melhor ator. O cara está soberbo em Capote. Teria tudo para cair na tentação hollywoodiana de interpretar o biografado de forma caricata. Mas deu show. O filme, aliás, é incrível. Não sei se que quem não leu "A Sangue Frio" gostará tanto do filme quanto quem o leu. Claro que o filme não é a adaptação desse livro, mas sim da obra que relata a fase da vida do escritor/jornalista diante do caso que o tornou quase uma lenda e que, paradoxalmente, o fez embarcar  no expresso para um inferno pessoal. Assistam, crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;Ó, bateu preguiça. Depois nos falamos.&lt;br /&gt;Fui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114165618866135208?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114165618866135208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114165618866135208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114165618866135208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114165618866135208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/03/frias-cinema.html' title='Férias &amp; Cinema'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114147430510144461</id><published>2006-03-04T09:08:00.000-03:00</published><updated>2006-03-04T09:11:45.113-03:00</updated><title type='text'>2006</title><content type='html'>I've promissed to myself that 2006 would be a year of changes. Yeah... it seems it's gonna be indeed.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114147430510144461?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114147430510144461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114147430510144461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114147430510144461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114147430510144461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/03/2006.html' title='2006'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114083624949367271</id><published>2006-02-24T23:51:00.000-03:00</published><updated>2006-02-24T23:57:29.506-03:00</updated><title type='text'>Momentos pré-carnaval</title><content type='html'>Quase meia-noite. Acabamos de chegar do supermercado, aonde fomos para comprar todas aquelas futilidades indispensáveis para qualquer viagem de carnaval: biscoitos, cerveja e salgadinho. Poucas horas, agora, nos separam de Pirenópolis, de onde só voltaremos na Quarta-Feira de Cinzas. Contrariando a tendência de 2006 até o momento, estou torcendo para que esses dias arrastem-se, passem o mais devagar possível. Se bem que, quando voltar, estarei de férias. Trabalho, pelo menos oficialmente, só mesmo em abril. Mas eu disse oficialmente, pois tenhos uns frilas pra concluir e uns concursos públicos para os quais devo dedicar algumas horas de estudo. Isso sem falar do check-up médico que venho devendo a mim mesmo desde que cheguei a Brasília, há um ano e meio.&lt;br /&gt;Ok. Bom carnaval a todos. Usem camisinha e não dirijam de cara cheia e cabeça vazia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114083624949367271?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114083624949367271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114083624949367271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114083624949367271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114083624949367271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/02/momentos-pr-carnaval.html' title='Momentos pré-carnaval'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114080748761055000</id><published>2006-02-24T15:56:00.000-03:00</published><updated>2006-02-24T15:58:07.623-03:00</updated><title type='text'>Dança da chuva</title><content type='html'>Amigos, daqui da janela da minha sala, no trabalho, tenho uma fantástica vista para um gramado das entre-quadras 309/310 norte. Pois bem, a chuva torrencial que cai neste exato minuto está proporcionando um cena hilária.&lt;br /&gt;Empolgadíssimas, duas jovens estão tomando banho de chuva. Estão tão felizes que fazem coreografias, dão cambalhotas, correm, se abraçam, plantam bananeira... Está divertidíssimo. O pessoal está se juntando na janela pra ver!&lt;br /&gt;Isso me fez lembrar da infância, quando juntávamos os amigos da rua sempre que chovia e corríamos, dando voltas no quarteirão de nossas casas, lá em Ponta Negra (Natal-RN). Até havíamos batizado esses momentos de “A Corrida de São Chuvosa”.&lt;br /&gt;E as doidas ainda estão lá... Tomara que não caia um raio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114080748761055000?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114080748761055000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114080748761055000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114080748761055000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114080748761055000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/02/dana-da-chuva.html' title='Dança da chuva'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-114061929687676212</id><published>2006-02-22T10:24:00.000-03:00</published><updated>2006-02-22T11:41:36.976-03:00</updated><title type='text'>Hi</title><content type='html'>Hoje me dei conta de que, agora em fevereiro, eu ainda não havia deixado uma única linha escrita neste meu cafofo cibernético. Não é descaso, ok? São muitas as mudanças que têm ocorrido especialmente em meu trabalho, o que vem consumindo cada fração de segundo do meu tempo. Bem, vamos a alguns comentários sobre o que venho observando nesses últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra não perder o costume: a minissérie JK continua uma bosta. Novela pura. Muita mentira, diálogos adocicados, situações surreais, interpretações lastimáveis. Enfim, o padrão Rede Globo de “qualidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar na “Vênus Platinada”, a transmissão do show do U2 foi uma vergonha. A qualidade do som estava horrenda, o Zeca Camargo é insuportável e, o que é pior: tenho certeza de que a transmissão não estava sendo ao vivo. Em respeito à banda, desliguei a televisão antes da metade do show. Esperei apenas por “New Year’s Day”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas férias estão chegando. Os deuses conspiraram a meu favor. Como o período do meu “recesso” é março, e o carnaval, este ano, é na última semana de fevereiro, ganhei uns diazinhos extras. Merecidos, né? Minha sogra chegou hoje. Viajará conosco a Pirenópolis, no sábado. O Lupi também vai. Semana que vem vocês saberão das novidades (e das trapalhadas) da “trip”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa realidade:&lt;br /&gt;Os tucanos que me desculpem, mas as pesquisas têm mostrado que, apesar dos erros do governo atual (que não são poucos) as pessoas estão voltando à lucidez e rechaçando a possibilidade de voltarem a ser governadas pelos nazistas do PSDB-PFL &amp; Companhia. Só não enxerga a realidade quem não quer. Aliás, vocês já viram como as pessoas que defendem a volta da corja não apresentam argumentos sustentáveis? Ficam no eterno clichê: “O País não pode ser governado por um analfabeto”; ou “esse governo é despreparado”; ou “esse governo erra muito”, ou “Dona Marisa é brega”, ou uma série de outras manifestações de desequilíbrio ou de falta de conhecimento da realidade. Bem, mas deixa pra lá. Cada um tem o direito de acreditar no que quer. Inclusive no que não presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;Tenho cada vez mais reforçadas as dúvidas sobre se o Brasil realmente será um país sério algum dia. Vocês têm acompanhado o caso do aumento absurdo no preço do álcool combustível? Quem, como eu, acreditou que ter um carro bi-combustível seria um grande negócio quebrou a cara por causa, mais uma vez, da canalhice que impera neste país. Esses usineiros deveriam ser presos, trazidos para Brasília na época da seca e chicoteados, todos os dias, entre o meio dia e as 14h, em plena Praça dos Três Poderes! (é brincadeira, hein, gente! não me processem). Mas eles são, sim, gananciosos safados! Por causa dessas atitudes é que um belo programa de combustíveis alternativos, como o Pro-Álcool, acaba fracassado no Brasil e fazendo sucesso nos países desenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-114061929687676212?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/114061929687676212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=114061929687676212' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114061929687676212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/114061929687676212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/02/hi.html' title='Hi'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113862779468956071</id><published>2006-01-30T09:58:00.000-03:00</published><updated>2006-01-30T10:29:54.746-03:00</updated><title type='text'>Gerundismo, sogras e JK</title><content type='html'>O gerundismo — aquele cacoete verbal que produz aberrações do tipo "vou estar falando" — me surpreende a cada dia. No fim de semana passado, por exemplo, enquanto a Vivi escolhia uma roupa num shopping, ouvi parte da conversa de uma vendedora com uma cliente. A cliente quis saber se tinha uma blusa de uma determinada cor. Resposta da vendedora: "Ah, dessa cor eu não vou estar tendo".&lt;br /&gt;Que porra é essa???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                          *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O revezamento de sogras começou. Minha mãe voltou pra Natal na semana passada. Daqui a alguns dias, chega a mãe da Vivi. Quem se esbalda com essa confusão toda é o Lupi, que fica sendo paparicado pelas avós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                          *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até parecer perseguição, mas juro por todos os santos que não é. Mas a minissérie JK, como eu previa, está me dando nos nervos. Já não bastasse o tom novelesco e santificador da produção, que remete a segundo plano o teor histórico da trama, surgiu, na semana passada, o maior absurdo de todos: o envelhecimento parcial dos personagens. É, parcial. Alguns envelheceram. Outros devem ter bebido formol no Projac, pois continuam com a mesma carinha de anos atrás. A Vivi leu, não sei onde, que o argumento para o envelhecimento parcial dos personagens é que apenas aqueles que existiram de fato ganharam rugas e cabelos brancos. Os fictícios continuam jovens que só. Bull shit!! Se for isso mesmo, é o recurso mais idiota que a TV brasileira conseguiu utilizar.&lt;br /&gt;Bem, mas, vamos supor que a estratégia fosse válida. Ainda assim persistem equívocos grandiosos. Tomemos por exemplo o caso do JK e da Sara. Ao terem a primeira filha, os dois, devido à escolha dos atores para representá-los, deveriam ter, no máximo, seus trinta e poucos (bem poucos mesmos) anos. Pois bem, a filha deles, agora, está, no máximo, com dez anos. Pois não é que os atores envelheceram em progressão geométrica??&lt;br /&gt;Sim, é a única explicação! De Wagner Moura e Débora Falabella, JK e Sara passaram a José Wilker e Marília Pera num curtíssimo intervalo de tempo. Com todo o respeito e admiração que tenho por Marília Pera, estupenda atriz, ela tem idade é para ser avó das crianças que são suas filhas na trama. Pô, custa fazer conta???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113862779468956071?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113862779468956071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113862779468956071' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113862779468956071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113862779468956071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/01/gerundismo-sogras-e-jk.html' title='Gerundismo, sogras e JK'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113700945086473666</id><published>2006-01-11T16:23:00.000-03:00</published><updated>2006-01-11T17:10:06.120-03:00</updated><title type='text'>A febre JK</title><content type='html'>Notaram a febre JK que a Globo está conseguindo disseminar? Não, nada contra o finado presidente que ergueu a cidade em que atualmente moro, mas, na minha opinião, estão endeuzando muito o cara. Não que eu satanize a figura do cidadão, mas acho que o tom da trama não corresponde à realidade. Daqui a pouco, vão defender a beatificação dele. As capas das revistas, os programas de TV, os jornais... todo mundo só fala em JK. Não que isso seja ruim. Muito pelo contrário. Precisamos respirar história neste país — tão alheio ao seu passado quanto desatento ao seu presente. Mas há exageros. Se não na quantidade, na qualidade.&lt;br /&gt;Bem, mas isso são fenômenos midiáticos que, em (sub)nações como a brasileira reverberam em alta velocidade.&lt;br /&gt;Mas o que eu quero dizer é que costumo ser benevolente com as chamadas minisséries que a Globo vez por outra resolve exibir. Até mesmo com a JK. Pelo menos em termos técnicos, admito que a Vênus Platinada deixa pouco a desejar. Mas, no capítulo de ontem, uma falha gritante me chamou a atenção. Não sei se vocês notaram, mas quando o personagem JK e a sua então namorada Sara caminhavam pela praia, havia um monte de surfistas no mar!!! Gente, a caminhada em questão ocorreu em 1930, antes do casamento deles. Nessa época, só os havaianos e alguns poucos gatos pingados deviam saber o que era pegar onda. E garanto que num estilo bem diferente do que ocorre hoje. Mas o pior foi quando, ao focar o JK, a câmera deixou aparecer, ao fundo, um body boarder pegando uma onda. Registre-se: o esporte bodyboarding surgiu nos anos 70, quando JK passou desta pra melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113700945086473666?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113700945086473666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113700945086473666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113700945086473666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113700945086473666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/01/febre-jk.html' title='A febre JK'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113639940102942936</id><published>2006-01-04T15:13:00.000-03:00</published><updated>2006-01-04T15:30:01.076-03:00</updated><title type='text'>Não esqueci da virada!</title><content type='html'>Atendendo ao pedido (ou cobrança?) do meu amigo Jesuan, não posso deixar de comentar a virada do ano em Copacabana.&lt;br /&gt;Ainda mais porque, desta vez, ao contrário do que ocorreu no ano passado, a queima de fogos não foi encoberta pela nuvem de fumaça causada por rojões e afins de qualidade duvidosa. Mas, mais espetacular do que a queima dos fogos, foi contagem regressiva para dois mil e seis. Quem esteve por lá pode confirmar: foi emocionante!&lt;br /&gt;Nos telões instalados por diversos pontos da praia, os números que marcavam os últimos segundos de 2005  embalaram a multidão. Imagine, então, um coro de dois milhões de vozes — numa paz que o Rio de Janeiro só testemunha nessa ocasião — contando: dez, nove, oito... Indescritível!&lt;br /&gt;Aliás, essa viagem ao Rio também teve outros momentos especiais. Um deles foram os reencontros. Alguns amigos da revista e outros que já não estão mais trabalhando nela, além da diretora da unidade em que trabalho atenderam à minha convocação e se juntaram a mim num dos novos quisques inaugurados em pleno calçadão copacabanense. Foi uma noite agradabilíssima, com muita diversão, risadas, besteirol e papo-cabeça.&lt;br /&gt;Falando em reencontros, um amigo meu de infância, que hoje mora em Sampa, e que eu não via há anos, falou comigo por telefone, lá do Rio, pois ele também foi passar o réveillon lá. Tentamos  pegar onda juntos, mas infelizmente não deu. Também encontrei por acaso, junto a Vivi e a minha sogra, outra amiga, em plena estação do metro. Apesar de ela ser carioca, morou em Natal e trabalhou no mesmo jornal que eu trabalhei. Hoje, mora novamente na terra do Cristo Redentor. Estava com a mãe dela, que também conheço muito bem e com quem convivi bastante lá em Natal. Alguém ainda duvida que esse mundão é bem pequenininho?&lt;br /&gt;Valeu, Jesú?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113639940102942936?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113639940102942936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113639940102942936' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113639940102942936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113639940102942936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/01/no-esqueci-da-virada.html' title='Não esqueci da virada!'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113630730335586088</id><published>2006-01-03T12:50:00.000-03:00</published><updated>2006-01-04T12:23:54.490-03:00</updated><title type='text'>Voltando</title><content type='html'>E aí, como foram de festanças de fim de ano? Renovaram as promessas para o ano novo?&lt;br /&gt;Bem, a nossa viagem foi muito boa. Alguns micos, é claro.&lt;br /&gt;A partida de Brasília se deu na quente tarde do dia 23, quando o aeroporto, de tão cheio, mais lembrava uma rodoviária. E o Lupi, em sua primeira viagem de avião, virou a atração do lugar. Todo mundo queria vê-lo, acariciá-lo etc.&lt;br /&gt;Quando estávamos na quilométrica fila do check-in, demos a dose de calmante recomendado pela veterinária. Enquanto eu o segurava, a vivi misturava as dez gotinhas do remédio a uma seringa com 1 ml de água. Ele reclamou um pouquinho, mas tomou tudo — sob os olhares atentos e curiosos dos demais passageiros à nossa volta. Na hora de despacharmos a bagagem, ficamos com o coração partido de colocá-lo no transporte e vê-lo sendo levado por um estranho para um compartimento dito especial. Mas a viagem seguiu tranqüila e desembarcamos num Rio de Janeiro fervendo de tanto calor. A minha sogra ficou impressionada com o tamanho do Lupi, que ela havia visto quando ele só tinha dois meses e pouco de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três patetas na Lagoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, um dos micos mais memoráveis que vivemos em nossa viagem se deu no paradisíaco cenário da Lagoa Rodrigo de Freitas. À noite, decidimos, eu, a Vivi e a mãe dela, dar um passeio por lá para apreciarmos a gigantesca árvore de Natal tradicionalmente montada em meio às poluídas águas da lagoa. Quando começávamos a nossa caminhada, a Vivi teve a brilhante idéia de alugarmos aqueles quadriciclos que comportam três adultos. A idéia era chegarmos mais rápida, calma e romanticamente à área onde a árvore estava localizada. Empolgado, aceitei de pronto a proposta e logo procuramos um dos caras que prestam tal serviço. Arrumamos e seguimos em frente.&lt;br /&gt;O veículo funciona assim: as pessoas que vão nas pontas são as que pedalam. Mas só uma delas é que fica com o volante. A do meio vai só curtindo o passeio. Para frear, é preciso travar os pedais, ou seja, requer um mínimo de força nos cambitos.&lt;br /&gt;Então, seguimos. Eu numa ponta, minha sogra no meio e a Vivi na outra ponta, ao volante da coisa — para nosso posterior desespero. Sim, desespero. Ela não conseguia se entender com o volante e, por pouco, não atropelou uns inocentes transeuntes. Certa vez, numa curva mal sucedida, praticamente me jogou dentro de uma lata de lixo da Comlurb, a companhia de limpeza lá do Rio.&lt;br /&gt;Quanto mais avançávamos, mais gente a pé encontrávamos pelo caminho, indo, obviamente, para o mesmo local para o qual nós pretendíamos ir. Um cara num transporte igual ao nosso, vindo em sentido oposto, nos alertou que, mais adiante, estava tudo interditado.&lt;br /&gt;Prepotentes, não demos muita atenção e seguimos em frente. Paramos num certo local. Fui avaliar o terreno à frente para ver se a pista, mais estreita, comportava nossa "bike". Vi que dava. Aí, a Vivi passou o comando pra mim. Devia saber que a quantidade de pessoas mais à frente era muito grande e não pretendia arcar com as responsabilidades de possíveis acidentes.&lt;br /&gt;Minha gente, o problema começou logo depois de subirmos uma pequena ladeirinha.&lt;br /&gt;Nada menos que uma multidão se espremia pelo calçadão. Vocês podem imaginar, portanto, os xingamentos que nos foram proferidos, pois obrigávamos todos a se espremerem para a passagem dos três patetas! Mortos de vergonha, parávamos várias vezes porque sabíamos que não havia, sequer, um local para onde as pessoas podiam ir para nos dar passagem. Aguardávamos um pouco mais e seguíamos. "Educados" como só eles, os cariocas só não nos chamavam de Papai Noel, porque do resto... Teve até um engraçadinho que, à nossa passagem, gritou: "Põe a sogra pra empurrar!". Mas não é que era quase isso que a coitadinha estava fazendo? Pois a Vivi, nessa hora, estava no meio. Rimos muito com aquilo. Até porque, em situações como essa, rir é o melhor remédio.&lt;br /&gt;Mas a volta, meus amigos, é que foi tragicômica. Continuei no comando, pedalando e guiando, com a Vivi na outra ponta. Lembra da ladeirinha que havíamos subido na ida? Pois bem, evidentemente, ela virou descida na volta. Conhecendo bem meu eleitorado, já fui logo avisando a Vivi que parasse de pedalar para que não atropelássemos as pessoas que iam, a pé, à frente de nós, pois corríamos o risco de não conseguir frear ladeira abaixo. Bem, mas quem conhece a Vivi sabe que ela é mais teimosa do que mula adolescente. Fez pouco de mim, dizendo que eu estava sendo prudente em excesso. Mas o tempo mostrou quem estava com a razão. Começamos a descer e a nos aproximar das pessoas à nossa frente. Entrei em estado de semi-pânico, pois, conhecendo os cariocas como conheço, já podia antever o barraco que se seguiria ao iminente atropelamento. Como estávamos numa velocidade considerável, mudei de estágio e fiquei totalmente em pânico. Pus à prova, então, as forças das minhas pernas e disse a Vivi para fazer o mesmo. Você fez? Nem ela. Por mais que ela negue (e está negando até hoje), não conseguiu fazer nada e vi em seus olhos os mesmos traços de desespero que haviam nos meus. Suas pernas nem obedeciam aos comandos e se perdiam tentando achar os pedais. Ou seja, sobrou pro condenado aqui a tarefa de morrer pra parar aquele troço. Consegui a tempo, com a ajuda dos nossos anjos-da-guarda (e dos anjos dos pedestres à nossa frente também). É claro que, puto da vida, recitei um rosário de xingamentos que prefiro não reproduzir. Mas tão logo o susto passou, caímos na gargalhada lembrando da situação. Minha sogra, na cômoda posição de passageira que não tem culpa de nada, quase teve um xilique de tanto rir da minha cara de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta à Brasília, depois do tradicional chororô de despedida entre a Vivi e a mãe dela, também foi tranqüilo. O Lupi deu um pouco mais de trabalho, tanto para tomar o remédio, quanto para entrar no transporte. É que, como a fila dessa vez era pequena, houve pouco tempo para o remédio fazer efeito. Tivemos de retirá-lo do transporte para mimá-lo até que o remédio fizesse agisse.&lt;br /&gt;Já dentro do avião, morríamos de calor porque o ar condicionado não dava conta do recado. Mas o que é ruim, crianças, sempre pode piorar. Por falar em crianças, tinha uma que chorou nada menos que a viagem inteira. Chorou é otimismo. A criança se esgoelou. Instalada com a mãe duas fileiras à nossa frente, a coitadinha, segundo suspeitava a aeromoça, devia estar com dor de ouvido. Coincidência. Nós também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas o mais hilário é o "serviço de bordo" da Gol. Não sei se vocês já viajaram pela referida companhia. É uma miséria franciscana — e injustificada —, meu povo. Tudo bem que faz tempo que as outras companhias, como Varig e Tam, não são mais lá essas coisas. Mas pelo menos rola comida. Na Gol, temos de nos dar por satisfeitos com uma merda de uma barrinha de cereal e uma porra de um micro-pacotinho de amendoim. E o mais triste é que isso é anunciado com tanta euforia pelas comissárias que suspeito que as coitadas nunca tiveram uma refeição em suas vidas.&lt;br /&gt;No vôo da volta, por exemplo, a aeromoça ao microfone, toda empolgada, anunciou: "Senhoras e senhores, daremos início ao nosso serviço de bordo". Àqueles que não conheciam a companhia o anúncio deve ter soado como música. Como eu e a Vivi já sabíamos o que estava por vir, nem nos animamos. Mas não é que a comissária, não se dando por satisfeita, continuou com o anúncio? Impostando a voz, teve o desplante de dizer que o serviço seria "composto" de "amendoins e barras de cereal". Caralho, parece até que se referia a um banquete!!! Acha que parou? Pois a medonha ainda disse: "As barras de cereal são de três sabores — coco, castanha e frutas", disse ela, como se fosse grande coisa. Vocês imaginam onde tive vontade de mandá-la acondicionar as referidas barras, não imaginam?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113630730335586088?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113630730335586088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113630730335586088' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113630730335586088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113630730335586088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2006/01/voltando.html' title='Voltando'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113534507201476770</id><published>2005-12-23T10:34:00.000-03:00</published><updated>2005-12-23T10:37:52.026-03:00</updated><title type='text'>Indo</title><content type='html'>Às 19h40 embarcaremos pro Rio. Eu, Vivi e Lupi! Vamos ver como será a aventura dele, em sua primeira viagem de avião, aos sete meses de vida. Não sei se terei tempo de escrever de lá, pois, com a agenda cheia de coisas pra NÃO fazer, deverei ficar a semana inteira longe de computadores. Mas, quem sabe, né?&lt;br /&gt;Bem, que vocês todos tenham o Natal com que sonham e o 2006 que merecem...&lt;br /&gt;Beijos e até a volta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113534507201476770?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113534507201476770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113534507201476770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113534507201476770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113534507201476770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/12/indo.html' title='Indo'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113501009613508622</id><published>2005-12-19T13:01:00.000-03:00</published><updated>2005-12-19T13:34:56.200-03:00</updated><title type='text'>A arte e o tormento de presentear</title><content type='html'>Chamem-me do que quiserem, mas a verdade é que adoro dar presentes. Não precisa ser Natal, aniversário, datas especiais nem nada. Gostei da pessoa, vi algo parecido com ela, pronto: lá vai presente. A reação de felicidade do ser presenteado é profundamente compensadora e, se eu fosse rico, compraria presentes a torto e a direito. Mas, meus amigos, essa minha "compulsão" entra sempre em parafuso quando o ser a ser presenteado é... a Viviane! Sim, a minha mulher linda, amada, cheirosa (e detentora de outros adjetivos que só interessam a mim). Presentear a Vivi é mais difícil do que decifrar os enigmas da Esfinge. Quando ela gosta do modelo, não gosta da cor. Quando gosta da cor, não gosta do modelo. Quando gosta de ambos, não vai com a cara da vendedora e aí, fodeu!&lt;br /&gt;É uma complicação medonha que acredito fazer parte do universo feminino. É por isso que elas adoram passar horas e mais horas batendo pernas entre lojas e shoppings centers. Com elas, não há meio termo. Ou a coisa lhes agrada, ou lhes causa repulsa.&lt;br /&gt;Já dei vários presentes a ela que redundaram em sorrisos amarelos (daqueles que querem dizer: "até que é bonitinho" ou "o que vale é a intenção"). Por isso, minha estratégia agora é levá-la para escolher o que quer ganhar. Ah, às favas com o fator supresa! É melhor garantir a satisfação do que amargar a decepção por não ter agradado.&lt;br /&gt;Bem, se você encontra doses de exagero no que estou dizendo, saiba que no fim de semana passado, rodamos a capital da República e nada encontramos que agradasse à minha coisinha linda. E não adiantou. Encontrei presentes para todo mundo, menos pra ela.  Nada do que vimos nos shoppings despertou seu bem querer. Começo a ficar desesperado. Para ajudar a livrar-me dessa inquietação, rogo aos meus leitores que me dêem dicas sobre o que comprar. Aproveito e lhes desejo um Natal realmente feliz (tanto para os que gostam quanto para os que desprezam a data) e um 2006 pelo menos perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113501009613508622?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113501009613508622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113501009613508622' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113501009613508622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113501009613508622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/12/arte-e-o-tormento-de-presentear.html' title='A arte e o tormento de presentear'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113444168221589816</id><published>2005-12-12T23:38:00.000-03:00</published><updated>2005-12-13T12:04:45.896-03:00</updated><title type='text'>Sobre cães...</title><content type='html'>Aviso: se você não gosta de cachorro, não dá a mínima para o tema e não está a fim de ler um texto provavelmente meloso, pare por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, com a chegada do Lupi, que os cachorros são — além de os prováveis melhores amigos do homem — elementos socializadores. Os donos de cachorros têm muito em comum. Os passeios com o Lupi por minha quadra aqui em Brasília têm deixado isso muito claro. Sempre encontro diversos outros donos com seus au-aus. Trocamos algumas palavras, que variam sempre de dicas sobre pet shops ou veterinários a traços de comportamento dos nossos bichos. Às vezes, esses papos se prolongam, enquanto nossos animais cheiram os fiofós uns dos outros. E aí vemos como os cachorros também podem nos trazer novos amigos. É verdade. Uma colega de trabalho, que tem nada menos que cinco cachorros em casa, é uma das minhas companhias preferidas. Além de sempre termos pontos de vista convergentes sobre diversos temas, ainda nutrimos a mesma admiração por nossos filhotes. Aí, pronto: temos papo pra horas e horas. Até conheci os pimpolhos dela que, diga-se de passagem, são exageradamente bonitos e dóceis (e imensos!!).&lt;br /&gt;Bem, mas claro que os cachorros também fazem amigos. O Lupi, então, pode se candidatar a líder comunitário. Não pode ver um cachorro ao longo dos passeios que fica louco. Quer brincar com todos eles, principalmente com os maiores — mesmo aqueles que, impacientes com a energia do meu gordinho, lhe dão safanões sucessivos. Na hora de separa-los, é um sofrimento. Os outros até que nem ligam, mas o meu faz um escândalo. Se joga no chão, late, chora e até me morde, quando o pego no colo para ir embora. São assim, por exemplo, os encontros dele com o Fred, o Duque, a Kiki e o Xeique, alguns de seus "amigos" de quadra. Isso sem falar que esse safado adora criança e vai para todo mundo que lance a ele um olhar carinhoso. Aí, danou-se. Dá as patinhas, pede colo, fica todo derretido. Uma vez, atrapalhou o namoro de um casal porque a moça caiu no erro de dizer “olha que coisinha linda...”. Morto de vergonha, lutei pra tirá-lo de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adeus, Nick&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bem, eu estava devendo notícias sobre o Lupi neste espaço há algum tempo. Mas hoje quem vai merecer destaque especial é o Nick, poodle da minha sogra e que, infelizmente, nos deixou hoje. Ele subvertia, de forma impressionante, a máxima segundo a qual nós, humanos, somos seres superiores. Equívoco. O Nick era diferente — e não é porque se foi que digo isso. Jamais vi um cachorro tão inteligente, meigo e companheiro. Aliás, já vi, sim: Helga, uma cachorra que tivemos quando eu era criança (mas o tempo já apagou muito da memória sobre ela). O Nick era praticamente uma pessoa (e das melhores). Baseado na teoria da colega de trabalho à qual me referi anteriormente, calculo que ele ocupava o grau máximo de evolução da espécie e, se outras vidas realmente existirem, virá como gente nas próximas encarnações. Viveu até os 11 anos e tornou-se, claro, membro da família. Aliás, muito mais do que eu, que estou com a Vivi há apenas três anos. Mas ele me aceitou bem. Foi, inclusive, o responsável pela redescoberta do amor que eu sempre senti por cachorros e pela perda do medo de cães que passei a ter depois que o louco do King (Pastor Belga que também marcou minha infância) me tascou uma dentada traumática. Vocês podem imaginar que o dia hoje foi triste, e o choro foi inevitável. Na verdade, nem o fato de que ele deixou de sofrer serve tanto de consolo. Pelo menos por enquanto. O “Niquito”, como eu o chamava, vai deixar saudades, assim como deixou lições. Mas tenho certeza de que, do alto de sua sabedoria e do fundo de seu coração bom e puro, quer que guardemos dele as melhores e mais divertidas recordações. Como do dia em que ele, mesmo sendo pequenininho, espantou um ladrão que invadiu a casa de praia em que estávamos hospedados, no Rio Grande do Norte. Já não consigo mais escrever...o nó na garganta voltou. Até mais, Niquito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113444168221589816?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113444168221589816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113444168221589816' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113444168221589816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113444168221589816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/12/sobre-ces.html' title='Sobre cães...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113258282625693804</id><published>2005-11-21T10:27:00.000-03:00</published><updated>2005-11-21T13:37:52.646-03:00</updated><title type='text'>Um mundo sem espelhos</title><content type='html'>É mais por teimosia — e menos por curiosidade — que ainda não desisti de tentar entender o significado dos sonhos. E olha que os meus são sempre confusos, absurdos, desconexos. Mas o desta noite foi um dos mais curiosos, enigmáticos.&lt;br /&gt;Vivíamos em um mundo sem espelhos. Não só sem os espelhos tradicionais, de vidro — desses que temos em nossos banheiros, salas e quartos. Era um mundo sem a mínima chance de vermos refletidas as nossas próprias imagens. E não havia saída. Fotografias? só nos permitiam ver nelas as imagens dos outros, por mais que o foco fossêmos nós mesmos. Em nosso lugar, víamos apenas um espaço em branco no papel, como se nossas figuras houvessem sido apagadas por algum programa de computador. Tal qual vampiros, não conseguíamos enxergar nosso próprio reflexo ao nos postarmos diante de qualquer espelho. Todo objeto com o mínimo poder de refletir imagens só nos possibilitava vermos o mundo ao nosso redor, menos o nosso semblante. Os retratos encomendados aos artistas tinham suas tintas derretidas e escorridas pelas telas antes de chegarmos diante delas para vermos o resultado. Mesmo o recurso das superfícies das águas, usado por Narciso para contemplar sua própria beleza, era ineficaz. Bastava nos aproximarmos do leito de algum rio, lago, lagoa (ou seja lá o que pudesse gerar reflexos de nós mesmos) para que as águas logo se tornassem turvas e revoltas, impedindo-nos de nos vermos e sentenciando-nos a uma esquizofrenia e angústia intermináveis. Não havia saída e, por mais que cientistas do mundo todo pesquisassem formas de permitir ao ser humano conhecer sua própria face, os experimentos invariavelmente redundavam em fracassos.&lt;br /&gt;A única forma de sabermos como éramos seriam os depoimentos dos nossos amigos. Dependíamos de seu poder de descrição, sempre impregnado de subjetivismos e de influências que nossos comportamentos causavam à nossa imagem. Só que esses poderes, quando aguçados, causavam gagueira ou afonia aos amigos, impedindo-os de nos fornecerem maiores detalhes sobre nossas aparências. Morríamos sem saber como havíamos sido. Talvez para valorizarmos que fizemos. E o que fazemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113258282625693804?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113258282625693804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113258282625693804' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113258282625693804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113258282625693804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/11/um-mundo-sem-espelhos.html' title='Um mundo sem espelhos'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-113097406130635369</id><published>2005-11-02T20:22:00.000-03:00</published><updated>2005-11-02T20:27:41.320-03:00</updated><title type='text'>Soy puto con ti America...</title><content type='html'>Confesso ter uma certa aversão (ou antipatia) às novelas, especialmente àquelas escritas pela desmiolada da Glória Perez. Mas, nesta semana, em que a trama de "América" está chegando ao fim, venho, infelizmente, acompanhando o desfecho da história. Mas só para ter raiva. É muita idiotice pra comentar, o que me tiraria um tempo precioso. Mas a maior dúvida que os capítulos finais estão me deixando é: afinal de contas, o Tião está no limbo, numa sauna gay ou no Cirque du Soleil?&lt;br /&gt;Quem souber a resposta ou tiver outros palpites, por favor, me diga, ok?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-113097406130635369?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/113097406130635369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=113097406130635369' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113097406130635369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/113097406130635369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/11/soy-puto-con-ti-america.html' title='Soy puto con ti America...'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-112981547731242155</id><published>2005-10-20T09:30:00.000-03:00</published><updated>2005-10-20T10:37:57.356-03:00</updated><title type='text'>O bendito referendo</title><content type='html'>Analisei friamente, desde que se começou a falar em desarmamento, os argumentos de quem é contra ou a favor do fim da comercialização de armas e munições no Brasil. Vou logo dizendo que, de cara, simpatizei com a idéia do SIM e, depois de tudo o que li, vi e ouvi sobre o assunto, afirmo que minha opinião se mantém inalterada. Acredito que esse é um dos muitos passos para revertemos o vergonhoso e lastimável estado de violência que vivenciamos. Repudio os argumentos de quem afirma que o desarmamento não vai acabar com a violência. Mas quem diabos disse que vai?! É evidente que temos tomar uma infinidade de medidas — e o desarmamento é uma delas. Temos de dar o primeiro passo e parar apenas de reclamar. Em janeiro deste ano, escrevi quatro textos &lt;a href="http://http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005_01_01_cronicandoepensando_archive.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; sobre outras ações que acredito serem fundamentais para reduzir a níveis civilizados (se é que conviver com violência tem traços de civilidade) os registros de barbárie dos dias atuais.&lt;br /&gt;Respeito a opinião de quem é contrário ao desarmamento, pois entendo suas preocupações e angústias — ainda que discorde deles. Só que, ao longo desta semana, recebi dois e-mail's do pessoal do NÃO. Infelizmente, usaram do deboche e do cinismo para defenderem a sua tese, perdendo uma excelente oportunidade de exporem argumentos plausíveis. Já me dei ao trabalho de responder a algumas dessas mensagens (com argumentos sérios), mas confesso que não o farei mais. Mas o artigo a seguir, escrito pelo meu amigo Ricardo Karam (marido da famosa Lalá) sintetiza de forma esplêndida o pensamento e as razões da turma do SIM. Ele respondeu a um desses e-mail's, que listava, de forma irônica, razões de uma hipotética mudança de posição de um favorável ao NÃO.&lt;br /&gt;Eis o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já eu, ao contrário do criativo autor, ia votar sim, mas também mudei de idéia. Ia votar sim por ser um humanista radical, defensor intransigente da vida, mesmo que dos meus inimigos. Daqueles que gostariam de ver as armas banidas não só do país, mas do planeta e do universo. Talvez porque tenha presenciado, ao vivo e à cores, dentro do espaço diminuto de um ônibus, a execução sumária com um tiro na testa de um jovem policial. Jovem policial treinado, preparado e pago pra reagir. Mas confesso que minhas convicções ruíram e me vi seduzido pela presença do Bolsonaro. Se um homem com a estatura e respeitabilidade dele é contra,  quem sou eu pra ser a favor? Além do mais, há toneladas de estatísticas que corroboram o faroeste.  Segundo o FBI [FBI, 2001], "para cada sucesso no uso defensivo de arma de fogo em homicídio justificável, houve 185 mortes em homicídios, suicídios  ou acidentes". Uma pesquisa realizada no estado do Rio de Janeiro mostra que: "a chance de morrer numa reação armada a roubo é 180 vezes maior de que morrer quando não há reação. A chance de ficar ferido é 57 vezes maior do que quando não há reação" [Iser, 1999]. Segundo o DATASUS, morrem mais mulheres do que bandidos por uso de arma de fogo em casa. É uma pena, mas afinal há sempre um preço a se pagar pelo direito às armas, não é mesmo? A polícia do Rio descobriu que 40% das apreendidas com ladrões são contrabandeadas. As 60% restantes, que foram compradas com nota fiscal por cidadãos de bem e roubadas para alimentar o crime, só mostram que precisamos ser mais cuidadosos com nossos pertences. E os efeitos do desarmamento nos países que o adotaram não foi tão bom assim, pois na Austrália os homicídios caíram só 50% (Australian Institute of Criminology, 2003). E se houvesse ainda alguma sombra de dúvida, é só olhar os relevantes serviços prestados à sociedade pelos membros da Bancada da Bala. Fleury é aquele nobre governador que "limpou" da sociedade 111 presos ajoelhados, Alberto Fraga, famoso deputado de Brasília, é um notório defensor da civilidade e dos direitos humanos, os quais propagou com seu estimado esquadrão da morte da polícia do Distrito Federal. Por fim, chega de me tirarem direitos. Já me proibiram de destruir a camada de ozônio, não posso usar defensivos agrícolas tóxicos na minha horta, não posso dirigir bêbado nem drogado, que mais vão querer me proibir ou obrigar a fazer? Abaixo uma pequena história contada pela equipe do Hospital Souza Aguiar, que atende diariamente a casos de ferimentos por arma de fogo. - Um dia chegou um paciente baleado. Em seguida entrou um homem magro e baixo e correu para abraçá-lo. Eu ainda cheguei a comentar que ali não era permitida a entrada de parentes quando me disseram que ele era o agressor. Era um médico que, durante uma briga no trânsito, acabou baleando o outro motorista. Ele era um homem de bem que virou um assassino".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-112981547731242155?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/112981547731242155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=112981547731242155' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/112981547731242155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/112981547731242155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/10/o-bendito-referendo.html' title='O bendito referendo'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-112956683369250660</id><published>2005-10-17T13:09:00.000-03:00</published><updated>2005-10-17T13:33:53.756-03:00</updated><title type='text'>1º aniversário!!!</title><content type='html'>Oi, meus amigos.&lt;br /&gt;Não, vocês não acessaram o blog errado. Estamos aqui, no bom e velho Crônicando e Pensando. Bem, nem tão velho assim. Só há poucos dias me dei conta de que este espaço está completando, agora em outubro, um ano de existência. Impossível não repertir chavões, como "o tempo passa muito rápido" , ou "parece que foi ontem...". São todos eles verdadeiros. Entre os comentários mais importantes que posso fazer sobre o momento a partir do qual decidi criar o blog, está o de que a experiência tem sido fascinante. Não o criei para ser popular ou para participar de concursos do tipo "o melhor blog do universo". Pelo contrário. Faço questão de mantê-lo assim: pouco divulgado e discreto. Para poucos e selecionados. Nada de implorar para as pessoas o lerem de deixarem recadinhos adocicados (geralmente carentes de sinceridade). Criei-o com a mais humilde e prosaica das intenções, que é compartilhar parte do que penso e do que vivo com vocês, fiéis escudeiros nessa empreitada.&lt;br /&gt;Andei relendo alguns dos textos antigos (se é que com um ano podem ser chamados de antigos) e gostei da participação espirituosa de vocês. Dei boas risadas, na maioria das vezes. É interessante vermos o que escrevemos há um certo tempo. Recomendo a experiência.&lt;br /&gt;Bem, como vocês estão percebendo, mudei a cara do blog. Acho que estava na hora de renová-lo, deixá-lo mais leve e mais claro. Espero que vocês tenham gostado, apesar da estranhesa que certamente devem estar sentido. Qualquer "paulada", por favor, mandem ver!&lt;br /&gt;E obrigado pela companhia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-112956683369250660?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/112956683369250660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=112956683369250660' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/112956683369250660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/112956683369250660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/10/1-aniversrio.html' title='1º aniversário!!!'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8737500.post-112778844483665796</id><published>2005-09-26T23:31:00.000-03:00</published><updated>2005-09-26T23:34:04.846-03:00</updated><title type='text'>Capital Fashion Shit</title><content type='html'>Deslumbrantes leitores. No sábado passado, eu e a Vivi pagamos um dos maiores micos que este blog já registrou. Recebemos convites pra ir a um evento que agitou o chamado mundinho “fashion” de Brasília: um tal de Capital Fashion Week. Por enquanto,o evento nada mais é do que uma pretensão candanga de imitar as semanas da moda do eixo Rio-São Paulo. Na minha opinião, vai morrer na intenção. Mas, como de graça até xingamento vale a pena, achei que poderia ser um programa interessante ou, pelo menos, diferente.&lt;br /&gt;O horário marcado era 21h30, e chegamos ao centro de convenções com a devida antecedência. Entramos e tivemos até que uma impressão agradável. O local estava diferentemente decorado, com um barzinho meio high-tech e umas músicas meio loucas, como sempre imaginei que esses eventos tivessem. Mas aí começaram as irritações. Não achávamos a sala do desfile a que assistiríamos. Uma fila imensa e desanimadora se formava diante de uma porta. “Graças a Deus não era essa a nossa”, suspirei aliviado com a resposta do atendente a quem me reportei. A nossa era no andar de cima. Beleza. Vamos lá. Desilusão, meu bem. A bosta da sala do nosso desfile tinha uma fila tão grande quanto à outra. Como não nos restava muita coisa, entramos nela.&lt;br /&gt;Passamos um bom tempo ali até que uma confusão nos despertou a confusão. Será que é a Gisele Bündchen? Porra nenhuma. Era um segurança carrancudo e compreensivelmente puto da vida dizendo que o desfile fora transferido para outra sala. Lá fomos nós, os dois imbecis, de volta ao térreo. A multidão na fila já havia se formado. O desfile fora transferido para as 22h15.&lt;br /&gt;Começamos a ficar chocados com as coisas que víamos. Mais chocados ainda porque as coisas eram pessoas. É sério, minha gente. Não sei o que passa pela cabeça das pessoas (além de muita brisa) que curtem esse mundinho de falsa elegância. Tinha cada coisa assombrosa que mesmo eu, um absoluto e convicto leigo no assunto, sabia que aquilo era, no mínimo, patético. Ressuscitei, por diversas vezes, uma expressão comum na minha terra: “que diabo é isso, homi?!”.&lt;br /&gt;Vamos a algumas descrições. Tinha uma figura cavernosa, mais feia do que a tragédia provocada pelo Katrina, que, se queria chamar a atenção, conseguiu. Era uma loira-de-farmácia-clandestina que certamente achou linda a pintura que fez no rosto. Sim, pintura, pois acho que maquiagem deve ser tudo, menos aquilo nas fuças dela. Bem, como se isso fosse pouco, ela decidiu combinar aquela pichação facial com a indumentária. Tascou uma micro-mini-saia jeans e uma (também micro) blusa. Não parece muito surpreendente, né? Mas é porque vocês não viram o detalhe mais interessante. A desmiolada usava um casaco (ou sei lá o que era aquilo) branco, aberto na frente e que, por trás, chegava aos pés. Acho que era de lã. No final das contas, parecia a capa de uma super-heroína. (depois de consumir uma super-heroína). E é claro que, achando-se um picolé de cajá no deserto, a bicha feia não sossegava o rabo num canto, andando de um lado pro outro com duas jabiracas tão horrendas quanto ela.&lt;br /&gt;Depois desse susto, vieram muitos outros. Uma cidadã achou que estava frio e saiu de casa com um poncho. Sim, aqueles casacões que os gaúchos usam em seus rigorosos invernos. Mas, minha gente, o calor estava insuportável. Claro que ela também desfilava de um lado pro outro sem parar. Foi ela, inclusive, quem pronunciou a frase mais rica em conhecimentos filosóficos da noite. Depois de passar muito sufoco na fila, decidiu dar uma saidinha e chamou a amiga: “Fulana, vamos lá fora porque aqui o calor tá muito quente”. Que sabedoria, hein? Mas tirar o casaco que é bom, nada. &lt;br /&gt;Uma outra figura inventou de ir pro evento certamente na hora em que se preparava pra dormir e esqueceu de tirar a camisola (cor-de-rosa, diga-se). Vestiu por baixo uma calça jeans mais colada do que sola de sapato velho. Como desgraça pouca é bobagem, achou por bem combinar tudo com uma bota preta à la Julia Roberts em “Uma Linda Mulher”. Um cão!&lt;br /&gt;            Pra não dizer que estou sendo preconceituoso com a mulherada, também tinha muito marmanjo na mesma situação. Tinha uma bicha que era a mistura de uma desgraça com uma tragédia. Velho e quase careca, ele pintou o restinho de cabelo de “loiro-paca”, colocou brinco em apenas uma das orelhas, jogou no rosto uns óculos “yellow-gay” e tascou um colar de búzios maiores que sua vontade de aparecer. Pra completar, tava com uma blusinha “mamãe-eu-dou” branca e que acabava no umbigo. A calça da bicha-idosa ia só até a canela. De um lado, a porra da calça era toda rasgada. Do outro, tinha uma imensa bandeira da Inglaterra, rodeada de uns trocinhos que brilham (cujo nome não sei se é lantejoula, mas deve ser).&lt;br /&gt;            Mas a campeã da noite foi uma gorducha morena que surgiu lá pras tantas. Claro que o fato de estar acima do peso (no caso dela, infinitamente acima) não impede a pessoa de querer usar roupas que ache sensuais. Mas, pera lá. Sensualidade é uma coisa. Ter um manequim 68 e usar a blusa da sobrinha de 12 anos já é maldade. Pois bem. A hipopótama se espremeu dentro de uma blusinha preta, cheia de brilho e com as costas nuas. Certamente confiou que a cor emagrece, mas esqueceu que a banha que saltava por todos os lados fazia o esforço ir por água abaixo.&lt;br /&gt; A saia do jaburu era toda rasgada, dessas esvoaçantes que usam por aí. Mas era tanto pano que não sei como ela acertou enfiar as pernas ali. A distância que sobrava entre a saia e a blusa deixavam de fora uma barriga que parecia pára-choque de carro-forte. Os brincos da criatura brilhavam mais do que sapato de malandro e iam até os ombros.&lt;br /&gt;Ao meu lado na fila, quatro adolescentes pentelhas sentavam o pau numa tal de Paloma. E olha que a criatura era amiga delas, mas, como não estava presente, fodeu-se. As diabas falavam tão mal da “amiga” que a coitada já devia estar com as orelhas derretidas. Diziam barbaridades da inocente. Que era burra, brega, feia e encalhada. Não contive a curiosidade e estiquei os olhos pra ver a cara das difamadoras. Meu Deus, que escrotas!!! As quatro, pra começo de conversa, pareciam uma briga de bar, de tão feia que eram. Uma delas, a mais tagarela, devia medir um metro e vinte e dois. Calçava uns sapatos de uns quinze centímetros e mesmo assim não passava de um smurf. Se a tal da Paloma conseguia ser mais feia que elas, de fato merece ser apedrejada, pois não é gente, é maldição.&lt;br /&gt;Depois de horas na fila, chegou o momento de entrar. Uma confusão dos diabos. A fila se desfez e uns filhos da puta que estavam lá trás formaram um tumulto na frente da porta. Todo mundo queria entrar de uma vez só. E eu e a Vivi lá, no empurra-empurra, esperando pra ver o que ia dar. Nos esprememos num canto e entramos. A confusão era tanta que mal mostramos os convites. Quando chegamos lá dentro, não achamos lugar pra nós dois. Fiquei, então, de pé por trás da cadeira da Vivi.&lt;br /&gt;A expectativa, claro, era pro início do desfile. Afinal, depois de tanto sofrimento, alguma coisa devia prestar, né? Que nada! Depois que a macacada se sentou, acenderam umas luzes na passarela e entrou a primeira modelo — mais magra do que lombriga de cu de pobre, coitada. Mas era bonita. Entrou a segunda. Entrou a terceira. Entrou a quarta e nada de mais. A maioria delas era formada de adolescentes certamente recrutadas nas escolas de ensino médio de Brasília. O amadorismo era evidente, e o clichê sensualidade artificial vigorava. Não sei quem diz pra essas modelos que, quando entram na passarela, elas têm fazer cara de ventania-de-fim-de-tarde. Por mais que a macacada das cadeiras gritasse e as aplaudisse, as coitadinhas nem piscavam. Acho, na verdade, que estavam com fome.&lt;br /&gt;A cena mais lamentável foi quando uma das anorexicas, quando acabava de desfilar, teve um pequeno acidente com o vestido. Acho que uma das alças soltou e a queda da parte de cima do vestido foi inevitável. Assim como foi inevitável que os peitos dela ficassem de fora. Mas, peraí: que peitos? Só depois de um certo tempo é que percebi que aquilo ali que ficou de fora era a peitança da coitada. Minha gente, que pena. Pareciam duas pitombas. Tão desmilingüidos e irrisórios que demorei a perceber que aquilo era aquilo mesmo. Mas não sei por que, apesar de a comoção ter tomado conta da platéia, acho que aquilo foi meio proposital. A Vivi acha que não. Mas, sinceramente, não vi convicção da garota em puxar o vestido pra cima pra esconder as muchibinhas.&lt;br /&gt;Mais tarde, entraram os modelos masculinos. Claro que a maioria feminina e as bichas de plantão foram ao delírio. Ameacei levemente a Vivi de furar-lhe os olhos caso demonstrasse interesse, mas graças a Deus durou muito pouco.&lt;br /&gt;Fomos embora na hora em que o desfile estava por encerrar, ou seja, quando todas as modelos entram na passarela. Puxando-me pelo braço, a Vivi quis sair dali voada. Pensei até que ela estivesse com dor-de-barriga. Mas era não. Era raiva. Famintos e alquebrados, decidimos ir comer fondue. Por pouco não nos “foundemos”. O restaurante estava vazio, e os garçons nos fuzilaram com os olhos quando nos viram entrar. O que nos atendeu, inclusive, não disfarçou a insatisfação. Gritou pra outro cara: “Fulano, adianta logo o pedido dessa mesa aqui pra gente fechar a cozinha!” Nos sentimos super à vontade. A sorte é que depois chegou mais um casal. Quer dizer, sorte nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8737500-112778844483665796?l=cronicandoepensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/feeds/112778844483665796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8737500&amp;postID=112778844483665796' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/112778844483665796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8737500/posts/default/112778844483665796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicandoepensando.blogspot.com/2005/09/capital-fashion-shit.html' title='Capital Fashion Shit'/><author><name>Wagner Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00459451355310087739</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
